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maio 4, 2010

DESAFIOS DO PROCESSO APRENDIZAGEM/ALINE

Filed under: Uncategorized — abgailfreitas @ 2:11 pm
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DESAFIOS DO PROCESSO APRENDIZAGEM
ALINE DA SILVA LOPES (2010)

“(…) Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda.
Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, não temos outros caminho, se não viver plenamente a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que dizemos e o que fazemos.”( Paulo Freire)

INTRODUÇÃO:
Aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através da experiência construída por fatores emocionais, relacionais e ambientais. Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente. Com isso o conhecimento é construído e reconstruído continuamente.
Ampliar o conhecimento é fazer com que os educandos transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem, é ajudar na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação, tornando-se cidadãos realizados.
O educador como mediador do conhecimento deve fazer com que o educando se sinta estimulado, dessa forma pode assegurar a produtividade no processo de aprendizagem. Para isso, antes de tudo, o educador necessita estar consciente de suas expectativas em relação ao processo de aprendizagem de seus educando suas intervenções, devoluções e encaminhamentos terão como objetivos favorecer a aprendizagem.
A aprendizagem está relacionada a tudo que está ao nosso derredor principalmente a relação entre professor e aluno. O distanciamento que existe deve dar lugar uma relação de carinho e proximidade. Uma proximidade que leve o aluno a querer aprender.
Mais do que as palavras a atitude do professor promove participação ou passividade, cooperação ou individualismo esperança ou desalento. O ambiente escolar também tem uma grande responsabilidade no processo de aprendizagem. A escola tem uma tarefa relevante no resgate da auto-imagem da criança, por ser socialmente transmissora de educação e de cultura, que transcende as habilidades educacionais familiares, alem da responsabilidade de desvendar para a criança o significado e a importância de uma aprendizagem significativa.
A escola e família devem andar sempre em parceria para que o processo de aprendizagem não aconteça somente na escola, mas também no ambiente familiar.

O DESAFIO DE EDUCAR
O maior desafio da educação é quebrar o padrão de ensinar implantado ao longo dos anos pelos professores. Mas não é da noite para o dia se espera que os professores tomem consciência de que a aprendizagem está sim, nas mãos e capacidade dos alunos e que eles só tem que provocar e estimular a aprendizagem.
Muitos professores encontram-se afastados das salas de aula por doenças emocionais e muitos que permanecem em salas mesmos adoentados, sofrem com a realidade das escolas hoje, se perguntando se vale a pena estar passando por tudo isso. Ao enfrentar a realidade das salas de aulas, as ameaças à sua integridade física, é difícil à maioria dos professores terem ânimo ou condições emocionais para repensar a sua práxis educacional.
A cada dia que passa a educação torna-se cada vez menos produtiva, os professores menos motivados e os alunos menos conscientes e cidadãos. Mas podemos também perceber solução para todos esses problemas onde educadores ainda encontram tempo para partilhar seus trabalhos e projetos e quanto essa troca enriquece o trabalho no ambiente escolar que propicia novas perspectivas quanto à educação.
Ao educar o professor precisa desempenhar se papel o que inclui disposição para dialogar sobre objetivos e limitações e para mostrar ao educando o que a escola e a sociedade esperam dele. Segundo Pedro Demo […] “É necessário que o trabalho escolar seja competente para abdicar a cidadania tutelada. Ultrapassar a cidadania assistida, para chegar à cidadania emancipada que exige sujeitos capazes de fazerem história própria (Demo)
O PAPEL DO PROFESSOR NO PROCESSO APRENDIZAGEM
Segundo FREIRE (1996: 96), “o bom professor é o que consegue, enquanto fala, trazer o aluno até a intimidade do movimento do seu pensamento. Sua aula é assim um desafio e não uma cantiga de ninar. Seus alunos cansam, não dormem. Cansam porque acompanham as idas e vindas de seu pensamento, surpreendem suas pausas, suas dúvidas, suas incertezas”.
Ainda segundo o autor, “o professor autoritário, o professor licencioso, o professor competente, sério, o professor incompetente, irresponsável, o professor amoroso da vida e das gentes, o professor mal-amado, sempre com raiva do mundo e das pessoas, frio, burocrático, racionalista, nenhum deles passa pelos alunos sem deixar sua marca”.
O professor tem como papel principal criar e estimular o ambiente educativo, sendo assim coordenador no processo de aprendizagem da sua classe. É preciso organizar todas as suas ações em torno da educação de seus alunos, promover o crescimento de todos eles em relação à compreensão do mundo e à participação na sociedade.
O professor ideal não é apenas uma presença em sala de aula, mas uma figura que participa das aspirações, ambições dos seus alunos. É aquele que, mesmo sofrendo coma indisciplina com limitações de material didático, é capaz de tornar seu momento de estudo gostoso, atrativo interessante. Também desperta no aluno a vontade do saber instigar a busca por conhecimento, mas respeitando as diferenças e finalidades de cada um. O professor deve compreender que a arte do diálogo é fundamental para a formação de cidadãos conscientes do mundo e da sua formação acadêmica e pessoal.
O educador que busca estratégias pedagógicas diversas, para facilitar o processo de aprendizagem, também pode ser considerado educador ideal, pois essa prática indica uma inquietação fundamental ao ofício de provocador da aprendizagem.
A aprendizagem também ocorre com o afeto que o professor tem com seus alunos. Tratar o aluno com carinho não significa tratá-lo com beijinhos ou tentar agradá-lo, estou me referindo à necessária tomada de atitude para sair da indiferença.
Temos a capacidade de nos implicarmos com os acontecimentos e só assim podemos transformar o mundo a nossa volta. E é essa a diferença e uma sala de aula onde a afetividade é levada em conta. O professor forma seres humanos aptos para lidar com os sentimentos capazes de mudar o mundo.
Para que o professor conduza uma aprendizagem significativa é necessário que haja autoridade. Mas a maioria dos professores tem o hábito de relacionar à palavra autoridade a ideia de obediência , como se produzir autoridade fosse o mesmo que produzir obediência , o que não é verdade. Ao contrário a palavra autoridade está atrelada a responsabilidade. Se o professor consegue reconhecer em seus alunos a importância do que eles pensam, de seu conhecimento prévio do mundo, se ele consegue escutar os seus alunos, inclusive nas dores que eles possam trazer de suas casas, de suas vidas, mesmo que por um mínimo tempo, ele então terá autoridade. Porque todo aluno que se sente escutado, é um aluno que consegue respeitar regras.

INDISCIPLINA E APRENDIZAGEM
Indisciplina é uma das causas mais apontadas pelos professores para o fracasso da aprendizagem. O maior desafio hoje para o professor provavelmente, é conquistar a turma, fazê-la produzir, criar condições para que todos ampliem seus conhecimentos. No momento de estudo o professor deve ser capaz de torná-la mais atrativa e prazerosa, com isso a capacidade de reduzir a indisciplina das crianças e ajudá-las a se tornar mais participantes no processo da aprendizagem.
É impossível falar de indisciplina sem pensar em autoridade. E é impossível falar de autoridade sem fazer uma ressalva: ela não é dada de mão beijada, mas é algo que se constrói. Ter autoridade é muito diferente de ser autoritário. Ameaçar e castigar são atitudes inúteis. O aluno precisa aprender a noção de limite, e isso só ocorre quando ele percebe que há direitos e deveres para todos, sem exceção.
Mas para que a indisciplina seja corrigida é necessário que se conheça os motivos que levam os alunos a se comportarem de forma indisciplinada. Antes de julgar o comportamento de uma criança é preciso verificar a realidade da escola, da família, o psicológico, o social, alem de muitos outros.
Fante (2006) ainda afirma que alunos inseguros e carentes sentem necessidade de chamar atenção para si e pertencer a um grupo, utilizando como meio comportamentos considerados inadequados ou indisciplinados
As manifestações de indisciplina, muitas vezes, podem ser vistas como uma forma de se mostrar sua existência, em muitos casos os alunos tem somente a intenção de ser ouvida por alguém, então para muitos alunos indisciplinados a rebeldia é uma forma de expressão.
Muitas escolas não oferecem espaços adequados para a prática de esportes, para brincar ou interagir nos intervalos. Diante disso, o espaço escolar fica limitado somente a sala de estudo, como crianças e adolescentes detém muita energia, a falta de locais para “gastar” essa energia conduz a indisciplina.
Outro aspecto de grande relevância é a família, problemas de diversas ordens acarretam na indisciplina escolar, talvez esse aluno conviva em um lar desestruturado onde os pais não se respeitam e assim reproduzem o que presenciam em casa na escola.
Alem disso, problemas psicológicos e sociais atingem diretamente o rendimento escolar, mas precisamente no fenômeno da indisciplina que se tornou, nos últimos anos, um dos principais problemas da aprendizagem.
A indisciplina cresce constantemente, produto de uma sociedade na qual os valores humanos tais como o respeito, o amor, a compreensão, a fraternidade, a compreensão, a fraternidade, a valorização da família e diversos outros foram ignorados.
Portanto a indisciplina escolar é um problema que se reflete no interior das escolas, porem, é um problema que não está restrito somente a professores, alunos, sociedade e família, mas é um problema que está em toda a estrutura do país.

PARCERIA FAMÍLIA E ESCOLA
De acordo com Maturana (1997, p. 105), […] a escola e a família com fatores externos podem ser considerados fontes de recursos ou de limites para a criança no seu processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Toda aprendizagem começa em casa, em meio à família e de maneira informal, mas muito marcante, para todo no processo de aquisição de conhecimento que se seguirá ao longo da vida. A família é uma matriz modeladora, uma base indispensável, que apesar de ser casual é empírica, prepara a criança, organiza seu mundo interno, inicia-se a sua socialização e inserção na cultura na qual nasceu.
Um ponto que faz a diferença nos resultados da educação nas escolas é a proximidade dos pais com os professores. Infelizmente são poucas as escolas que podem se orgulhar de ter uma aproximação maior com os pais, ou de realizarem algumas ações neste sentido. Entretanto estas ações concretas, visando atrair os pais para escola, podem ser uma ótima saída para formar melhor os alunos dentro dos padrões de aprendizagem e no sentido da cidadania.
Os pais devem estar atentos aos filhos, ao que eles falam o que eles fazem as suas atitudes e comportamentos. E apesar de ser difícil, a escola também precisa estar atenta. Muitas vezes, através do comportamento, estão querendo dizer alguma coisa aos pais. E estes, na correria do dia-a-dia, nem prestam atenção àqueles pequenos detalhes.
Com isso entra a parceria família e escola. Uma conversa franca dos professores com os pais, em reuniões simples, organizadas, onde é permitido os pais falarem e opinarem sobre todos os assuntos será de grande valia, na tentativa de entender melhor os filhos ou alunos. A construção dessa parceria deveria partir dos professores, promovendo assim a proximidade dos pais nas escolas, e que a família esteja cada vez mais preparada para ajudar seus filhos. Muitas famílias sentem-se impotentes ao receberem, em suas mãos os problemas de seus filhos que lhes são passados pelos professores.
E necessário uma conscientização muito grande para que todos se sintam envolvidos no processo constantes de educar os filhos ou alunos.
As crianças precisam sentir que pertencem a uma família. Sabe-se que a família é a base para qualquer ser, a família no sentido mais amplo, é um conjunto de pessoas que se unem pelo desejo de estarem juntas, de construírem algo e de se completarem. É através dessas relações que as pessoas podem se tornar mais humanas, aprendendo a viver o jogo da afetividade de modo adequado.
Mas o sistema hoje esta transferindo responsabilidade da família para a escola, funções que era das famílias: educação sexual, definição política, formação religiosa, entre outros. Com isso a escola vai abandonando seu foco, e a família perdem a função. A escola não deve ser só um lugar de aprendizagem, mas também um campo de ação no qual haverá continuidade da vida afetiva. É na escola que de se conscientizar a respeito dos problemas do planeta: destruição do meio ambiente, desvalorização de grupos menos favorecidos economicamente, etc.
Na escola deve-se falar sobre amizade, sobre a importância do grupo social, sobre questões afetivas e respeito ao próximo.
A necessidade de se construir uma relação entre escola e família, deve ser para planejar, estabelecer compromissos e acordos mínimos para que filho ou educado tenha uma educação com qualidade tanto em casa quanto na escola.
Envolver os familiares na elaboração da proposta pedagógica pode ser a meta da escola que pretende ter um equilíbrio no que diz respeito à disciplina de seus educandos. A sociedade vive uma crise de valores éticos e morais sem precedentes. Essa é uma constatação que norteia os arredores dos setores educacionais, pois é na escola que essa crise pode aflorar mais, ficando em maior evidência.
A parceria da família com a escola sempre será fundamental para o sucesso da educação de todo indivíduo. Portanto, pais e educadores necessitam ser grandes e fiéis companheiros nessa nobre caminhada da formação educacional do seu humano.

“BRINCANDO TAMBEM APRENDE”

“Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem.”
( Carlos Drummond de Andrade )

A brincadeira sempre foi uma atividade significativa na vida dos homens em diferentes épocas e lugares. A brincadeira é, portanto, uma atividade que ao mesmo tempo, identifica e diversifica os seres humanos em diferentes tempo e espaços. É também uma forma de ação que contribui para a construção da vida social. Como patrimônio e prática cultural, a brincadeira cria laços de solidariedade e de comunhão entre os sujeitos que dela participam.
Para as crianças, a brincadeira é uma forma privilegiada de interação com outras crianças ou até mesmo adultos, e com os objetos e a natureza a sua volta. Brincando, elas se apropriam criativamente de forma de ação social tipicamente humana e de práticas sociais específicas dos grupos aos quais pertencem, aprendendo sobre si mesmas e sobre o mundo em que vivem. Se entendermos que a infância é um período em que o ser humano está se constituindo culturalmente, a brincadeira assume importância fundamental como forma de participação social e como atividade que possibilita a apropriação, a significação e a relaboração da cultura pelas crianças.
Assim, dimensões culturais como a brincadeira e as diferentes formas de expressão artística deixam de ser atividades secundárias, ganhando relevo e adquirindo a mesma importância que as atividades voltadas para conhecimentos mais específicos, como é o caso da leitura e da escrita.
Para isso é muito importante no processo aprendizagem integrar a brincadeira, a música, a dança, as artes plásticas e a literatura para a ampliação da aprendizagem.
Os espaços de educação precisam garantir as crianças tanto suas necessidades básicas, físicas e emocionais quanto às de participação social, de trocas e interações, de construção de identidade, de ampliação progressiva de experiências e conhecimentos sobre o mundo, sobre si mesma e sobre as relações entre pessoas.
Através das brincadeiras direcionadas a criança não estará simplesmente incorporando conteúdos, mas ampliando seus conhecimentos e se apropriando de formas de pensar, de conhecer e de agir sobre o mundo. Isso tudo ocorre por meio dessas brincadeiras quando as crianças representam narrativas, apropriando-se e reinventando práticas sociais e culturais.
Mas todo esse processo de aprender brincando requer uma ação importante que é a organização do espaço de forma que disponibilize brinquedos e materiais para as crianças, oferecendo diferentes possibilidades de interação. Os espaços devem ser alegres, aconchegantes e acolhedores de forma a apoiar os movimentos e as relações sociais das crianças, incentivando sua autoria e autonomia na formação de grupos e construção de suas brincadeiras. Desse modo é necessário que estimulem suas capacidades de imaginar e de criar diferentes cenários, narrativas, situações, papéis e construções.
Assim o educador poderá ampliar e enriquecer as possibilidades de ação lúdica ao trabalhar: a apreciação e a produção de diferentes formas de expressão artísticas, tais como a literatura (poesia, contos tradicionais, lendas, as artes plásticas, a música, a fotografia, o cinema e etc.), temas que interessam as crianças e conhecimentos a eles associados; a observação curiosa da realidade natural e social; o conhecimento de brincadeiras tradicionais da nossa cultura, das famílias e da comunidade a que pertencem às crianças.
Enfim, o brincar tanto para educadores como para as crianças, constitui uma atividade humana promotora de muitas aprendizagens e experiências de cultura. É parte integrante do processo educativo, devendo ser incentivada, garantida e enriquecida. É também canal de encontro e de diálogo entre adultos e crianças, diálogo que se faz com encantamento, alegria, criatividade, imaginação, participação e cooperação.
Tecnologia e o processo Aprendizagem
A sociedade está passando por grandes transformações, no cotidiano de todas as pessoas há a difusão de novas tecnologias, diante de novos desafios pois participar da sociedade moderna exige habilidade na operação dessa tecnologia.
Os profissionais da educação deve estar cada vez mais atentos aos novos desafios que os grupos sociais precisam enfrentar. Entre esses desafios está o nível educacional exigido estando cada vez mais alto, mas para que o educador se encaixe nessa modernidade faz-se necessário um processo educacional complexo e prolongado. Acredita-se que o aluno envolvido e interessado aprende com muita energia e facilidade, por isso é necessário que se apresente a ele saberes significativos e interessantes podendo entender o valor real do que ele está estudando.
Uma das principais preocupações da educação que diz respeito ao processo de construção de conhecimento que hoje não se dá dissociado da interação com as tecnologias. Em relação a este aspecto cabe recorrer as pesquisas de Clark (2001) sobre a influência da tecnologia na aprendizagem, que defende a posição de que a simples presença da tecnologia no processo não influencia a construção de conhecimento, uma vez que ela é mero veículo de “transporte” das informações. Essa ideia é fundamentada em meta-análises de pesquisas que comparam o uso das tecnologias, no processo educativo. Kozma (em Clark, 2001) contra argumenta ideia de Clark afirmando que não é a tecnologia em si que causa a aprendizagem, mas a maneira como o professor e os alunos interagem com ela. As potencialidades de uma dada tecnologia em combinação com o processo de construção de conhecimento desencadeados influenciam a maneira como os alunos se apropriam e processam a informação. Quando diferentes tecnologias são comparadas e utilizadas com determinados alunos e atividades específicas, podem resultar em aprendizagem diferenciada.
Com base nesta fundamentação teórica, uma interação ativa do aluno com a tecnologia para construir seu conhecimento. Neste caso, a tecnologia atua como um dos componentes deste processo e não como foco, elemento principal. Sob esta ótica teórica, a integração da tecnologia no processo educativo é vista como um processo ativo, construtivo, onde o aluno gerencia estrategicamente os recursos disponíveis pra criar novo conhecimento, mediante extração de informações do meio ambiente e os integrando com os conhecimentos já incorporados no seu saber. É preciso também considerar o contexto pedagógico, social e as maneiras como as tecnologias são integradas a eles, porque elas podem ter um grande impacto na maneira como as pessoas pensam e aprendem, podendo inclusive não interferir no processo de aprendizagem.
Neste processo de integração tecnologia e aprendizagem a escola não deve dispensar nenhum meio de comunicação, mas, integrá-los, utilizando-se de novos procedimentos e entre eles inclui-se a aprendizagem cooperativa, a pesquisa, o trabalho com projetos.
No que se refere a aprendizagem cooperativa os resultados positivos são evidentes: a aprendizagem é compartilhada por todos, os conhecimentos dos alunos são valorizados, a troca ativa de ideias aumenta o interesse e compromisso do grupo, os resultados são mais ricos, pois reúnem as propostas e soluções de vários alunos, transformando a aprendizagem numa atividade social, e, uma vez mais o uso de diferentes tecnologias pode se constituir em decisão pedagógica adequada.
A construção do conhecimento com abordagem cooperativa presta-se a utilização com vários suportes tecnológicos, indo desde a mídia impressa, passando pela produção de um programa de rádio, pelo trabalho com TV e vídeo, até o uso do computador.
E necessário continuar mudando a educação, porem, esta ação deve ser contínua e fruto da reflexão de professores e alunos, e não uma imposição do sistema educacional. Este novo professor deve desenvolver novas competências e habilidades em seus alunos, tornado-os capazes de sobreviver num mundo globalizado e fazendo-os perceberem-se como construtores das suas próprias histórias, capazes de aprender a aprender, numa atualização constante, na qual a imagem da TV, do vídeo e do computador tem papel significativo.
Ressalta Dowbor (2001) é preciso que a educação mobilize a sua força na reconstrução de uma convergência entre potencial tecnológico e os interesses humanos. Somente articulando dinâmicas mais amplas que extrapolam a sala de aula poderá a educação realizar mais este novo modelo de alfabetização tecnológica, que permitirá a permanência dos nossos alunos neste Novo Mundo de Trabalho.
Conclusão
Conclui-se que o professor deve fazer sua avaliação considerando todos os pontos negativos e positivos no seu processo de estimular a aprendizagem. A avaliação deve levar em conta os objetivos a serem atingidos e deve verificar a questão cognitiva e emocional. Ela não deve ser punitiva, mas visar à aprendizagem. A relação professor aluno deve se basear em autoria e não na obediência. Dessa forma, o professor deve conduzir o aluno de forma que possa a aprendizagem ser mútua e repleta de conhecimento. A aprendizagem faz parte da vida. Aprender é uma constante e educar uma dádiva.

Bibliografia
Revista criança “Inclusão de crianças com deficiência na educação infantil, 2009.
Revista nova escola, 2009.
FREIRE, Paulo. Educação Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.p.19.
Fante, C. Bullying escolar: prevenção do problema começa pelo conhecimento. Jornal Unesp, Rio Claro, jul 2006. Fórum, p.3.
Carlos Drummond de Andrade
FERREIRA, Aurélio. Dicionário Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro : Nova Fronteira,1995,p.304.
CLARK,Richard E, 2001, Media are “ Mere Vehicles”.
DOWBOR,Ladislau, 2001, Tecnologias do Conhecimento: os desafios da educação.Petrópolis:Vozes.
KOZMA,Robert, 2001, Roleat Kozma’s Couterpoint Theory of “Learning with media.

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1 Comentário »

  1. Seu texto mostra espírito crítico interessante, muita preocupação com a qualidade da aprendizagem, um olhar amplo sobre muitos fatores que envolvem a escola e cheio de boas propostas.
    Minha crítica seria: i) aborda excesso de assuntos, pagando o preço de não aprofundar; ii) não mostra uma construção teórica capaz de unificar a análise; por isso o texto, por vezes, parece coleção de frases, cada uma importante, mas não fazendo um todo; iii) texto ainda pequeno – precisa tomar uma assunto, bem delimitado, e propor-se a resolvê-lo em 10 páginas.
    De todos os modos, valeu muito como primeiro texto.
    Pedro Demo

    Comentário por abgailfreitas — maio 4, 2010 @ 5:11 pm | Responder


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