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julho 2, 2010

INDISCIPLINA ESCOLAR/ALINE

Filed under: Uncategorized — abgailfreitas @ 7:37 pm
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INDISCIPLINA ESCOLAR

É grande o desafio que os educadores têm encontrado em relação a indisciplina em sala de aula e na escola, tanto na pública como na particular. Sabemos também que não se trata de um problema apenas no Brasil, temos relatos, por exemplo, de gangues estudantes que tem batido nos professores, do alto numero de mortes nas escolas publicas americanas fruto da indisciplina.
Esta questão tem ocupado um espaço cada vez maior de cotidiano escolar no país. É o grande também a insatisfação da decorrente, chegando até a haver uma grande desistência de cursista do magistério.

INTRODUÇÃO

Um comportamento indisciplinado é qualquer ato ou omissão que contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas estabelecidas pela a escola ou pelo professor ou pela a comunidade. A indisciplina é uma resposta à autoridade do professor. O aluno contesta porque não esta de acordo com as exigências do professor, com os valores que ele pretende impor, com os seus critérios de avaliação, a sua parcialidade. Existe entre o professor e o aluno uma relação desequilibrada, o aluno não aceita o professor ou a disciplina. O professor não consegue motivar o aluno, ou despertá-lo ou cativá-lo.
Os motivos da indisciplina podem ser exteriores a aula ou escola, tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva proteção dos pais, carência social, forte influencia de ídolos violentos, etc. Neste caso o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam disfunções entre os alunos e a escola.
A desmotivação dos alunos e o desinteresse explicitam por aquilo que se pretende ensinar ou qualquer outro comportamento inadequado, por vezes não são mais do que chamadas de atenção ao professor sobre os seus métodos de ensino ou sobre as estratégias de relação na aula. O professor deve ser claro e justo na negociação do contrato que é feito com os alunos. A alteração das regras pode provocar a indisciplina.
Um aluno indisciplinado pode não ter insucesso. O aluno trás para a aula os valores e atitudes que foi aprendendo ate aquele momento. A indisciplina pode ser um reflexo da ausência de condições para uma aprendizagem adequada ou ate mesmo uma educação familiar.
A indisciplina pode surgir como a alternativa para o fracasso escolar, pois a culpa do fracasso escolar tem que estar em alguém. Este fracasso não se refere exclusivamente às classificações na disciplina, mais também certos valores, que eles pensam serem assumidos pela comunidade, e que o aluno não ver refletindo nele.
A própria constituição física ou intelectual do aluno, pode provocar comportamento indisciplinares. A imaturidade, a desatenção, a incapacidade de fixação, ou baixo rendimento escolar, a agressividade, com isso devem ser pesquisados como sintomas de distúrbios mais profundos, que é preciso tratar, sem o qual as repressões ou sanções serão totalmente ineficazes e ate contraproducentes.
Segundo Rebelo (2002) a causa da indisciplina surge a partir de cinco pontos principais:
• Primeiro deles seria a resistência dos professores diante de propostas novas, pois apesar de muito se discutir sobre a prática escolar, a maioria dos professores ainda continua trabalhando com uma visão e um método tradicional de ensino, onde o aluno é tido como mero receptor do conhecimento e o professor como sendo aquele detém conhecimento e poder. Neste caso, a indisciplina é entendida como sendo a desobediência do aluno ao poder exercido pelo professor.
• O segundo ponto seria a pratica pedagógica domesticada desenvolvida na sala de aula. Este tipo de pratica pedagógico ocorre em função da organização, da separação e do distanciamento de alunos e professores na escola. Vivenciando uma relação de poder, o professor acompanha os movimentos corporais e a produtividade dos alunos. Os conteúdos são transmitidos pelo professor e devem ser memorizados pelo o aluno, impedindo a criatividade e a participação ativa deste no processo educativo.
• O terceiro ponto apresentado seria a má formação docente inicial e continua. As formações dos professores ainda matem a ideologia de que é preciso garantir a obediência dos indivíduos, pois, desta forma economiza-se tempo e aumenta-se conseqüentemente a produção. Diante desta realidade e sem perspectiva de continuar sua formação após a obtenção do diploma acadêmico, o educador acaba por cair no comodismo sem perspectiva de mudar sua pratica no dia a dia.
• Quarto ponto seria a ausência dos pais na vida escolar dos filhos em função da desestruturação familiar e da necessidade financeira, aliada a questão de que a mulher necessita conquistar espaço na sociedade. Estas vêm sendo uma das grandes causas para a questão da indisciplina, pois os filhos acabam ficando a mercê da televisão, do computador, e até mesmo da rua. Sem regras e limites a serem cumpridos e acabam tornando-se crianças indisciplinadas.
• O quinto apresentado por Rabelo seria o currículo escolar fechado despreocupado com a realidade local e a falta de prioridade das políticas públicas educacionais aliadas à realidade das escolas. Todas estas situações acabam por restringir o ensino simplesmente ao livro didático, esquecendo de aproximar o aluno da sua realidade, facilitando assim o predomínio do método tradicional de ensino.
Além destas questões apresentadas pelo autor, observamos que a relação autoritária entre professores e alunos e a concepção de educação adotada pelo educador também se apresentam como possíveis causas da indisciplina na escola. Todas as questões podem favorecer ainda o surgimento da indisciplina, pois apesar de trabalharmos com uma proposta inovadora, reconstrutivista, temos a necessidade de mais clareza sobre este assunto, buscando a melhor maneira de trabalhar esta questão sem agravar ainda mais o problema indisciplinar já existente na escola.

O PROFESSOR E AS CAUSAS DA INDISCIPLINA

A reclamação dos professores em relação à indisciplina tem sido muito forte.
Muitos relatam que a falta de interesse está grande. Os alunos estão dispersos, não respeitam mais o professor, estão vivendo em outro mundo. A tecnologia avançou demais e o professor infelizmente não acompanhou ficou desinteressante para eles. Eles estão acostumados a apertar botão de videogame, de computador, a ver televisão e aí aparece o professor com apagador e giz… o professor não está conseguindo ter domínio, as aulas estão muito no passado, muito antigas. Os meios de comunicação ao invés de ajudar estão atrapalhando, programas muito violentos, não está existindo liberdade com responsabilidade.
As crianças de hoje são mais espertas, a família não tem colaboradores, os alunos vem sem limites de casa. Geralmente há até cumplicidade dos pais: o professor nunca tem razão. Há muitos problemas familiares, a própria família não sabe o que fazer.
Porque se dá tanta regalia para os alunos, e o professor é tão ignorado e sala de aula? Como manter um tempo de estudo decente se o professor não tem material pedagógico, não tem condições de trabalho, não tem nada? Vai o professor tentar corrigir o aluno pode porque a direção não deixa o Estado não permite os pais não aceitam. Há também a indisciplina social. Há muita impunidade na sociedade, as pessoas fazem coisas e não acontecem nada com elas.
Falta perspectiva ao jovem, não sabem para que estudar. Muitos alunos dizem “eu vou ser jogador de futebol, não precisa de estudo…”
Às vezes, muitos profissionais da educação ficam desanimados. O professor não ganha bem, o professor também desmotiva: Ah, para que eu vou mudar, fazer diferente? Para que fazer meu planejamento assim? Uso o do ano passado. Mais o professor deve levar em conta que toda a responsabilidade do fracasso escolar vai ser sempre do profissional da educação.
Mais como explicar que a turma é disciplinada com determinado professor e não é com outro? É preciso ver a postura do professor, o método que utiliza. Para muitos a disciplina é a pratica do silencio, são crianças sentadas sem questionar ou dar sua opinião. Mais sabemos que nem sempre crianças caladas em tempo de estudo significam uma boa aprendizagem.
O professor é um líder. Para os alunos, o professor é a imagem de um ideal positivo e negativo, queira ou não. Um dos objetivos do professor é favorecer um determinado modelo de conduta. Favorecer o desenvolvimento de comportamento é uma forma de estar na vida para o aluno.
O professor assume no inicio algumas atitudes, que no longo do ano se tornam mais ou menos flexíveis.
• Mostrar-se sério nas primeiras aulas, não tendo um sorriso fácil;
• Impedir ou limitar as saídas durantes a aula;
• Não permitir que se levantem do lugar sem que peça autorização;
• Não permitir que troquem materiais sem que peçam autorização;
• Dispor os alunos em lugares fixos de modo a favorecer a cooperação e a concentração;
• Quando um aluno ou um professor falar os outros só escutam;
• Não confundir a simpatia com liberdade;

Se o professor assumir uma atitude mais realistam dando confiança aos alunos sem perder a situação e sem se mostrar inutilmente permissivo, é possível que consiga evitar alguns conflitos.

O professor pode utilizar de algumas estratégias para prevenir comportamentos indisciplinados como:
• Refletir sobre as atitudes e funções do professor;
• Planejar cuidadosamente todos os momentos de estudos. Quanto mais eficaz e bem organizado o tempo de estudo melhor vai ser o comportamento do aluno;
• Cativar os alunos, para que seu momento de estudo se torne interessante e motivador;
• Observar cada aluno, procurar conhecer cada um deles;
• Favorecer o desenvolvimento da autonomia, da autoconfiança;
• Estimular o respeito mútuo entre os alunos e entre os alunos e professor;
• Discutir com os alunos o regulamento de uma turma, respeitando-o e fazendo-o respeitar;

Muitas são as responsabilidades do professor no processo de aprendizagem como:
• Motivar o aluno no momento de estudo através de questões dirigidas;
• Utilizar fichas de trabalho personalizadas e diversificadas;
• Realizar trabalho em grupo propondo trabalhar com projetos;
• Trabalhar com diversos materiais;
• Trabalhar de forma que o aluno sinta-se co-autor de sua aprendizagem;

O momento de estudo deve ser diversificados:
• Expositivo – introdução dos conteúdos;
• Interativa – questões, respostas, dúvidas;
• Reflexiva – exercícios realizados no lugar;
• Utilização adequada do quadro e de outros instrumentos.

Também existe algumas atitudes que o professor deve rever para que a indisciplina não se torne freqüente no seu momento de estudo:
• Identificando os alunos que perturbam;
• Dialogar fortalece a relação entre o professor e o aluno. O uso adequado da palavra reveste o professor de credibilidade e autoridade perante os alunos. O professor é o dinamizador do momento de estudos impulsionando a ação, promovendo a aquisição do conhecimento pelos alunos, assim atingindo os objetivos. Utilizando uma vez equilibrada, segura, confiante e emotiva.
• Conhecer o aluno, analisar o aluno física e emocionalmente, seu percurso escolar, seu meio familiar, a sua relação com as outras pessoas;
• Diferenciar o momento de estudo, indo ao encontro das necessidades dos alunos;
• Gratificar o aluno quando ele assumir boas atitudes;
• Responsabilizar o aluno em causa e toda a turma pela atitude do aluno. É fundamental tratar como pessoa, contribuindo, sempre que possível, para a formação de uma auto-estima;
• Repreender o aluno de forma verbal em particular ou perante a turma, responsabilizando-o pelas suas atitudes;
O professor deve ser consciente que não há estratégia padrão a aplicar perante uma atitude do aluno. Cada situação é única e irrepetível. O professor não deve ter comportamentos que induzam violência física ou moral para com os alunos. Compete ao professor conduzir o aluno de forma que ele se sinta responsável e cooperante.

O DESRESPEITO PARTIDO DO ALUNO

Muitos problemas de indisciplina têm origem na questão do desrespeito com freqüência, a indisciplina é uma manifestação de coeficientes de poder não adequadamente equacionados.
O professor não deve esperar que se aluno levante a Mao e argumentar ou por em questão a sua relação com a do professor. Eles não conseguem falar, expressar verbalmente de maneira clara, mas vão manifestar de alguma forma que as coisas não vão bem, como querer sair a todo momento da sala, ficar conversando fora do assunto, não fazer as atividades, agredir o colega ou o professor, etc.
Diante das muitas reclamações sobre a violência do aluno, precisamos refletir, querer violência maior do que a negação da esperança de um futuro melhor, a que o aluno da escola pública esta submetido. Se queremos enfrentar questão da violência do aluno, com certeza o

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