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maio 3, 2010

APRENDER BEM/ ERISVAN

Filed under: Uncategorized — abgailfreitas @ 7:04 pm
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APRENDER BEM
Erisvan Rodrigues Milhomem

INTRODUÇÃO
Educar é colaborar para que professores e alunos nas escolas transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção de sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional tornando-os cidadãos realizados e produtivos, pois vivemos na sociedade das informações, onde todos estamos aprendendo a conhecer, a ensinar e aprender a aprender.
Farei uma abordagem acerca da importância da pesquisa no processo de aprendizagem. Na seqüência, apontarei para a necessidade de uma visão metodológica mais flexível que de fato conduza o aluno aos desafios de aprender a aprender, bem como os avanços que tem ocorrido visando um novo processo voltado à aprendizagem focado na pesquisa que é condição essencial de construir e reconstruir conhecimentos.
Abordarei também meu olhar sobre a idéia de avaliação que temos, como também a avaliação que queremos nas nossas escolas.
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APRENDIZAGEM E PESQUISA

A aprendizagem ainda tem sido vista apenas como um simples ato de ensino ou mera instrução, onde o professor ensina e o aluno tem a obrigação de aprender, ou seja, a aprendizagem continua centrada no cumprimento dos 200 dias letivos, como também dos conteúdos programáticos planejados para atender todo o ano letivo.
Com base nesse pensamento podemos nos questionar: A aprendizagem de fato acontece só quando damos aula? Quando cumprimos uma carga horária de 200 dias letivos? Quando conseguimos trabalhar todos os conteúdos programáticos?
Vivemos em um mundo de transformações, um mundo acelerado. Lidar com todas estas transformações exige de nós profissionais da educação um novo perfil, sobretudo um profissional com novas habilidades e novas competências, com planejamentos bem definidos, como também tornando-nos usuários dos instrumentos do mundo pós-moderno.
Segundo Vasconcelos o professor deve ser:
“Um profissional que conheça profundamente o campo do saber que pretende ensinar, detentor, no entanto, de necessário senso crítico e conhecimento da realidade que o cerca, para fazer uma análise criteriosa do conteúdo a ser transmitido e suficientemente preparado para, com base neste mesmo conhecimento e amparado na complementaridade da perícia de seus pares, ser capaz de produzir um novo conhecimento, inovando e criando.”… (VASCONCELOS, 1998, p. 10)
Partindo desse pressuposto, é fundamental cuidarmos de um ambiente adequado de educação que de fato propicie momentos significativos de aprendizagens, onde o aluno possa ser visto como sujeito que participa que pensa que interage e que constrói seu próprio conhecimento.
Além do cuidado com um ambiente adequado é de suma importância inserir a pesquisa como sendo um dos caminhos que contribui tanto para o nosso desenvolvimento profissional, como também para uma aprendizagem mais significativa e mais produtiva para os nossos alunos. Por meio da pesquisa é possível desenvolver a competência tanto do professor, quanto do aluno,isto porque ao pesquisarmos e permitir que nossos alunos pesquisem,estaremos desenvolvendo nossa capacidade de fazer perguntas, procurar respostas, enfim estaremos desenvolvendo nossa criatividade e, sobretudo nossa autonomia.
Professor é na essência, pesquisador, ou seja, profissional da reconstrução do conhecimento, tanto no horizonte da pesquisa como princípio científico, sobretudo no da pesquisa como princípio educativo. O estudante que queremos formar não é apenas técnico, mas fundamentalmente cidadão, que encontra na competência reconstrutiva de conhecimento seu perfil decisivo. Tem pela frente o duplo desafio de fazer o conhecimento progredir, mas normalmente de humanizá-lo. Parece fundamental superar a marca histórica do professor como alguém capacitado em dar aulas, porque isto já não representa estratégia relevante de aprendizagem. Ser professor é substancialmente saber “fazer o aluno aprender”. ( Demo, P. 2000.)
Partindo desse pressuposto é fundamental que professor e aluno estude mais no sentido de conhecer mais,estar atualizado com essa grande gama de conhecimentos para saber fundamentar-se, elaborar e articular melhor suas idéias,seus pensamentos e com isso melhorar sua própria aprendizagem.
A aprendizagem só acontece de fato quando percebemos a necessidade de aprender a aprender ao longo da vida, de construir e reconstruir nossos conhecimentos e saberes, sobretudo quando formos capazes de conduzir nossa própria educação aprendendo a percorrer um caminho trilhado por nós mesmos tendo um novo olhar para nossas necessidades de aprendizagem e para tudo que nos incomoda e nos angustia.
Para Piaget (1987) o sujeito aprendiz é concebido como um ser dinâmico, que a todo o momento interage com a realidade, operando ativamente com objetos e pessoas. Essa interação no ambiente faz com que construa estruturas mentais.
Para tanto a interação torna-se fundamental na compreensão do processo de construção do conhecimento, pois ela nos possibilita um melhor conhecimento de nós próprios como também dos outros.
Outro fator que considero fundamental no processo da aprendizagem á a motivação, pois ela estimula o sujeito frente ao mundo e seus desafios.
Segundo Murray (1986), a motivação representaria “um fator interno que dá inicio, dirige e integra o comportamento de uma pessoa” (p. 20). Esta noção que vincula a motivação a uma energia interna é também compartilhada por outros teóricos. Para Garrido (1990), a motivação é um processo psicológico, uma força que tem origem no interior do indivíduo e que o empurra, o impulsiona a uma ação. Na opinião de Pfromm (1987), “os motivos ativam e despertam o organismo, dirigem-no para um alvo em particular e mantém o organismo em ação” (p.112).
Quando destaco a motivação como fator que desenvolve a aprendizagem penso no ambiente escolar ,penso no quanto é preciso considerar as características desse ambiente. Sabemos que de forma geral, todas as atividades propostas no ambiente escolar estão relacionadas a processos cognitivos como: capacidade de atenção, concentração, processamento de informações, raciocínios e resolução de problemas. É fundamental, que os ambientes escolares abram espaços para o “aprender a aprender” e o “aprender a pensar”.
Quando pensamos em um ambiente escolar que garanta a interação com os outros e seja também motivador, estamos acreditando que todos nessa escola terão possibilidade de falar, levantar suas hipóteses, defender suas idéias e chegar a conclusões que de fato ajudem o aluno a perceber que ele é um ser capaz de construir seus próprios saberes. Nesse sentido nós professores exerceremos a função de mediador e colaborador das construções das aprendizagens promovendo assim mudanças, pois, aprender implica mudança de comportamento obtido por meio da construção e reconstrução de conhecimentos. Dessa forma, tanto os alunos quanto nós professores estaremos aptos à construção de novas habilidades e competências. A mediação e a afetividade do professor é primordial para que o educando possa atuar com maior motivação nas propostas de trabalhos a serem desenvolvidas. Essa relação entre o sujeito e o objeto, estabelecida pela afetividade vai determinar a intensidade de interação que é um fator determinante para despertar o interesse pela aprendizagem.
Vale ressaltar ainda que cada pessoa aprende do seu modo pessoal e único. É importante que tenhamos consciência de que o aluno traz consigo a bagagem natural, cultural e também traz outras referências afetivas. A aprendizagem acontece cotidianamente, pois a cada dia nos apropriamos de novos conhecimentos é como se uma nova porta estivesse sendo aberta,despertando em nós a necessidade de aprender e a refletir sobre o que iremos fazer e o que já foi feito.
Com relação ao perfil do Professor, “Demo” reforça a tarefa do professor como sendo saber “fazer o aluno aprender”. E somente o faz, o professor que também aprende, e mais uma vez destaca a importância da pesquisa, a atualização permanente, inclusive nos meios tecnológicos disponíveis, e a interligação entre teoria e prática.
Ainda com relação ao perfil do professor, Demo ressalta a interdisciplinaridade como essencial ao sucesso da aprendizagem e o cuidado com os alunos, para que estes não percam a uma dupla oportunidade: acesso à qualidade formal, quando não aprendem a aprender; acesso à qualidade política, quando não recebem motivação para a politicidade do curso. Pois aí não se forma nem o profissional, nem o cidadão.
Sabemos que por meio da pesquisa o aluno tem a possibilidade de conhecer coisas novas, curiosidades, além de ser um grande instrumento de construção de conhecimento do aluno. Dessa forma precisamos gerenciar e orientar nossos alunos quanto a busca de informações, dando-lhes melhores condições de desenvolvimento da pesquisa.
“Demo” ressalta ainda que a pesquisa, deveria atuar desde a fase escolar, como estratégia para reconstrução do conhecimento e formar pessoas questionadoras, críticas, o que é raro nas instituições de ensino. “Pesa muito a tradição da aula reprodutiva, considerada ainda pela maioria como pedagogia fundamental”.
Dessa forma deveremos conduzir nossos alunos de forma que o aprendizado seja mútuo, e que os conteúdos sejam interessantes de forma que eles desejem sempre mais e que nos possamos sentir como um elemento de fundamental importância na vida dos nossos alunos que levarão para sempre os conhecimentos adquiridos.
Enfim, devemos ser um aliado na construção da autonomia do aluno e não, simplesmente, um transmissor de conteúdos. Devemos ainda estar apto as contínuas mudanças de nosso dia a dia.
Com isso todos têm a ganhar, a escola, a família e principalmente a criança que será uma pessoa mais flexível, mais motivada e mais interessada em aprender a aprender.

AVALIAÇÃO NO COTIDIANO ESCOLAR
Quando pensamos em avaliação de imediato cogitamos a idéia de elaboração de provas,notas e conteúdos que deverão ser inseridos,e se por ventura nossos alunos não se saírem bem nas provas , terão como saída a recuperação paralela que vem logo em seguida.
A avaliação ainda tem sido vista como uma arma autoritária e excludente que não tem uma função de beneficiar a aprendizagem dos alunos, isto porque ainda não sabemos nos auto avaliar e nem tão pouco avaliar nossos alunos.
Todavia para que haja de fato uma boa aprendizagem, torna-se imprescindível um novo olhar para avaliação,ou seja, ao avaliarmos devemos cuidar para que o aluno aprenda bem,precisamos levar em consideração quais procedimentos devem ser adotados e quais resultados pretendemos alcançar.Na verdade quando avaliamos a aprendizagem dos nossos alunos, estamos avaliando também nosso desempemho profissional,nossas intervenções. E é nesse momento que temos a oportunidade de olhar para as reais aprendizagens conquistadas ou não.
Na concepção de Luckesi (2001), avaliar é acolher o aluno no seu ser e no modo de ser para, a partir daí, decidir o que fazer. Isso implica na possibilidade de verificar uma situação da forma como se apresenta, para depois intervir. Agindo dessa forma, o processo avaliativo será visivelmente progressivo.
Considerando que Luckesi compreende a avaliação como uma forma de acolher o aluno é necessário que ela se torne uma atividade dinâmica, onde o aluno possa adquirir confiança em si mesmo, sendo estimulado a progredir cada vez mais em busca de novos conhecimentos, ampliando assim sua visão de mundo. È necessário também pensarmos em um planejamento que atenda as reais necessidades dos alunos.
Demo ressalta que enquanto educadores devemos desmistificar o fato de que a avaliação não é a busca de resultados,mas a solução para aplicarmos novas metodologias, de acordo com cada diagnóstico, e não um único modelo,onde nem sempre os resultados são satisfatórios e os alunos permanecem rotulados como: “eles não querem nada da vida”, se encararmos o ato de educar como uma realidade que sofre adaptações a cada momento,assim,acompanharemos a evolução dos tempos, nos situando na era moderna ,adaptar-se é preciso, muito mais do que olhar para traz e criticar o que deveria ter sido feito.
Considerando Demo, somos nós professores os responsáveis pelas mudanças das nossas práticas pedagógicas para que possamos cuidar melhor dos nossos alunos. Seguindo por esse caminho, teremos capacidade de lidar com a diversidade dos alunos em situações adversas e com certeza nossas salas de aula podem se transformar em um ambiente gerador de aprendizagem, nos possibilitando um novo olhar para nossa postura e nosso trabalho , e com isso entender o verdadeiro sentido da avaliação escolar.

Conforme Hoffmann:
“Avaliação significa ação provocativa do professor, desafiando o educando a refletir sobre as situações vividas, a formular e reformular hipóteses, encaminhando-se a um saber enriquecido.” (HOFFMANN: 1994, p. 58)
Nesse sentido a autora aponta-nos que a avaliação não deve ser feita isoladamente, mas deve, estar atrelada continuamente ao processo de aprendizagem, e os alunos devem sentir o sabor doce do reconstruir, do recomeçar e não o sabor amargo do fracasso, da constatação do erro. Diante disso, cabe a nós professores fazer com que nossos alunos sintam-se como parte integrante do processo e não apenas objeto da avaliação, que sejam capazes de compreenderem, atuarem e transformarem seus conhecimentos.
“O que vale mesmo é o crescimento do aluno em relação as suas próprias expectativas e aos objetivos que são propostos pelo educador. Avaliar somente pelas respostas de uma prova inclui uma grande distorção no processo de aprendizagem, pois avaliar não é tarefa simples, e como afirma Luckesi (2001), mas pode ser um ato de coragem, responsável e amoroso”.
Para que de fato a aprendizagem seja significativa acredito que o importante é aprender a aprender e não dar conceitos, notas, pontinhos, buscando uma aprendizagem não seletiva mas de qualidade para todos. Ao invés de atribuir notas podemos interagir com as produções dos alunos até que chegue a um nível satisfatório, como por ejemplo: o aluno entrega suas produções e nós analisamos, podemos fazer sugestões a fim de que o aluno possa construir e reconstruir seus conhecimentos. Fazer com que eles percebam onde precisam estar melhorando. Dessa forma poderá ocorrer mudanças com relação à avaliação.

AVALIAÇÃO E APRENDIZAGEM
Sabemos que a avaliação é constante em nosso dia-a-dia. Não aquela que fazemos na Escola, mas também, aquela em que avaliamos nossas impressões e sentimentos. Ou seja, nas interações cotidianas, em casa, em nossa vida profissional, durante o lazer, a avaliação sempre se faz presente e inclui um julgamento de valor sobre nós mesmos, sobre o que estamos fazendo, sobre o resultado de trabalhos que realizamos.
Conforme define Luckesi (1996, p. 33), “é como um julgamento de valor sobre manifestações relevantes da realidade, tendo em vista uma tomada de decisão”. Ou seja, ela implica um juízo valorativo que expressa qualidade do objeto, obrigando, conseqüentemente, a um posicionamento efetivo sobre o mesmo.
Nesse contexto, fica claro que não podemos limitar a avaliação à verificação da aprendizagem de conteúdos ou atividades, usando-se somente os instrumentos de provas e notas, embora façam parte desse processo. Para tanto, ao avaliar devemos levar em conta os objetivos propostos para cada atividade e para o nosso planejamento. Enfim ela deve ser feita continuamente através de trabalhos individuais e em grupos.
Hoffmann enfatiza (1994) que geralmente os professores se utilizam da avaliação para verificar o rendimento dos alunos, classificando-os como bons, ruins, aprovados e reprovados. Na avaliação com função simplesmente classificatória, todos os instrumentos são utilizados para aprovar ou reprovar o aluno, revelando um lado ruim da escola, a exclusão. Segundo a autora, isso acontece pela falta de compreensão de alguns professores sobre o sentido da avaliação, reflexo de sua história de vida como aluno e professor.
A autora aponta-nos para uma reflexão acerca do ato de avaliar,haja vista que a mesma tem sido aplicada de maneira equivocada, onde muitas vezes damos nossa sentença final de acordo com o desempenho do aluno. No entanto o ato de avaliar não pode ser entendido como um momento final do processo em que se verifica o que o aluno alcançou , mas sim em criar condições de aprendizagem que permitam que nossos alunos evoluam na construção e reconstrução dos seus conhecimentos.
Vale ressaltar ainda que se desejamos mudanças quanto ao ato de avaliar,torna-se necessário ver nossos alunos como um ser social e político e construtor dos seus próprios conhecimentos.Devemos ainda atuar como mediador entre o aluno e o conhecimento.
Dessa forma deixaremos de ser considerado o dono do saber e o aluno, um mero receptor de informações.
“Se buscamos uma escola que não seja uma preparação para a vida, mas que seja ela mesma uma rica experiência de vida, se buscamos uma escola que não seja reprodutora dos modelos sociais discriminatórios, mas promotora do desenvolvimento integral de todos os alunos, temos de repensar a avaliação”.(VASCONCELOS, 2000)
O autor aponta-nos para a necessidade da mudança de postura e não somente mudar a cor da sua caneta ou nome da prova, mas sim acompanhar o processo de conhecimento, fazendo as retomadas necessárias para que de fato ocorra aprendizagem.

PARA CONCLUIR
Aprendizagem é a forma que uma pessoa usa para adquirir conhecimento. Para tanto é importante que o professor tenha consciência de que o aluno traz consigo a bagagem natural cultural e também traz todas as referências afetivas. A aprendizagem é continua, pois a cada dia nos apropriamos de novos conhecimentos é como se uma nova porta estivesse sendo aberta,despertando em nós a necessidade de aprender e a refletir sobre o que iremos fazer e o que já foi feito.
A escola é além da família um dos agentes responsáveis pela integração do sujeito na sociedade. Para tanto deve buscar juntamente com os professores meios para que as propostas de trabalho sejam interessantes para que os alunos possam sentir-se bem, e motivados para aprenderem. Precisa cuidar para que o ambiente escolar seja um espaço adequado à sistematização do conhecimento e nós professores articuladores na construção do saber.
Avaliar não se resume a prova escrita. É preciso levar em consideração, por meio de acompanhamento diário, o desempenho dos alunos, para que se tomem providências necessárias para os aperfeiçoarem e avaliar o nosso próprio desempenho, possibilitando-nos a escolha de decisões pedagógicas inteligentes com o objetivo de dar oportunidade às propostas educacionais mais adequadas.
Uma avaliação mediadora oportuniza o refazer num processo contínuo de construção e reconstrução do conhecimento em que os erros sejam admitidos como hipóteses para uma nova discussão, tornando-se elemento dinamizador na reelaboração deste conhecimento.

No entendimento de Hoffmann:
“A ação avaliativa, enquanto mediação, não se caracteriza como um momento do processo educativo, mas é integrante e implícita a todo processo. Não há sentido, portanto em provas e trabalhos únicos e finais, mas sim realização de testes e trabalhos freqüentes e sucessivos, analisados e retomados pelo professor ao longo da disciplina.” (HOFFMANN, 1998, p. 81)
Avaliar não se resume a prova escrita. É preciso levar em consideração, por meio de acompanhamento diário, o desempenho dos alunos, para que se tomem providências necessárias para os aperfeiçoarem e avaliar o nosso próprio desempenho, possibilitando-nos a escolha de decisões pedagógicas inteligentes com o objetivo de dar oportunidade às propostas educacionais mais adequadas.
A avaliação deve ser mediadora,pois oportuniza o refazer num processo contínuo de construção e reconstrução do conhecimento em que os erros sejam admitidos como hipóteses para uma nova discussão, tornando-se elemento dinamizador na reelaboração deste conhecimento.
Dessa forma enquanto educadores a ação avaliativa nos oferece subsídios para refletirmos sobre nossa prática pedagógica, haja vista que a partir dela podemos identificar os conhecimentos prévios dos nossos alunos, auxiliando-os no seu processo de desenvolvimento e construção da sua autonomia.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

DEMO, P. 2000. Educar pela Pesquisa. Autores Associados, Campinas, 4a ed.
DEMO, PEDRO – Artigo Professor / Conhecimento. 2001
DEMO, Pedro –Avaliação para cuidar que o aluno aprenda. São Paulo: Editora Criarp.2006.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação Mediadora: uma prática em construção da pré-escola à universidade. Porto Alegre, RS: Educação e Realidade, 1998.
HOFFMANN, Jussara. Avaliação mito & desafio: uma perspectiva construtiva. 11. ed. Porto Alegre : Educação & Realidade, 1994.
LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar: estudos e proposições. 2 ed. São Paulo: Editora Cortez, 2001.
VASCONCELOS, Celso dos S. Avaliação: concepção dialética-libertadora do processo de avaliação escolar. São Paulo: Libertad, 2000.
VASCONCELOS, Celso dos S. Para onde vai o professor? Resgate do professor como sujeito de transformação: São Paulo: Libertad, 1998. (Coleção Subsídios Pedagógicos do Libertad: V.1)

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1 Comentário »

  1. É um bom texto, bastante bem desenvolvido, centrado na aprendizagem do aluno e fatores mais próximos que aí interferem. Acrescenta ainda o tema da avaliação. Teria sido mais produtivo não abordar avaliação, porque é outro mundo sem fim. Um texto científico foca um tema bem restrito e o leva a fundo, argumentando com a melhor fundamentação possível. Mas devo dizer que leva muito jeito e vai melhorar logo. Para início está bom demais.
    Pedro Demo

    Comentário por abgailfreitas — maio 4, 2010 @ 5:42 pm | Responder


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