Abgailfreitas's Blog

maio 4, 2010

Aprender bem/ EVALDO

Filed under: Uncategorized — abgailfreitas @ 7:03 pm
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Aprender bem

Evaldo Sousa Vieira

Introdução

Desde os tempos mais remotos o homem consegue solucionar seus problemas e deficiência através da aprendizagem, pois olhando para o passado vemos que na pré-história já se aprendia de uma forma bem primitiva os elementos básicos para a sua sobrevivência, ou seja, o homem descobre que utilizando ferramentas mesmo que feitas de pedras seriam mais fáceis produzir o seu alimento, mais na frente foi desenvolvida a escrita e a partir daí tudo se modificou, sendo esta a grande descoberta ou aprendizagem da história e através dos tempos fomos nos adaptando com o desconhecido e através de aprendizagem que se formou através dos séculos fomos vencendo todos os obstáculos. Basta olhar para os grandes impérios que dominaram e dominam o mundo, sempre estas primaram para a aprendizagem ou o conhecimento para com isto se tornarem superiores a outros povos.

Quando se fala de aprendizado, logo nos lembramos de nosso passado, nos tempos de criança, quando os nossos pais nos ensinavam as coisas simples da vida. ““Não brinque com fogo”, “largue essa faca”, respeite os mais velho “. E por ai vai.

Por mais que a gente não se desse conta, ali estava acontecendo o nosso primeiro aprendizado, pois se ensinava algumas regras essenciais para a nossa vida, e assim por diante.

Na Escola, a criança começa a ter uma noção melhor deste aprendizado, pois já começa a receber alem de ensinamentos básicos de higiene-saúde, o respeito pelo próximo, a vida em sociedade, a aceitação do diferente.

Segundo Freire (1996, p. 33) ao se respeitar à natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-lhe alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar.

Os conteúdos precisam ter uma complexidade crescente a cada série acompanhando o desenvolvimento motor e cognitivo do aluno. Precisa existir uma relação teórica-prática na metodologia de ensino.

Na educação física escolar é o momento ideal para se transmitir conhecimentos práticos e teóricos do qual a criança necessitará para o seu desenvolvimento físico-psicológico-motor e que irão permanecer durante toda a sua vida, sendo assim de importância fundamental a qual a escola não poderá excluir nenhum dos alunos deste ambiente educacional, ou seja, também através da atividade física, a criança aprende aspectos fundamentais para o seu aprendizado.

O aprendizado é algo que se vai construindo através da vida, passo a passo, numa escalada íngreme que nos leva ao desconhecido.

Dentro da minha área; Educação Física, a aprendizagem se dar através de etapas ou ciclo, na qual a criança tem que passar por todos para conseguir ter êxito no futuro. E esse aprender deve ser assistido de perto por pais e mestres. Esses por sua vez devem ter uma noção do que realmente a criança necessita para se desenvolver tanto físico como psicologicamente, É ai que entra a escola, nossa segunda família. Local onde a criança deve se sentir bem. Pois através dela se consegue uma grande façanha humana, que é o aprendizado das ciências, esse aprendizado não deve ser apenas aquele que se ensinava antigamente, onde a criança apenas apreendia a decorar texto sem ao menos saber o seu significa. Hoje se espera muito mais da criança, alem da técnica de se saber ler, se deve também sabe o que esta lendo, esta saber ler, se dar através da interpretação pessoal, onde se tem uma noção geral daquilo que se leu isso sim é uma aprendizagem significante, pois quando se pode interpretar o que se ler e após pode-se criar algo com a nossa própria percepção, mostramos para nos mesmo que houve um entendimento mesmo que parcial daquilo que nos foi proposto. Infelizmente hoje se constata o contrário. Muitos dos professores fazem de conta que ensinam, por outra lado os alunos fazem de conta que aprendem. Isso constatei em minha experiência profissional na área da educação escolar rural. Era impressionante a forma pela qual aqueles professores estavam despreparados para a docência e em conseqüência disso o aprendizado de seus alunos praticamente seria nulo, pois se o professor tem deficiência na sua prática docente, com certeza o seu alunos consequentemente será afetado de forma integral.

Aprendizagem para mim é a forma pela qual o ser humano consegue de uma maneira racional, analisar e interpretar tudo o que lhe foi proposto em sala de aula, além de ter uma visão ampla em relação a todas as disciplinas da grade curricular proposta pelo sistema de ensino, alem de poder ter uma vida totalmente independente, sabendo tomar suas decisões em cada momento de sua vida.

O papel do professor no aprendizado das crianças

Quando se fala em educação, logo podemos voltar muitos anos ao passado e nos relembra a nossa professora do antigo “prezim” que tinha seus próprios métodos de ensino, onde o aluno poderia ser pré-julgado como um aluno capaz de ser alguém na vida ou simplesmente aquele aluno que jamais seria alguém na vida, sem levar em consideração a sua origem (família, classe social, fatores psicológicos), condenando este aluno a uma prisão educacional onde o próprio aluno não se sentia estimulado a prosseguir em seus estudos.

Mas hoje essa imagem do professor “deus”, esta dando lugar a uma outra imagem de um professor. O amigo conselheiro e em alguns casos, um segundo pai ou mãe, que consegue juntamente com o aluno, chegar a um patamar de conhecimento favorável ao desenvolvimento da criança.

Darwim Lanuskiewtz diz que ser professor é:
“Ser professor é ter a capacidade de “sair de cena, sem sair do espetáculo”.
“Ser professor é apontar caminhos, mas deixar que o aluno caminhe com seus próprios pés…”

Ou seja, o professor, justamente é aquele que tem a capacidade de entender que no ensino, o aluno deverá ser sempre o centro das atenções e não apenas uma parte de um todo e que nos deveremos saber justamente ensinar o nosso aluno a trilhar seus próprios caminhos, sendo que este “caminho” é uma forma de dizer que ele deverá saber discutir e de sua maneira criar formas de entender tudo o que lhe cerca e também poder tomar decisões que possam facilitar a sua própria vida.

Em minha pequena trajetória docente na modalidade de ensino fundamental menos na Escola de Tempo Integral Paulo Freire, percebi que o verdadeiro professor deve ser aquele que tenha a capacidade de entender as especificidades dos alunos e com isso poder tomar decisão que façam que este tenha a possibilidade de melhorar não somente como aluno, mas também como ser humano capaz de mudar a sua própria maneira de agir e se integrar com o meio que faz parte.

Este professor também tem que saber formas de avaliação que contemple todos os alunos e que esta não seja um meio de exclusão ou descriminação, pois o que mais acontece é o professor que através de seu medo de avaliar, acaba fazendo com que o seu aluno se sinta inferior e ate mesmo discriminado por seus colegas de aula.

O professor devera saber novas formas de passar o conhecimento para o aluno, se libertando do método que conhecemos que é o método do “Chalk and Talk” “giz e fala”, onde o aluno deverá ser submetido à pelo menos 4 horas por dia sentado em um banco de escola, ouvindo às vezes um professor totalmente despreparado para o ensino e o que é pior, causando uma grave deficiência no aluno, que em muitos casos é quase impossível de ser revertida.

Temos que está sempre com o pensamente de querer algo mais, pois só assim seremos um professor que poderar torna o até de aprende, uma verdadeira alegria para o aluno. Pedro Demo (2004), diz que “em vez de alguém treinado para ensinar, passa a considerar-se o eterno aprendiz, porque somente um professor que sabe aprender, consegue fazer seu aluno aprender”. É justamente isso que deveremos ter em mente, assim como o professor, o aluno também não poderá ser apenas treinado para o saber e sim devera realmente entendo o porquê do ensino e acima de tudo gostar de aprende a aprende…

Como Avaliar o aprendizado

Talvez este seja uma das tarefas que exigem mais cuidado por parte dos educadores, pois sempre que se fala de avaliação, muita gente pensa em notas bimestrais, e infelizmente isso tem se tornado um grande obstáculo na vida do estudante em todas as fazes de seu aprendizado, onde a escola se preocupa muito com a questão de tirar uma nota que leve a aprovação, se ao menos se deter na possibilidade de que este não tenha conseguido um aprendizado mínimo.

Na minha vida de estudante, me deparei varias vezes precisando sair bem em uma avaliação, tanto de conceitos, como de notas. E sempre ficou em meu pensamento que alguma coisa esta faltando, pois mesmo conseguindo uma nota, percebia que não era o bastante somente aquela nota, sendo que não tinha conseguido aprender quase nada do que fora repassado a nos.

E como Perrenoud 1999 diz: “O importante não ‘é fazer como se’ cada um houvesse aprendido, mas permitir a cada um aprender”. E esse aprender deve ser realmente vivido por cada aluno desde o primeiro momento do ensino propriamente dito, para que essa pratica de avaliação seja para o mesmo uma forma de torná-lo um adulto despreparado para toda a forma de vivencia profissional.

Isso é muito triste no ponto de vista do aprendizado, pois o aluno deveria ver na avaliação uma forma de conhecer os seus avanços e dificuldades e com isso poder crescer sabendo quais foram os seus avanços conseguidos e quais as principais dificuldades ele ainda tem que ultrapassar. Mas com a avaliação que esta sendo realizada neste momento, fica muito difícil alcançar todos os objetivos propostos.

Lucilene Moura em 2006 diz que “a avaliação escolar deve ser mais estudada e detalhada cientificamente, buscando considerar relações de afetividade entre professor e aluno que possam ser garantidas dentro das variadas formas de avaliação. A afetividade tem um respaldo significante sob a avaliação do aluno como um todo, devendo ter como aspecto fundamental, alcançar os objetivos do processo de aprendizagem dentro dos fatores cognitivos e sócio-emocional, intimamente ligada a interação professor-aluno.”

“Na avaliação inclusiva, democrática e amorosa não há exclusão, mas sim diagnóstico e construção. Não há submissão, mas sim liberdade. Não há medo, mas sim espontaneidade e busca. Não há chegada definitiva, mas sim travessia permanente em busca do melhor. Sempre !” LUCKESI, 1997.

Observando os dois fragmentos acima, me recordo de um momento de minha vida estudantil, mais precisamente no 3º período da Unisulma, quando na oportunidade, tivemos que ler um livro de Paulo Freire (Pedagogia da autonomia), onde em uma parte do livro ele contava um pouco de sua historia de sua infância, quando estava fazendo as primeiras séries do “ensino fundamental”. Ele que se sentiu uma pessoa inferior às outras, pois era pobre e muito tímida, mas em belo momento, o seu professor pediu que os alunos fizessem uma redação, na qual valeria a nota do mês. Para a sua surpresa o grande dia da entrega chegou. No momento da entrega de sua redação, o professor deu uma bela olhada nela e com um gesto de cabeça, fez o sinal de positivo. Ele dizia “O gesto do professor valeu mais do que a própria nota dez que atribuiu à minha redação. O gesto do professor trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada de que era possível trabalhar e produzir.” (Paulo Freire 2006).

Esse é o grande sentido de avaliação para mim. Um momento em que nós professores possamos realmente avaliar o aluno, não somente por uma simples nota numérica, mas pelo seu conhecimento no total e com isso fazendo com que o aluno cada vez mais sinta vontade de produzir.

Uma outra coisa que me deixa meio confuso, é o porquê da avaliação da forma que é feita, na qual ninguém sabe o porquê tem que se desse ou daquele jeito, só sabem que tem que haver uma nota (aprovativo ou não) no fim do ano.

Avaliação continuada na escola

Nos últimos anos, se falam muito de avaliação continuada, onde o aluno é avaliado em todo o período letivo, mas que na verdade em grande parte da escola, não é realmente posto em pratica, sendo apenas uma coisa escrita no papel e que nunca é utilizada. Talvez pela falta de capacidade de muitos professores em realmente avaliar o aluno, utilizando os critérios qualitativos e não quantitativo.

A verdadeira avaliação deverá ser feita não só em relação ao aluno, mas a escola como um todo, pois os professores deveriam se preocupar mais um pouco sobre como o aluno ver o professor como educador e a escola por sua vez, como a comunidade ver ela com centro de formação de aluno, com isso todos ganhariam, pois a tanto professor como escola, iriam redefinir suas estratégias e planejamento e acima de tudo os seus objetivos a alcançar. Porque “Mudar a avaliação significa, provavelmente, mudar a escola”. (autor desconhecido).

Pedro Demo, em uma palestra realizada em outubro de 2007 na cidade de Tapera, Rio Grande do Sul disse que, “normalmente, fugimos da avaliação. E não gostamos de ser avaliados, mesmo sabendo que o processo de avaliar e ser avaliado é inseparável”. O que justifica o que eu disse ante em relação à importância da avaliação de uma todo e não somente do aluno.

Creio que para a educação realmente melhorar, o aluno tem que aprender a aprender, ser criativo, saber ser critico e acima de tudo saber analisar o que leu ou estudou. Mas para isso necessita de um professor realmente comprometido com o aspecto avaliativo, na qual está inserido.

Para Luckesi, 2006. A avaliação educacional deverá manifestar-se como um mecanismo de diagnóstico da situação, tendo em vista o avanço e o crescimento e não a estagnação disciplinadora. Com isso a avaliação tem de dar ênfase a superação do autoritarismo e a autonomia do aluno, para que este tenha a capacidade de tomar suas decisões e poder criar seus próprios textos, sem a interferência do professor e com isso dará um grande passo no que se refere ao saber criar.

Na escola é importante que houvesse um forma diferente de se avaliar o alunos, onde não se primasse apenas por um currículo pré-definido para toda uma trajetória do aluno, fazendo com que o aluno apenas decore ou memorize os conteúdos propostos pela escola, pois;

“Na escola a avaliação tem, em geral, como pano de fundo normativo o currículo, à medida que este desenha o tamanho dos conteúdos a serem dominados. Muitas vezes fica-se apenas na acumulação de conteúdos e esquece-se que o pano de fundo normativo mais relevante é o qualitativo”. Demo, 2006.

Em minha prática educativa, dentro da disciplina de Educação Física, adoto uma forma de avaliação, onde os alunos no decorrer das aulas vão traçando a sua própria “nota”, onde eles sabem que deveram ter uma certa participação dentro da aula, para que essa avaliação positiva aconteça. Com isso percebi que os alunos ficam até mais interessados nas aulas, pois estes sabem que só dependem deles um bom conceito avaliativo e com isso alcançarem notas satisfatórias no fim de cada ciclo de ensino.

Penso que avaliação deve ser feita a cada dia e principalmente realizada dentro de determinados conceitos que pré-estabelecidos pela escola, mas sempre tento em vista que a avaliação deve ser individual, pois se não tomarmos certos cuidados, poderemos prejudicar de forma definitiva nossos alunos.

Desafios da aprendizagem hoje

Ensinar Bem hoje, é uma tarefa muito difícil para os educadores, pois antes de tudo é necessário um entendimento de nosso sistema de ensino, que há muito tempo vem se “arrastando” em sua precariedade e burocracia, pois desde que pude observar de uma maneira mais racional, vejo que existe uma repetição de ensinamentos que na realidade não nos leva a lugar algum. Basta falar da forma em que o mesmo é realizado, sempre com as mesmas falhas e necessidades. Apesar de existir várias tendências que buscam uma inovação deste sistema.

O processo de aprendizagem é muito complexo, onde o professor deverá sempre está em uma posição de orientador e não como centro de tudo, pois esta posição pertence aos nossos alunos. O professor não deve prejudicar esta aprendizagem e sim ajudar a construir a mesma.

Percebo que muitos professores praticamente transformam seus alunos em máquina, pois estes fazem apenas o que foi pré-estabelecido e que se ressumem em apenas provas que nem sempre representam ou medem a aprendizagem do aluno, sem falar o período letivo (200 dias), que leva a imaginar que em 200 dias o alunos pode assimilar tudo o que foi repassado, prejudicando assim aqueles que não tem as mesmas capacidades de assimilação.

O aluno deve ser visto de uma outra forma, não somente da forma atual, mais de uma forma que se possa ver nele um sujeito capaz de criar, interpretar e argumentar, isso sim é uma aprendizagem verdadeira.

A aprendizagem tem que levar o aluno a questionar a sua realidade. Mas para isso o professor deve incentivar os mesmos a serem questionadores.

È importante que cada comunidade escolar tenha controle do seu sistema de aprendizagem. O professor deverá sair daquela posição de apenas repassar conhecimentos pré-estabelecidos e passar a ser um mediador de conhecimento, onde ele possa ter uma visão ampla do que está passando para os seus alunos e esses realmente aprenderem os conteúdos que estão sendo repassados.

O aluno tem que sentir prazer em aprender, mesmo que nossas escolas não contribuam para isso, mas cada professor tem que procurar o máximo se preparar para tal e uma das formas que ele tem para isso é a capacitação, através da leitura e principalmente da interpretação desta leitura, apesar de que o próprio professor não tem esse hábito, mas com muito esforço isso pode acontecer, pois podemos observar que infelizmente os nossos professores não praticam a interdisciplinaridade, onde o aluno pudesse perceber a relação que uma disciplina tem com a outra, ou seja, através da educação física o aluno tivesse a noção de anatomia, biologia, matemática…

Os desafios atuais do verdadeiro “Aprender Bem”, são vários, entre eles podemos citar a falta de uma capacitação eficiente em nosso quadro de profissionais da educação, outra é a falta de compromisso por parte dos alunos e principalmente da família deste. Esta é uma realidade que deverá ser ultrapassada.

O professor eficiente e comprometido com a educação, é o profissional que pode fazer a diferença na vida de uma pessoa, pois ele é o pai que muitos de nossos alunos não conseguem ver em casa. Mas para que isso realmente aconteça aqui e agora, nós profissionais educadores deveremos arregaças as mangas e realmente começar a ter atitudes diferentes e realmente investir em nossa capacitação, para isso temos que dedicar uma boa parte de nosso tempo (que já este bem escasso) para essa capacitação.
Percebo que ainda temos que trilhar muito dessa estrada do aprender bem para realmente nos considerar bons educadores, mas tenho a certeza que o primeiro passo já foi dado, que é o reconhecimento de nossas limitações e fraquezas perante o aprendizado de nossos alunos.

A indisciplina e o aprendizado

Com toda a certeza hoje a indisciplina em sala de aula tem sido um dos principais adversários da aprendizagem. Se percebe a cada momento o aumento de casos de agressões por parte dos alunos e que os próprios pais acobertam seus filhos, dizendo eles que é por culpa da falta de preparo dos professores.

E nossa Escola de Tempo Integral Paulo Freire não fica fora desta perspectiva, pois por ser formada basicamente de alunos vindos de bairros periféricos e de famílias de baixo poder aquisitivo e educativo. Tem se um cenário adequado para a indisciplina em sala de aula. E sempre essa indisciplina se torna “contagiosa”, chegando a envolver todos os alunos de uma determinada sala.

Infelizmente a solução desta indisciplina requer muito esforço por para de todos os envolvidos com a educação e principalmente requer muito tempo, pois está indisciplina já esta enraizada deste a família e com isso temos que ter muita atenção para a resolução desta indisciplina.

Outra causa óbvia da indisciplina e a falta de um ambiente propício para o trabalho pedagógico com os alunos, pois em nosso casa de professores da ETI de Porto Franco, as instalação apresentam muitas falhas, falhas essas atrapalham de uma forma crucial no comportamento dos alunos, entre elas podemos citar o ambiente muito quente no interior das salas de aula, a falta de arborização (solução a longo prazo), falta de um local para o descanso nos horários propícios e principalmente um trabalho com profissionais habilitados para lidar com o problema (psicólogos, pedagogos..)

Temos a cada momento de nossa pratica docente, incentivar os nossos alunos a cultivarem hábitos saldáveis de educação, pois somente em uma esfera de total respeito entre as partes aluno-professor, aluno-aluno, se pode ter êxitos no que se refere ao aprendizado, caso o contrário estaremos trilhados trilhos que a muito tempo a educação brasileira vem trilhando, que é os trilhos da ineficiência e do fracasso.

Paulo Freire fala da importância de um bom educador na vida de seu aluno, quando diz “o gesto do professor valeu mais do que a própria nota dez que atribuiu à minha redação. O gesto do professor me trazia uma confiança ainda obviamente desconfiada de que era possível trabalhar e produzir”. (FREIRE, 1996, p.43).
O professor assim como o aluno deve ser visto sempre como um aprendiz, pois, eles se formam, reformam, descobrem e redescobrem e precisam ampliar seus saberes. Dessa forma, ambos têm que buscar completar-se, associando a metodologia tradicional ás inovações e assim crescerem.

Para uma melhor aprendizagem o professor precisa fazer uso de aspectos, como os vínculos pessoais e a confiança, suscitando nesse aluno um sentimento de aliança e não o que comumente presenciamos que é a figura de que professor é carrasco, punitivo, etc. O aluno precisa ver no professor um orientador para o seu avanço e não somente alguém que está ali para apresentar ou relembrar o conteúdo e posteriormente aplicar uma avaliação sobre o mesmo, aprovando o aluno ou não.

De acordo com Preti (2005, p.16) na atualidade necessita-se de professor crítico, construtivista, reflexivo, investigador, mediador de aprendizagem, orientador, facilitador, parceiro, etc. Esses termos têm em comum a ênfase e a preocupação com a formação do professor.

E o problema não está somente na falta de especialização dos professores, nota-se um problema maior, que envolve a escola, o sistema educacional como um todo. A escola precisa ser melhor gerenciada, ser recuperada para atender a necessidade social, que precisa cada dia mais, preparar, no sentido de adaptar e adequar a criança, jovem e adulto para a vida.

Considerações finais

O papel do profissional de educação, no meu caso de educação física é de preparar as situações de ensino de tal maneira que estimulem o aluno a agir e que os problemas e questionamentos destes possam ser resolvidos por ele próprio, com base na sua condição de poder fazer e de suas experiências. Lembrando que o ensino deve ser relacionado com a experiência do aluno, para que com isso ele seja capaz de compreender melhor o seu significado, também deverá criar situações familiares e próximas da sua vivência com a aplicação de conhecimentos constituídos na escola e compreendendo as situações da vida cotidiana.

A escola de Tempo Integral Paulo Freire, trouxe para nós uma nova perspectiva e relação ao aprendizado, pois percebemos a cada dia que o aluno tem uma capacidade que antes não era vista por muitos educadores. Que é a capacidade de poder criar o seu próprio aprendizado, onde ele mesmo tem a capacidade de questionar o seu meio e de produzir o seu próprio conhecimento sem com isso o professor perder a sua importância.

A criança aprende bem, quando é capaz de tomar suas próprias conclusões e ter a certeza de que poder ser reconstrutora de seu próprio saber, diferente da educação tradicional, onde é criança é obrigada a passa anos a fil, somente reproduzindo como se isso fizesse muito diferença no final de um anos letivo.

Bibliografia

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Terra e Paz, 1996.

Darwin Ianuskiewtz – http://listas.cev.org.br/arquivos/html/cevcorrida/2003-10/msg00007.html dia 10/11/09

Demo, Pedro. Ser Professor é cuidar que o aluno aprenda – Porto Alegre: Mediação, 2004.

http://www.centrorefeducacional.com.br/avapque.htm, 01/11/2009

*LUCKESI, Cipriano. Avaliação da Aprendizagem Escolar. Apontamentos sobre a pedagogia do exame. Revista de Tecnologia Educativa, ABT ano XX, nº 101, jui/ago, 1991.

Luckesi, Cipriano Carlos, Avaliação da aprendizado escolar: estudos e proposições, 18º Ed, São Paulo: Cortez, 2006.

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1 Comentário »

  1. Texto bastante denso, mostrando que mastiga bem as coisas. Tem em mente um projeto pedagógico muito pertinente. Parece deter boa leitura.
    Um reparo: aborda temas em excesso, o que não permite aprofundar a discussão. Tem todas as condições de fazer um texto soberbo, por conta de seu bom preparo. Um texto científico foca uma questão e aprofunda, para imprimir verticalidade na análise. Análise horizontalizada fica superficial, ainda que isto não se aplique bem a seu texto, porque sus reflexão é densa.
    De todos os modos, valeu. Seu texto representa um esforço meritório.
    Pedro Demo

    Comentário por Pedro Demo — maio 5, 2010 @ 1:01 am | Responder


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