Abgailfreitas's Blog

maio 3, 2010

APRENDER BEM/ LARA

Filed under: Uncategorized — abgailfreitas @ 6:41 pm
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APRENDER BEM
Lara Moraes da Silva Lima*(2010)

INTRODUÇÃO
Aprender bem tem sido atualmente um dos desafios agarrados por escolas, professores e alunos. Desafio que precisa ser encarado de forma motivadora, com otimismo, acreditando que é possível rever e mudar práticas pedagógicas, que possibilitem tanto ao educador quanto ao educando a oportunidade de ter uma vida educacional diferenciada.
Certamente, aprender bem é fator essencial na vida do ser humano. Pois quando uma pessoa aprende bem, tem em mãos a chave para abrir muitos caminhos rumo ao desenvolvimento, à mudança, ao sucesso, também tem o poder de fazer acontecer, de desfazer e refazer, conforme seus próprios conhecimentos. Quem aprende bem tem o poder de alcançar o esperado e até mesmo o inesperado.
Sabe-se que é necessário que aconteça a mudança em relação ao aprender bem. Porém ainda encontramos na realidade, alguns obstáculos que precisam urgentemente ser quebrados para que vejamos essa mudança na aprendizagem acontecer de verdade.
Para que se tenha uma aprendizagem onde professor e aluno aprendam bem. Torna-se necessário atentar-se para saber o que é e como se dá a aprendizagem, procurando rever as práticas pedagógicas trabalhadas em escolas que ainda agem de forma instrucionista, observando como acontece essa aprendizagem, buscando alternativas para que essa realidade educacional seja transformada.
Cabendo também aos gestores públicos reconhecer a importância do investimento publico municipal para a aprendizagem, custeando obras de construção de ambientes de aprendizagem, custeando também formações continuadas para professores, e etc…, favorecendo à educação. Daí , o educador tem oportunidade de aprender bem, fazendo com que seu aluno também aprenda bem.
Podendo assim, reconhecer dentre outras coisas, a importância da pesquisa como ambiente de aprendizagem, mudando suas práticas avaliativas, pois como afirma Luckesi, 1996, p. 66 “avaliação da aprendizagem existe propriamente para garantir a qualidade da aprendizagem do aluno”.

O QUE É E COMO ACONTECE A APRENDIZAGEM?

Aprendizagem é procurar sabedoria e saber lidar com esta de forma séria para si e para os outros, a aprendizagem nos leva além do que podemos pensar ou imaginar. A aprendizagem acontece a partir da procura, da pesquisa, da busca pelo conhecimento, onde os pensamentos voam e as idéias fluem de dentro para fora de uma maneira curiosa e ao mesmo tempo empolgante.
A partir do momento que percebemos que não importa só estudar, engolir conteúdo e empurrar conteúdo no aluno e entendermos que o que realmente importa é aprender bem, com efeito a nossa mente se abre, daí a procura por uma boa aprendizagem se torna cada vez mais prazerosa e empolgante. É preciso acreditar, abrir portas de oportunidades e estarmos sujeitos à mudanças, para que aconteça de verdade uma boa aprendizagem.
COMO ACONTECE A APRENDIZAGEM NAS ESCOLAS INSTRUCIONISTAS?

Sabe-se que aula expositiva, explicativa, aplicação de conteúdo seguido de avaliação e nota, permite que o local de procura pelo saber se torne um lugar de vivência e aprendizagem monótonas. Daí o desenvolvimento do aluno fica limitado ao que o educador impõe, impedindo assim o despertar e o desenvolvimento da mente.
Partindo da observância de como acontece a aprendizagem nas escolas atualmente, percebe-se que pouca coisa mudou, falando como por exemplo: na questão do ânimo e da empolgação, ainda encontramos prédios escolares necessitando de uma reforma urgente, os quadros negros ainda à giz, muitas carteiras e mesas quebradas, pouquíssimos materiais didáticos disponíveis tanto para professores, quanto para alunos, essas entre tantas outras coisas, são realidades que necessitam mais que depressa serem mudadas para que seja possível acompanhar a crescente e evoluída demanda e realidade que tão de perto nos rodeia.
A questão do ânimo e da empolgação é um assunto essencial a ser pensado, pois o aluno precisa se sentir animado para sair de casa em direção à sua escola onde vai aprender. Daí, ao chegar na escola precisa ser motivado, é necessário que se sinta bem, a escola tem que estar bonita, limpa, cheirosa, cheia de novidades, atrativos e oportunidades que possibilitem à esse aluno empolgação para aprender bem.
Ainda podemos ver escolas que continuam trabalhando aprendizagem seguindo a tendência instrucionista, repassando o conteúdo planejado, a teoria em prática autoritária, onde o professor diz o que deve ser feito e o aluno recebe o que foi aplicado, tendo que reconfirmar mais tarde em uma prova somativa de pontos, o que pôde absorver do que o professor falou. Deixando o aluno perdido sem saber o que fazer, como desenvolver de maneira correta o que foi colocado pelo professor, sem o direito ou oportunidade de questionar, tirar as duvidas e muitas vezes fica com medo de ter feito tudo errado, permanecendo com as mesmas duvidas e sem oportunidade de saná-las.
O aluno tem não só o direito mas também o dever de duvidar, questionar e até mesmo errar, pois é errando que se aprende, o aluno pode errar uma vez, duas vezes não importa, o importante é que tenha a oportunidade de tentar sempre, até conseguir acertar.Segundo DEMO, “Quem não erra, nem duvida, não pode aprender.” Concordo plenamente com o autor, pois na verdade só aprendemos depois que erramos, é preciso correr atrás do que foi perdido, do que ficou mal entendido, tirar tudo quando for duvida, procurar, pesquisar, buscar, até que se encontre o conhecimento preciso, ou melhor, a aprendizagem eficaz.
O professor que atua na escola instrucionista, usa métodos monótonos e muitas vezes sem um bom resultado em relação ao aprendizado de seus alunos, entra em sala, aplica o conteúdo planejado como sempre fez, onde os alunos acompanharão individualmente nos livros didáticos, respondendo em seguida as atividades propostas no mesmo. Muitas vezes nesses estudos, não flui um bom diálogo, um debate interessante que gere duvidas e que impulsione os alunos à se expressarem discutindo o assunto com os demais colegas, dessa forma a aula começa e termina sem nenhum progresso.
Essa é uma verdade, é uma realidade que pode ser transformada, pode ser diferente, esse quadro pode mudar, como já foi dito antes, a partir do momento em que abrirmos os olhos para a realidade educacional necessária e tomarmos a decisão de que não adianta só estudar, mais sim aprender, começamos a querer mais, buscar mais, conhecer mais. E quando essa conquista não depende só de nós, não estando ao nosso alcance financeiro, torna-se necessário buscarmos auxílio de quem pode nos custear, isto é, ao poder publico, pois esse sim pode.

A IMPORTÂNCIA DO INVESTIMENTO DO PODER PUBLICO PARA A APRENDIZAGEM

Apesar de termos muitos professores que ainda permanecem exercendo estudos com seus alunos de maneira instrucionista, podemos presenciar em meio à esses alguns que tentam trabalhar de forma diferenciada, procurando mostrar aos seus alunos novas maneiras de aprendizagem. Percebendo que seu método de trabalho não está proporcionando aprendizagem, ele vê-se na responsabilidade de fazer algo para mudar a situação da aprendizagem em sua sala. Procurando novas idéias, montando projetos voltados para atender as deficiências educacionais de seus alunos e suas necessidades em aprender bem.
Quando o educador se preocupa em exercer seu trabalho com competência para que tenha bons resultados e êxito, ele tende a se preocupar em cuidar que seu aluno aprenda. Vasconcelos(2003, p.51-52)afirma “Ser professor, na acepção mais genuína, é ser capaz de fazer o outro aprender, desenvolver-se criticamente.” É sublime ver que temos seres preocupados com o futuro do próximo, ser esse, que se preocupa em buscar aperfeiçoamento para fazer com que seus alunos aprendam bem, desenvolvam-se bem, tornando-se também seres capazes de construção próprias. Porém, a verdade é que esse professor na maioria das vezes não encontra suportes pedagógicos e recursos didáticos necessários para trabalhar o desejado em sua sala. É quando entra a questão da importância do investimento do poder publico, sabemos que escolas municipais dependem desses investimentos para que possam trabalhar, atendendo o esperado tanto pela secretaria de educação, quanto pela comunidade.
A questão da importância desse investimento, deu-se dessa necessidade que alguns professores encontram para trabalhar em suas salas, desenvolver seus planos e por em prática suas idéias, sem dispor de recursos necessários. Ora, para que haja uma aprendizagem garantida é mister que aconteça a junção de todo um corpo de solucionadores que tenham a mesma visão da necessidade de favorecer a aprendizagem e hajam à favor desse progresso educacional. A começar pelas autoridades governamentais que custeando obras, construindo ambientes próprios para aprendizagem, incentivará os alunos à se interarem, estudando e a partir desses estudos começam as pesquisas, as construções próprias, iniciando assim uma nova era de aprendizagem.
Isso é um grande salto favorecendo a educação, pois possibilitará melhoras não só aos alunos, mas também aos professores, que poderão motivá-los à vontade de crescer em conhecimento, a ambição de quere ser, conhecer, saber, poder mais e mostrar capacidade, buscando conhecimento e procurando aprender bem. Surge daí, a necessidade de uma formação continuada para esses professores, fato que proporciona desenvolvimento também aos alvos principais que são os alunos e também para o município, pois terá orgulho de ser exemplo de crescimento e desenvolvimento educacional.
Oportunidade essa que quando alcançada deve ser agarrada com força para não escapar, pois formações como essas, possibilitam novas visões, novos credos, ou seja, passa-se a acreditar em uma proposta de construção do conhecimento para que realmente aconteça uma aprendizagem desafiadora, que torna o aluno capaz de uma mudança total em toda sua maneira de ser e viver, seja na família, no trabalho e na sociedade, acreditando e repassando que é possível mudar a maneira de se aprender e que o importante é aprender bem, seja por meio de leituras, pesquisas ou produções. Acredito sim, que para que haja uma boa aprendizagem é necessário oportunidade e força de vontade.
PESQUISA COMO AMBIENTE DE APRENDIZAGEM

A palavra pesquisa tem um sentido muito amplo, pesquisar não é só fazer alguns apanhados de diferenciados lugares e transferi-los a um papel, como forma de tarefa pronta a ser entregue ao professor, sem o menor aproveitamento que seja do assunto que foi pesquisado. Nem tão pouco tem-se uma preocupação em absorver alguma coisa importante e aproveitável para o desenvolvimento e aprendizagem. A pesquisa quando realizada de maneira proveitosa e bem estruturada, com real intenção de busca por aprendizado, alcança grandes e novas visões, pois a pesquisa nos mostra a realidade, incentivando-nos a tentar fazer a diferença para melhorar de alguma maneira a face da realidade escolar quanto à aprendizagem.
Pesquisar é uma maneira de construir conhecimento, é a possibilidade do desenvolvimento autônomo, é o fator essencial para a aprendizagem, é o caminho para aprender bem. O pesquisador deve ver a pesquisa como caminho que o levará a ser um questionador, tornando-se um reconstrutor de conhecimento. É indispensável a responsabilidade de quem pesquisa em atentar-se para conhecer coisas novas, questionando sempre e tentando reconstruir sempre. Sabemos que nossa realidade escolar não é totalmente adepta ao ato da pesquisa e isso é atraso visível em relação ao desenvolvimento educacional.
Muitas vezes quando na escola se fala em pesquisa, percebe-se que essa ainda é vista como algo estranho ou longe do alcance, infelizmente ainda presenciamos isso. Quando se fala em trabalhar a partir da pesquisa, vemos a dificuldade que alguns professores encontram em desenvolver um trabalho alicerçado pela pesquisa e tudo por falta de prática. Em vista disso, dão preferência à aplicação de conteúdos.Busco em Saviani(2005), quando diz: “O professor está habituado a encarar o argumento de autoridade, em grande parte por conta de sua formação original.” Sabemos que a mudança maior deve partir do professor, que precisa habituar-se à pesquisar para trabalhar de maneira diferenciada, aprendendo bem e cuidando para que seu aluno aprenda.
Deve partir do professor a iniciativa de ver que precisa mudar, deixando de lado o apenas “ensinar”, mudança essa que proporcionará à esse estar preparado para responder toda as duvidas e questões feitas por seus alunos, de maneira que todos aprendam.Segundo Becker(2007), “A mudança que se busca acima de tudo, é que o professor entenda que aula é decorrência da pesquisa, da capacidade de construir conhecimento próprio.” A pesquisa é o caminho para a transformação, a “aula” não precisa ser excluída da sala, ela sempre terá o seu papel fundamental. Não necessariamente instrucionista, mas com assuntos relacionados àqueles elaborados através de uma pesquisa, que resultará em mais pesquisas e assim continuamente. Pois sabemos que a aprendizagem é contínua, sempre surgirá novos assuntos, idéias, dúvidas e questionamentos que se resolverão com uma ou mais pesquisas.
Nunca é demais ressaltar que a mudança deve partir do professor, esse deve tornar-se “mestre”, assumindo a pesquisa como conduta estrutural, como alicerce de um planejamento muito bem elaborado e bem aplicado, com desenvolvimento e aprendizado diferenciado e com êxito. O professor precisa pesquisar e produzir com mais freqüência e intensidade, pois sem autoria, não é possível aplicar um bom e diferenciado momento de estudo, onde os alunos poderão expor suas idéias, construir seus próprios argumentos e produzir seus próprios textos.Para Demo (2008), “É uma afronta dar aula sem produção própria, porque com isso se propaga a idéia maluca de um aluno sem produção, tal qual professor.”
Para ser um bom autor é preciso ser um bom pesquisador, espera-se que professores juntamente com alunos cresçam no hábito de pesquisar, para que o ensino seja substituído por aprendizagem.Busco em Demo(2004), quando diz: “Ensino não há que ser aprimorado, há que ser substituído por aprendizagem e centrada no aluno.” É interessante que o professor procure desde cedo, incentivar os alunos ao hábito de pesquisar para que tomem gosto pela leitura e satisfação em procurar saber mais, tendo a idéia de que não se aprende sem pesquisar. A pesquisa é importante tanto para o professor, quanto para o aluno, por isso deve ser praticada com atenção, sem pressa, favorecendo à mente o conhecimento e o desenvolvimento para pensar e questionar cada vez mais.
Pesquisar é crescer, por mais que seja difícil para o professor transformar toda a sua maneira de trabalhar, sua rotina, seus costumes, pegando atalhos aqui e ali para aplicar em sala o que planejou e de uma hora para outra vê-se na responsabilidade de mudar todo o seu jeito de trabalhar para que seu aluno aprenda bem, isso tudo no fim se torna prazeroso, pois a pesquisa garante ao pesquisador um valor imensurável. Demo(2009), afirma: “Embora pesquisa coloque sobre os ombros docentes ainda mais responsabilidades, no fundo é maneira densa de valorizar os professores, no sentido de que tenham oportunidades efetivas de aprender bem, tornarem-se autores, realizarem espírito critico e auto critico de qualidade.”
Para que o aluno aprenda bem é preciso que o professor aprenda bem e saiba mediar bem. Porém, para o professor trabalhar de maneira que haja resultados produtivos é necessário que se origine do próprio o reconhecimento de que precisa mudar em toda a sua maneira de agir, pensar, trabalhar e crescer. Habituando-se à pesquisa e a trabalhar diferenciadamente, para proporcionar aprendizagem.

AVALIAÇÃO E APRENDIZAGEM
RESISTÊNCIA À MUDAR PARA MELHOR AVALIAR
Encarar o novo é sempre um desafio, principalmente quando é necessário que aconteça a mudança, pois torna-se uma responsabilidade única e pessoal, o aderir para o lado da mudança é uma decisão difícil e comprometedora, pois deixar de lado trajetórias e experiências adquiridas por anos de esforço e trabalho é realmente assustador e é normal que se tenha um certo receio. A insistência para que haja mudanças na prática avaliativa nas escolas é de grande importância, mudança essa que deve ser adotada por todos que fazem parte do meio educacional: diretores, coordenadores, supervisores e professores.
É através da avaliação que o professor percebe os resultados de seu trabalho.como afirma Ferreira(2007), “Sua ação pedagógica.” É importante que o professor perceba que precisa mudar e prossiga em adotar essa postura de mudança que beneficiará seu desempenho. Possibilitando a si próprio a melhoria em seu desempenho de trabalho, retomo Ferreira(1998, p.5): O que pretendemos é a reflexão por parte do professor no sentido de que, ao rever suas práticas pedagógicas, perceba que não basta apenas mudar metodologias, selecionar novos conteúdos e elaborar objetivos, o importante é que tudo isso seja uma demonstração da possibilidade de mudanças onde a avaliação do processo ensino-aprendizagem também seja uma avaliação de sua metodologia, de seus instrumentos de avaliação e de sua própria postura como educador, de mudanças onde a avaliação do processo ensino-aprendizagem também seja uma avaliação de sua metodologia, de seus instrumentos de avaliação e de sua própria postura como educador.”
Embora o que o professor possa fazer não seja o bastante o fato de ele começar a fazer a diferença já é uma iniciativa considerável. Estar sujeito a mudanças e transformações é estar flexível, sem medo de encarar o novo, correr sim o risco de errar, mas o erro será por um bom motivo, que favorecerá a todos a sua volta no meio escolar. Isto é, estar sujeito à mudanças é acreditar no melhor e na sua própria capacidade.
AVALIAR A APRENDIZAGEM

Sabe-se que a avaliação que estamos acostumados à ver em nossas escolas é aquela voltada para o aluno, tornando-o principal alvo de notas, dar pontos e tirar pontos. Sem dúvidas ao alunos se questionam: porque essa avaliação ou para quê ? Torna-se essencial que nas escolas sejam desenvolvidas atividades diferenciadas que proporcionem novas formas de avaliação, que possibilite ao educando a visão de que a avaliação nada mais é do que algo necessário e que permite a ambos o acompanhamento da qualidade do processo da aprendizagem. Para Ferreira(1988,p.5), “A avaliação deve ser o momento de questionar, de problematizar o que já foi visto. O professor deve criar formas de avaliação que levem em consideração o raciocínio do aluno, sua capacidade de produzir novos conhecimentos e de auto-avaliar.”
Embora seja complicado tanto para o professor quanto para o aluno, realizarem atividades que explorem o raciocínio e que a partir de leituras, criem elaborações próprias, torna-se algo indispensável para um crescimento produtivo, onde fica possível e claro ver em si próprio o desenvolvimento, originando uma auto avaliação e uma percepção de que realmente houve aprendizado. Busco em Luckesi(1996,p.66),quando diz: “A avaliação da aprendizagem existe propriamente para garantir a qualidade da aprendizagem do aluno. Ela tem como função possibilitar uma qualificação da aprendizagem do educando. Observando bem que estamos falando de qualificação do aluno e não de classificação.”
Então, a avaliação tem o objetivo de analisar a qualidade do aluno. Sendo assim, ressalto a importância do professor observar o aluno como um todo, para que seja possível analisar suas qualidades e não taxá-lo ou classificá-lo de alguma maneira com resultados muitas vezes injustos.Como afirmou, Luckesi(1984), “ A avaliação, deve ser praticada com base num juízo valorativo de forma comparativa. Sendo assim, a realidade avaliativa é confrontada com um padrão de comportamento julgado ideal e fixo.” Isto é, fazer juízo de qualidade é cuidar em avaliar a aprendizagem do aluno, levando em conta suas prioridades de comportamento e analisando a realidade de cada um individualmente, podendo assim o educador tomar a decisão que diz respeito ao que fazer com o aluno, ao se constatar a aprendizagem como satisfatória ou insatisfatória.Caso a avaliação tenha resultado insatisfatório, cabe ao educador agir com decisões suficientes e satisfatórias, possibilitando ao aluno o avanço no seu processo de aprendizagem.Retomando as palavras de Luckesi(1996,p.81), “ A função da avaliação será possibilitar ao educador condições de compreensão do estágio em que o aluno se encontra, tendo em vista poder trabalhar com ele para que essa fase do estágio defasado em que se encontra possa avançar em termos dos conhecimentos necessários.”
A partir do momento que o professor, muda sua prática avaliativa, percebe a manifestação da aprendizagem em seus alunos que começam a dialogar, discutir novos assuntos entre si em sala, dando um novo sentido aos momentos de estudos, percebendo novos ares, novos aprendizados, novas visões. Então, quando se trabalha com o objetivo de suprir todas as necessidades educacionais dos alunos, é possível notar que o esforço valeu à pena, é bom e gratificante quando fica visível um resultado de valor e eficiência.Como disse Sousa(1993,p.76), “ Educação é um processo, avaliar esse processo é dever das instituições:ganhar espaços, gerar mudanças, promover melhoras deve fazer parte integrante da consciência do educador.” Essa citação nos dá uma injeção de força que impulsiona o educador rever suas práticas avaliativas, e aderir à mudança de hábitos, passando a ver a educação como um processo de aprendizagem, cabendo às instituições aderirem às práticas que favorecerão mudanças e melhoras, avaliando a aprendizagem do aluno de forma justa, consciente e segura.

PARA CONCLUIR
Aprender de verdade é uma responsabilidade nossa, a oportunidade de mudar estar em nossas mãos. Então temos que seguir em frente, vencendo todas as barreiras que com certeza não são maiores que nosso potencial e buscar mudança a cada dia. Pude compreender que depende muito de cada um de nós, rever nossas práticas metodológicas e práticas avaliativas, cuidando sempre para que nossos alunos aprendam bem e se tornem seres pensantes, pesquisadores e inovadores.
Portanto, afirmo que aprender bem é saber o que é e como acontece aprendizagem, é estar ciente de que muita coisa ainda precisa ser mudada, seguindo as exigências educacionais da realidade do meio escolar, como por exemplo: mudar o sistema de aprendizagem, convertendo instrucionismo em construtivismo, entendendo que através da pesquisa acontece a aprendizagem e compreendendo que de nada adianta resistir às práticas avaliativas, pois avaliar significa oportunizar aprendizagem. Aprender bem é nossa meta de sempre, pois a aprendizagem é um processo contínuo.

Referências Bibliográficas

BECKER, F. 2007. Ser Professor e Ser Pesquisador. Mediação, Porto Alegre
DEMO, Pedro. Educar pela pesquisa. 3. ed. Campinas: Autores Associados, 1998.
DEMO, P. 2004ª. Ser Professor É Cuidar que o Aluno Aprenda – Mediação. Porto Alegre
DEMO, P. 2005. Argumento da Autoridade X Autoridade do Argumento. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro.
DEMO, P.2009d.Saber Pensar é Questionar. LiberLivro, Brasilia.
FERREIRA, Aurélio. Dicionário Básico da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro : Nova Fronteira, 1995, p.304.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e preposições.
11 ed. São Paulo: Cortez, 2001. (p.102 a 119)
LUCKESI, Cipriano Carlos, Avaliação da aprendizagem escolar, São Paulo, Cortez Editoa, 1996.
SAVIANI, D.2005. Pedagogia Histórico-Crítica. Autores Associados, Campinas.
SOUSA, Clarilza Prado de. Avaliação do Rendimento Escolar. 2ª ed. –São Paulo – Papirus, 1993(coleção magistério, Formação e Trabalho Pedagógico).
VASCONCELOS, Celso dos Santos.Planejamento: projeto de ensino-aprendizagem e projeto político-pedagógico. 12 ed.São Paulo: Libertad, 2004.

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1 Comentário »

  1. Texto cheio de ideias maravilhosas. Mostra grande maturidade como docente.
    Mas é muito disperso: há nele uma meia dúzia de temas e que não recebem aprofundamento devido. Um texto científico foca um assunto, circunscreve-lo claramente, confere-lhe começo, meio e fim, argumentando e fundamentando meticulosamente. Não se consegue desenvolver uma ideia adequadamente em um parágrafo ou dois.
    Para começo, porém, está muito bom.
    Pedro Demo

    Comentário por abgailfreitas — maio 4, 2010 @ 5:48 pm | Responder


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