Abgailfreitas's Blog

julho 2, 2010

INDISCIPLINA NA ESCOLA/SOLANGE

Filed under: Uncategorized — abgailfreitas @ 7:24 pm
Tags: , ,

INDISCIPLINA NA ESCOLA
Solange Araújo dos Santos

INTRODUÇÃO

“Escola é… o lugar onde se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos… Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha gente que estuda gente que se alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor, na medida em que cada ser se comporta como colega, como amigo. Nada de ilha cercada de gente por todos os lados. Nada de ser como tijolo que forma parede indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se amarrar nela. Ora, é lógico… em uma assim vai ser fácil estudar, fazer amigos, educar e ser feliz”.
(Paulo Freire, 1999)

É muito bom quando podemos trabalhar em um ambiente sadio onde não existem conflitos entre alunos, entre professor e alunos e demais pessoas que convivem na comunidade escolar. Todavia, a realidade é outra, as escolas estão passando por dificuldades em relação ao comportamento indisciplinar em relação ao meio em que está inserida. A questão disciplinar é um fator que repercute dos conflitos da família e do meio que a envolve.
A indisciplina é certamente o maior problema enfrentado nas escolas de hoje. Todos nós sabemos diagnosticar sua presença, mas não sabemos quais as suas razões exatas do porque de tanta agressividade e isso tem sido um dos grandes males da escola contemporânea como gerador do fracasso escolar, a indisciplina tem sido um dos principais obstáculos para o trabalho docente.
O presente trabalho traz aspectos sobre a indisciplina escolar. Tem como objetivo fazer uma reflexão sobre essa questão que tem se agravado de forma significativa nos últimos anos. Tem como base, refletir sobre a indisciplina escolar, apontando suas causas, algumas formas de intervenção do professor frente a esse problema. Busca ainda mostrar a necessidade da construção de uma escola democrática, onde possa transformar as atitudes agressivas deste local, que deveria ser um ambiente cheio de harmonia e de aprendizagens e não de indisciplina.
Para melhor compreender o tema, faz-se necessário um estudo mais aprofundado sobre o tema. A partir daí surge à questão: O que é indisciplina, como detectá-la, quais as causas, o que fazer para acabar ou amenizar esse problema.
No sentido de esclarecer essas questões o trabalho está organizado nos seguintes tópicos: Indisciplina, Principais causas da indisciplina na escola, A indisciplina como aliada, Soluções para acabar e/ou diminuir a indisciplina na escola.

CONCEITUANDO INDISCIPLINA
A indisciplina vem sendo vista como uma atitude de desrespeito, de intolerância ao acordo firmado do não cumprimento de regras capazes de pautar a conduta de um indivíduo ou de um grupo, é considerada também um reflexo da indisciplina generalizada em que se encontra a humanidade atualmente. Essa por sua vez vem crescendo constantemente, é o resultado de uma sociedade onde não existe mais respeito, amor, a compreensão e o valor à família.
Cada vez é mais difícil estabelecer a disciplina e fazê – la respeitar. Com as evoluções da vida em todos os sentidos, as crianças se tornaram mais independentes e passaram a obedecer menos a autoridades dos adultos.
Segundo LA TAILLE (1994 p.q):
“Crianças precisam sim aderir a regras (que implicam valores e formas de conduta) e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os limites implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo: o que não pode ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência de posição ocupada dentro de algum espaço social – a família, a escola, a sociedade como um todo”.
Nesse sentido, o estudante precisa aprender a noção de limites e isso só acontece quando ele percebe que há direito e deveres para todos, sem exceção. A escola também precisa estabelecer regras e normas orientadoras do seu funcionamento e da convivência entre todos os componentes que nela atuam regras que devem ser compreendidas como condição necessária ao convívio social. E dentro dessa idéia, o professor deve ser o disciplinador que educa e estabelece limites.
A indisciplina tem se tornado um dos obstáculos para o bom desenvolvimento do trabalho escolar e conquistar a disciplina na sala de aula e na escola tem sido um verdadeiro desafio para o ensino atual. O professor deve manter uma relação de afetividade para que o aluno se sinta seguro e capaz de conversar e compartilhar seus problemas. No entanto, o professor precisa desempenhar o seu papel, o que inclui disposição para dialogar sobre objetivos e limitações e mostrar ao aluno o que a escola espera dele.
A indisciplina pode ser vista de forma diferente pelos professores, uma atitude que o aluno pratica pode ser considerada como uma disciplina para um professor e pode não ser para outro.
A indisciplina escolar não envolve somente problemas sociais, como conflitos familiares, mas também aspectos envolvidos e desenvolvidos na escola como a relação professor – aluno, sua prática pedagógica e até mesmo práticas da própria escola que podem ser excludentes.
O meio social, as pessoas que convivem com a criança, influenciam muito no comportamento, pois os pais são os primeiros educadores e tudo que a criança recebe na sua vida reflete no seu comportamento.
A criança já vem sendo educada pela família muito antes de ser integrada no ambiente escolar, sua participação é considerada um fator de fundamental importância na tarefa educativa do aluno, o que deveria significar uma ajuda mútua na construção do ideal educativo, o que muitas vezes não é, pois hoje vivemos numa sociedade onde a família se encontra desgastada, sem estrutura, sem união, sem que possa oferecer aconchego, apoio nos momentos mais difíceis na vida da criança. Se a criança vem de um ambiente desestruturado, é normal que ela pratique atitudes indisciplinares, portanto é necessário que o professor construa um ambiente acolhedor capaz de fazer com que a criança se sinta mais segura.
É primordial que a relação entre profissionais que atuam na escola seja resultado de um clima de compromisso e confiança que favoreçam as decisões coletivas, é necessário enganjar-se na busca de soluções conjuntas para melhorar o ambiente escolar.
Segundo AQUINO (1996. P. 98), a tarefa de educar, não é responsabilidade da escola, é tarefa da família, que ao docente cabe repassar seus conhecimentos acumulados, ele ainda aponta que a solução pode estar na forma da relação entre professor e aluno, ou seja, a forma que suas relações e vínculos se estabelecem, aponta também que a solução pode estar no desenvolvimento do resgate da moralidade discente através da relação com o conhecimento deve ser construído socialmente, sem rigidez e autoridade.
O professor e a escola devem ter por objetivo central a transmissão e recriação do conhecimento construído socialmente. A escola tem que ter significado para eles, pois o não envolvimento dos alunos com a escola pode se transformar em apatia e explodir em indisciplina.
A escola é um ambiente socializado, daí a importância de contribuir na formação moral de seus alunos. O professor tem a função de construir um ambiente com regras coerentes e justas. Também, deve se questionar sobre a coerência das regras da própria escola, não esquecendo que o aluno é um ser humano inacabado, e precisa se desenvolver num ambiente de liberdade.

PRINCIPAIS CAUSAS DA INDISCIPLINA NA ESCOLA
Não é fácil citar as causas da indisciplina na escola. As causas da indisciplina são inúmeras e dificilmente se chega a uma conclusão. Nesse caso, faz-se necessário uma investigação na raiz do problema, pois a partir daí que se conhecem os motivos que levam as crianças a praticarem tal comportamento. O fenômeno indisciplina muitas vezes pode levar o aluno a ser eleito como aluno – problema, fato que muitas vezes leva a alguns preconceitos, a falsos conceitos, ao fracasso escolar e até mesmo à exclusão escolar. Portanto, o professor deve conhecer o aluno, a sua família, só assim poderá fazer um diagnóstico que fará com que ele perceba se a atitude do aluno é o reflexo de problema psicológico, social, além de muitos outros.
Antes de julgar ou fazer insinuações a respeito do comportamento da criança é preciso investigar a realidade do ambiente familiar, escolar, o aspecto emocional, o social e outros. Muitas vezes, a manifestação indisciplinar é vista como uma forma de chamar a atenção ou até mesmo uma forma de expressão do aluno, que usa esse comportamento com a intenção de ser notado e ouvido.
O espaço escolar é muito importante, no entanto, muitas escolas não oferecem esse espaço onde as crianças possam brincar e correr nos intervalos para gastar suas energias. Quando a criança fica limitada somente à sala de aula e não gasta suas energias, ela tende a desenvolver comportamentos indisciplinados.
Existe também a questão dos maus tratos. Muitas crianças estão acostumadas a serem surradas e recebem severos castigos o que os levam a terem uma atitude totalmente autoritária e por isso não conseguem viver em um ambiente democrático, assim reproduzem o que presencia em casa na escola.
A família é outro fator de grande relevância, problemas familiares também podem acarretar na indisciplina escolar. Não há dúvidas, que quando a família não impõe limites, e não dão a atenção necessária aos filhos é a televisão ou as más companhias que educam as crianças. Os pais alegam que a criança não tem mais jeito, que não querem mais nada e largam de mão, deixam as crianças soltas a mercê das más companhias soltas no mundo aprendendo o que não presta e até mesmo a mercê do próprio jovem que ainda está em formação.
Esta situação é a mais comum, muitas crianças vêm de uma família desestruturada, vivendo em um ambiente onde não tem carinho, muitas vezes não tem com quem conversar e considera que a sua existência é apenas mais um problema no meio familiar.
Outro fator preocupante também acrescentado na questão da indisciplina é que ela está associada à falta de participação dos pais nas atividades escolares, dificilmente os pais aparecem na escola, não participam das reuniões e muito menos tomam conhecimento do comportamento dos filhos.
A liberdade excessiva dos pais aos seus filhos também é um fator que causa indisciplina, são cheios de mimos e dengos e não conseguem cumprir obrigações e quando não conseguem ser o centro das atenções se tornam frustrados.
IÇAMI TIBA (1996: 169), afirma que:
“Há pais que, por manter seus filhos na escola, acham que esta é responsável pela educação dos mesmos. Quando a escola reclama de maus comportamentos ou das indisciplinas dos alunos, os pais jogam a responsabilidade sobre a escola”.
Na verdade, a escola e a família devem caminhar juntas, pois uma depende da outra, e não jogar a culpa no outro, o que termina prejudicando o aluno, trabalhando juntas será mais fácil estabelecer soluções que possam ajudar a resolver ou amenizar o problema, não esquecendo que o aluno deve ser prioridade de todos.
Há também professores que provocam indisciplina nos alunos, quando as razões são as seguintes:
• Falta de preparação para lidar com certos conflitos;
• Rotulagem dos alunos;
• A forma agressiva como tratam os alunos;
• Falta de capacidade de motivar os alunos;
• Insegurança sobre o conteúdo a ser trabalhado;
• O desrespeito do professor em relação aos alunos;
• Expulsar o aluno da sala;
• Corrigir o aluno publicamente gera traumas;
• A metodologia aplicada que não chama a atenção do aluno;
• Atividades muito longas e cansativas.
Muitas vezes a indisciplina ocorre porque os alunos não entendem o conteúdo ou acham suas aulas cansativas. Neste caso o professor pode modificar suas aulas, adotando atividades estimulantes e interativas, isso fará com que a indisciplina acabe ou diminua, objetivando melhorar as condições de aprendizado dos alunos. Enfim, a questão da indisciplina não pode ser concentrada somente na família, como foi citado, existem outros fatores que causam indisciplina.
A indisciplina também pode estar ligada ao fraco rendimento escolar dos alunos. O seu insucesso pode levá – los a não fazer as tarefas escolares e a ficarem desinteressados pela escola, desencadeando emoções negativas, consideradas comportamentos inadequados.
Na escola, por exemplo, a indisciplina nunca acaba, pois cada ano chega novos alunos e novos professores, que não estão enquadrados com as regras da escola, portanto é necessário que se trabalhe constantemente com essa questão, pois sempre aparecem casos diferentes.
VASCONCELLOS (2004, p. 169), afirma que;
“[…] o problema da (in) disciplina, com certeza, diz respeito ao professor, mas também ao aluno. E mais que isto, dada sua complexidade, envolve também outras frentes: instituição, comunidade, sistema de ensino e sistema social”.
Nesse sentido, as inúmeras causas da indisciplina escolar podem ser tanto externas como internas a escola. Tendo em vista o entendimento da natureza da indisciplina, cabe às escolas construir uma política, que possa favorecer o desenvolvimento de uma nova disciplina na escola e na sala de aula.

A INDISCIPLINA COMO ALIADA
Por trás de atitudes indisciplinares podem estar problemas psíquicos ou familiares. A indisciplina é um meio que a criança tem de informar que algo não está bem, por isso, o professor deve está atento a essas atitudes. Ela é uma das causas que mais influência para o fracasso do planejamento inicial, por isso deve ser encarada como um fator importante, pois através dela é que o professor poderá fazer um diagnóstico e buscar soluções para distúrbio de comportamento.
A indisciplina pode atrapalhar e incomodar, mas se o professor trabalhá – la de forma adequada, poderá ajudá – lo a conquistar o aluno.O professor deve ser capaz de reduzir a agressividade dos estudantes e ajudá – los a se tornarem mais participativos e menos indisciplinados. O professor não pode deixar que os alunos percam a vontade de querer aprender e fazer com que a aprendizagem seja visto como um sacrifício.
O comportamento é fundamental para o bom desenvolvimento das atividades, portanto o professor deve criar momentos de estudo mais dinâmicos e atraentes que chamem a atenção dos alunos. É necessário que o professor procure utilizar diferentes formas de transmitir os conteúdos, utilizando recursos atuais e possibilitando ao aluno interagir nas aulas. Se o modo de trabalho não obtiver resultado, procurar alternativas. Segundo FERNÁNDEZ (2005, p.41), “o professor atua segundo as exigências de cada particular circunstância”.
Avaliando seu trabalho procurando ver onde falhou, o professor conseguirá eliminar parte dos problemas e até mesmo evitar que surjam outros. Para isso, é preciso que o professor reinvente métodos diferenciados e criativos para encontrar alternativas, tornando a sala de aula um laboratório de experiências coletivas.
O professor deve trabalhar com o aluno real e entender que os problemas de indisciplina interferem diretamente no seu trabalho. Deve fazer também com que o aluno compreenda que a escola é um local onde existem normas e pessoas a serem respeitadas.
É fundamental não desistir e estar preparado para os problemas que irão surgir e procurar soluções conjuntas com os alunos, com os pais, com os colegas de trabalho, já que os problemas interferem no cotidiano de todos.
“Quando há relacionamento afetuoso, qualquer caso pode ser revertido em pouco tempo”, afirma Tânia Zagury. (revista nova escola, janeiro de 2002 pág. 18).
Nesse sentido, o professor deve abrir um espaço para o diálogo onde deixa seus alunos expressarem seus sentimentos, isso contribuirá para que se estabeleça um clima de confiança entre ele e o grupo, pois quando os alunos sabem que podem conversar com o professor não deixam de respeitá-lo.
O desafio maior é provavelmente conquistar a turma, fazê – la produzir, criar condições para que todos aprendam, torná – los mais participativos e menos indisciplinados.
O fato de querer usar o comportamento indisciplinado a favor da indisciplina muitas vezes leva o professor a encarar a indisciplina como uma agressão colocando-se na mesma posição do aluno. Na verdade, isso só piora a situação e gera mais revolta. Na verdade, o professor precisa desempenhar seu papel, promover o diálogo para saber o que incomoda os alunos e tentar buscar soluções juntamente com eles, assim eles se sentirão mais importantes e capazes de expor suas próprias conclusões.
Nada se consegue de mão beijada, principalmente quando se refere à questão da disciplina. Como já foi mencionado, é um desafio, a disciplina é algo que se constrói, ser autoritário, ameaçar ou castigar são atitudes inúteis. O professor deve fazer com que os alunos percebam que a noção de limites só vai ajudá – los.
Não há formulas prontas para acabar com a indisciplina, mas discutir sobre o problema já é um bom começo. Só quem tem certeza da importância do que está ensinando sabe que a indisciplina requer muito diálogo, limitações e muitas aulas expositivas que chamam a atenção dos alunos.
O truque para transformar a indisciplina como aliada é dar atenção aos alunos e ajudá-los a entender o que o incomoda e fazê – lo sentir a necessidade de querer aprender. Colocar os alunos para ajudar o professor na realização das atividades torna a aula uma experiência de vida e não só uma mera transmissão de conteúdo, pode ser a saída.

SOLUÇÕES PARA A INDISCIPLINA NA ESCOLA
O primeiro passo a ser traçado é a realização de uma análise na origem do problema, a partir daí que se conhece os motivos que levam os indivíduos a se comportarem de forma indisciplinada. Observar os alunos e estabelecer um diálogo também pode ajudar muito.
Outra boa sugestão é o professor criar algumas regras para o bom funcionamento dos momentos de estudo como:
• Fazer silêncio em quanto o outro colega fala ou enquanto o professor explica;
• Falar num tom de voz adequado;
• Respeitar a opinião do colega;
• Levantar a mão e aguardar a sua vez de falar, entre outros. Com estas atitudes, o professor ganhará o respeito de seus alunos.
O professor também deve impor respeito para ser respeitado, quando a criança convive em um ambiente onde existe respeito ela também respeitará. Dorothy Law Nolte (apud DRESCHER,2000) afirma que as crianças aprendem o que convivem.

Outros fatores que podem ajudar:
• Esqueça a imagem do aluno ideal;
• Não corrija o aluno publicamente, pois essa exposição pública produz humilhação e até traumas;
• Converse com os que atrapalham a aula, ouvindo suas razões;
• Não expressar autoridade com agressividade;
• Não rotule o aluno;
• Não coloque limites sem dar explicações;
• Criar situações com histórias, que levem a turma a refletir sobre o comportamento deles e de outros colegas, sem expô- los;
• Elogie a criança antes de corrigi-lo ou criticá-lo;
• Diferencie as aulas, evitando rotinas;
• Se prometer algo para as crianças, cumpra-os;
• Sempre que for conversar com algum aluno, olhe nos olhos dele;
• Dê responsabilidades para os alunos, eles irão se sentir responsáveis;
• Não expulsar o aluno da escola, ele já está acostumado com a rejeição isso só irá criar mais revolta;
• Criar um ambiente de cooperação e acolhedor onde a criança se sinta querida;
• Evite ficar irritado, gritar e castigar, certas atitudes autoritárias só prejudica;
• Trabalhar como conteúdos de ensino questões relacionados ao convívio social;
• Criar um ambiente cooperativo, no qual as crianças possam se expressar;
• Impor respeito, para que sejam respeitados e aprendam a respeitar;
• Disponibilizar à criança uma série de materiais que ofereçam a ela uma funcionalidade com a atividade que irá realizar;
• Disponibilizar de espaços onde as crianças possam gastar suas energias;

Os pais e os estudantes devem se conscientizar que a escola é lugar de estudo e não de bagunça. É importante que eles participem mais da vida escolar de seus filhos, mas para isso é preciso que essa iniciativa parta de cada um.
A escola precisa alertar os pais sobre a importância de sua participação no acompanhamento dos estudos de seus filhos e dos estímulos que eles devem dar para que estudem.
TIBA (1998), afirma que:
“É imprescindível que seja gerado uma união envolvendo alunos, pais, professores, inspetores, serventes e direção da unidade escolar, pessoas comprometidas a construir valores”.
Nesse sentido, o trabalho com a família é imprescindível, pois muitas vezes não sabem que ações devem ser tomadas com o filho, sentindo a necessidade do acompanhamento de um orientador educacional, onde pode está detectando no aluno suas necessidades, suas frustrações, inseguranças, excessos de cuidado e carinho ou se é simplesmente a dificuldade em obedecer certas normas e regras. Então, ouvir o aluno, trabalhar dentro de todos os seus aspectos, é o principal meio para o orientador agir junto à família para combaterem a indisciplina.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Infelizmente a indisciplina tem se tornado um ato comum nas escolas, parece mais uma matéria que faz parte do cotidiano da escola. São muitas as reclamações de professores, que muitas vezes não conseguem sequer dar o seu momento de estudo, pois são interrompidos e quase sempre desrespeitados no exercício da sua função, o que torna um desafio para os professores.
Diante da questão da indisciplina escolar, conclui – se que as escolas necessitam construir políticas internas para trabalhar de maneira preventiva com a indisciplina, havendo também a necessidade de formação continuada dos professores direcionada para a reflexão do professor sobre a sua prática e para a discussão de problemas vivenciados no dia-a-dia das escolas, buscando coletivamente as ações que viabilizem as soluções e implementações das mesmas.
A escola deve ser um ambiente democrático onde não só o professor expresse suas idéias, mas também os alunos, para isso deve ser dada a oportunidade para que se expressem.

REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AQUINO, Júlio Groppa (organizador). Indisciplina na escola – Alternativas teóricas e práticas. 4ª edição. São Paulo: Summus Editorial, 1996.
FERNÁNDEZ, I. Prevenção da violência e solução de conflitos: o clima escolar como fator de qualidade. Trad. De Fulvio Lubisco. S. Paulo: Madras, 2005.
GARCIA, J. A construção social da indisciplina na escola. In: SEMINÁRIO DE INDISCIPLINA NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA, 1., Curitiba. Atas. Curitiba: UTP, 2005, p. 87 – 93.
PIAGET, Jean. Para onde vai a educação. Rio de Janeiro. Livraria José Olimpio. (Ed. Orig. 1948), 1973.
_____________Jean. O julgamento moral da criança. São Paulo: Mestre Jou. (Ed. Orig. 1932), 1977.
PASSOS, Laurizete Ferragut. A Indisciplina e o cotidiano escolar: novas abordagens, novos significados. In: Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas.
REVISTA ESCOLA, ANO XVII, Nº 149 – Janeiro/Fevereiro de 2002.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político – pedagógico ao cotidiano da sala de aula. S. Paulo: Libertad Editora, 2004.
TIBA, Içami. Disciplina – Limite na medida certa. São Paulo: Editora Gente, 1996. 8ª edição. P. 117 e 145.
_________Içami. Quem ama educa! _ S. Paulo: Editora Gente, 2002.

Anúncios

Deixe um comentário »

Nenhum comentário ainda.

RSS feed for comments on this post. TrackBack URI

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s

Crie um website ou blog gratuito no WordPress.com.

%d blogueiros gostam disto: