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julho 2, 2010

INDISCIPLINA: UMA AMEAÇA À EDUCAÇÃO/ ANDREIA

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INDISCIPLINA: UMA AMEAÇA À EDUCAÇÃO

Andréia da Silva Sousa

Vivemos em um mundo de grande preocupação, a sociedade casa dia está sendo ameaçados por nossas futuras gerações, que por enquanto são aprendiz, e daqui alguns anos herdarão tudo que temos e que lutamos para conquistar. A grande preocupação que estamos tendo, é que estamos tirando o sono e a indisciplina que está acompanhando nossas crianças.
O problema da indisciplina é um caso que vem preocupando a sociedade e principalmente a escola em geral. Ao ligarmos a TV podemos notar, o quanto esse problema esta trazendo muita dor de cabeça, e nós educadores por não sabermos lidar com esse comportamento que nossos alunos estão tendo, acabamos sendo prejudicados e maltratados pelos próprios alunos.
Ao ligarmos a TV para assistir o jornal ou outro programa que nos chama atenção, vemos vários casos em que o professor não consegue disciplinar seus alunos, por não terem autoridade sobre eles e acabam sendo a própria vítima da indisciplina que não soube controlar ou acabar.
É impressionante a crise de autoridade que todos nós estamos passando, a falta de autoridade que educador tem em relação ao educando é de muita preocupação, pois como podemos formar verdadeiros cidadãos, sem autoridade, pois podem fazer o que querem, sem que ninguém o controle.

“Devido à desmoralização da autoridade, causada elo péssimo exemplo de muitas autoridades, há uma onde de “tudo pode”, sem que ninguém possa interferir”.
(Adolfo S. Suárez- Sou professor. E agora? – página 148, 2005).

“Tudo pode”, como posso trabalho com meu aluno, se fora da escola, a sociedade vem trazendo este pensamento para nossas crianças, que fazem questão de observar e imitar nossas ações, que esta cada vez deixando a nossa sociedade em caos, concordo plenamente, com o autor Adolfo S. Suárez, em relação à sua opinião sobre a sociedade.
Quando estamos em sala, somos muito chatos, caretas, atrasados, para nossos alunos, perdemos uma boa parte de nossa autoridade com nossas crianças, em grande parte da indisciplina às vezes é cometida por nós mesmos, pois passamos horas falando para nossos alunos, “menino, não faz isso! Menino, não faz aquilo!”, e as vezes falamos para não fazer e nós mesmos fazemos.

Os adultos lutam para “ser alguém”, o que é bom, más também provocam uma corrida louca pelo dinheiro, poder e fama, provocando, muitas vezes, o esquecimento de padrões de comportamentos. Além do mau exemplo dos pais, temos o péssimo exemplo de muitas autoridades e pessoas públicas, o que provoca uma onda de indisciplina.
(Adolfo S. Suárez- Sou professor. E agora? – página 148, 2005).

Como podemos formar jovens disciplinados, se a própria sociedade se carrega de dar um mau exemplo, sendo nós mesmos às vezes causadores desse mau, que lutamos para ter fim, fim esse que nós devemos procurar, para a nossa futura geração.

Como educadora da escola de Tempo Integral Paulo Freire, pode notar, o quanto a sociedade deixou muita liberdade, para o aluno, pois os alunos têm todo direito de fazerem o querem, tem liberdade e direitos, direitos esses que valem, e que eles têm conhecimento. Mas, e o direito dos professores? Onde ficou?
Às vezes ficamos tristes em saber que nós educadores, temos poucos direitos, e às vezes esses direitos só fica no papel; em quanto os educando têm vários direitos. Como sentem que são muito protegidos, acabam brincando com a cara do professor que por sua vez não tem controle e nem autoridade com seus alunos, e acabam sendo desrespeitado.
Durante torneio de futebol no Colégio Estadual Vicente Barros na periferia de Curitiba, o aluno Leandro de 16 anos, insistia em assistir a um dos jogos dentro da quadra. O professor Célio José Gonçalves foi conversar com o rapaz, que o empurrou e perguntou se ele tinha peito de aço para suportar um tiro, “Mesmo ofendido, não podia esquecer meu papel de educador”, o professor mostrou a Leandro que ele estava interrompendo a partida ele acabou se acalmando.
Os pais foram chamados, Célio registrou um boletim de ocorrência por ter sido ameaçado e o estudante teve que comparecer a delegacia, de onde foi encaminhado para a promotoria da infância. Na semana seguinte fez atividades em separado com a coordenação para discutir temas com respeito a violência. (Revista escola março 2005 pagina 26).
Nesse caso podemos notar que deu certo a ação do professor em relação a atitude de seu aluno, e que os direitos do professor, dessa vez saiu do papel, finalmente. Mais acaso em que o professor não tem direito algum, como por exemplo: um professor ou um funcionário da escola que se envolveu numa briga entre alunos pode ser processado.
É por isso que o educando acabam fazendo o que querem, sem que tenha alguém que possa impedir, segundo a entrevista demonstrada na revista escola, ao representante do (ECA) o estatuto da criança e do adolescente. “Responder a agressividade do adolescente com agressividade como forma de defender a si mesmo ou aos demais alunos não é a melhor saída”.
Então parece que a melhor saída é deixar que os próprios alunos se machuquem ou outra coisa pior. É muito difícil para um professor vê os seus alunos sendo espancado e não poder fazer nada, só ficar olhando, ligar ou esperar que a polícia ou o conselho tutelar resolva aparecer.
O interessante é que cada dia o papel do professor em controlar uma sala está cada vez mais difícil, pois temos só deveres a cumprir, direitos que é bom fica com os alunos, e esses sabem usar muito bem. O que mais nos preocupa é que esses direitos também estão fora de sala.

Ênfase nos direitos com esquecimentos dos deveres. Em nome de uma falsa democracia, os jovens são muitas vezes ensinados a reclamar prontamente seus direitos, sem a mínima sensibilidade para com as responsabilidades e deveres.
(Adolfo S. Suárez- Sou professor. E agora? – página 148, 2005).

O autor deixa bem claro que direitos e deveres bem destacados. Mais qual são os deveres? Estão sendo cumpridos por nossos alunos? Às vezes parece que tapam os olhos para os deveres, é o que vimos no jornal e reportagem que assistimos, professor está sendo julgado por maltratar um aluno, mais será o que esse aluno fez?
Os professores são julgados, presos, por maltratarem seus alunos, e os alunos em muitos casos não pagam nada quando maltratam o professor. Se os alunos têm direito de se defender, porque que o professor não? E às vezes nem chega a ser ouvido, e logo julgado.
A nossa sociedade está criando muitos direitos para os jovens e adolescentes, e estão esquecendo-se de seus deveres que tem, e deveriam ser obrigados a fazerem, se continuar assim, como será a sociedade daqui a alguns anos? Como nossos jovens e adolescentes vão se comportar? Serão disciplinados ou indisciplinados?
Nós educadores nos preocupamos muito com nossas crianças, e só queremos o bem de cada um, por isso que estamos cobrando aos nossos educandos, para que não se tornem pessoas indisciplinadas, pessoas sem amor, sem carinho, queremos construir pessoas que possam mudar o rumo de nossa sociedade.
Nossos alunos de hoje serão nossa sociedade de amanhã, se estiverem uma educação boa, onde possam aprender o que é respeito, a nossa sociedade estará bem entregue nas mãos de pessoas certas. Portanto, que todos nós possamos estar atentos a educação e comportamento de nossas crianças.

CAUSAS DA INDISCIPLINA NA ESCOLA
A indisciplina na sociedade é gerada pela liberdade que tem nossas crianças, a escola também leva o aluno a ser indisciplinado, mais não é só com a liberdade, mas também o ambiente em que estão, se a escola traz conforto é claro eu vou chamar sua atenção, mais se não estiver conforto, os alunos irão ficar muito descontrolados.
Se a escola proporciona um ótimo ambiente, nossas crianças vão ter mais vontade de estudar, mais infelizmente, só encontramos ambientes inadequados para o estudo de nossas crianças. Isso além de criar alunos indisciplinados, atrapalha na aprendizagem deles.
Segundo o autor Adolfo S. Suárez, em seu livro Sou Professor. E agora? Nos fala que existem ainda, muitas classes numerosas, e que o ideal seria trabalhar com 20 a 25 alunos, em ambientes amplos e confortáveis. Mas a realidade mostra, muitas vezes, classes com 40 a 45 alunos.
Salas pequenas, apertadas, com iluminação deficiente, carteiras velhas e rangentes, quadros-negros cheios de reflexo, é difícil manter a disciplina. A falta de material didático obriga o professor a usar apenas teóricas, pouco ilustradas. Só palavras, palavras.
Concordo em tudo que o autor aborda em seu livro, parece mentira mais não é ainda existem muita sala numerosas, sem nem um conforto, e só com um professor, que tem que dá conta do recado, educar todos, além de estar tentando controlar a turma, que é muito difícil, pois a grande maioria são alunos que não tem disciplina.
O trabalho realizado no ambiente muito apertado dificulta muito o trabalho do educando, que teta fazer um bom trabalho, mais por ter muitos alunos, não conseguem trabalhar em sua própria sala, além de ficar doente, com um grande problema de garganta. Às vezes queremos ver, mas o ambiente escolar ajuda muito, na transformação de nossas crianças, se o aluno estuda em uma escola desestruturada, ele também vai ficar desestruturado, pois a criança forma o seu comportamento com exemplo, e coisas que podem ver.
A escola é para nossos alunos, sua segunda casa, seria bom morar em casa que não te oferece conforto? Muitas crianças vivem em lugares desconfortáveis, chegam à escola as coisas são do mesmo jeito. Por isso que muitos escolhem ficar em casa, a grande maioria vai por seus pais insistirem com eles.
A Escola de Tempo Integral Paulo Freire, proporciona, o que as nossas crianças, o que muitas escolas não fazem os alunos, são 30 e não 40 têm duas professoras, salas forradas, carteiras confortáveis, salas grandes, mesmo assim convivemos com alunos indisciplinados, as salas realmente são grandes, mais são só elas que são grandes.
Como uma criança pode conseguir passar o dia todo em uma sala? Muitas vezes sentem sugadas, por não terem outro lugar e onde podem se sentir melhor, eles querem muitas vezes ficarem libertos, e aproveitam a hora do almoço, eu fica apenas um professor olhando eles enquanto os outros estão almoçando, e sai da sala, correm nos corredores.
A grande causa da indisciplina dos alunos na escola ETI é a falta de espaço, que só tem na sala, acredito que grande parte dos alunos se sentem presos alguns compram muito o recreio que não tem, pois saem da sala para o almoço, do almoço para sala, e o intervalo fica onde?
Às vezes passamos horas e horas falando com eles a respeito de seus comportamentos, mais o que adianta, fala e fala se eles querem sair, brincar, conversar com outros colegas. Conforto tem em relação às outras escolas que tem, mais liberdade não tem igual às outras escolas.
Outra coisa que faz com que os alunos não têm disciplina é a falta de material que a escola não tem isso atrapalha muito na educação de nossas, pois relembrando a fala do autor Adolfo S. Suarez o professor deixa o estudo um pouco cansativo.
A escola precisa ser adequada para receber seus alunos, deve ter materiais adequados, ter conforto, o aluno deve fazer da escola sua casa, devem sentir vontade de ir pra escola, sentir vontade de aprender, de sonhar e ter planos, sentimentos, uma boa escola faz isso, faz de escola uma casa.
Nós educadores somos os que mais lutamos pela educação de nossas crianças, nos preocupamos muito se estão aprendendo ou não, se estão gostando da escola, dos professores, se sentem bem no ambiente em que estão estudando, procuramos descobrir seus sentimentos, suas emoções.
Os professores são os que mais sofrem com o problema da indisciplina, mais são os que mais lutam para amenizar esse problema, que esta cada dia mais ficando difícil de ser controlado, pois como foi falada a sociedade e a escola estão deixando a desejar em relação ao comportamento de nossas crianças.
A maior dificuldade enfrentada pelos professores na sala é manter a disciplina em sala. Alguns educadores lutam até conseguir ter e manter a disciplina, outros professores lutam bastante, mas não conseguem, pois não ter autoridade sobre seus alunos não conseguem controlá-los, e acabam ficando sem respeito perante seus alunos, e não conseguem trabalhar a aprendizagem do educando.

“Os professores precisam incorporar hábitos dos educadores fascinantes para atuar com eficiência no pequeno e infinito mundo da personalidade dos seus alunos. Cada hábito praticado pelos educadores poderá contribuir para desenvolver características fundamentais da personalidade dos jovens”.
(Pais brilhantes, professores fascinantes, 2001, página 16).

Segundo o autor podemos ver a diferença entre professor e educador, o professor que só quer brincar de professor, não importar com o comportamento de seus alunos, por isso acabam tornando alunos indisciplinados, já o verdadeiro educador não fica parado, vai e busca de soluções para ajudar suas crianças em seus comportamentos.
O educador é de grande importância na vida de nossas crianças, pois ajuda muito na personalidade de nossos jovens, que trabalha mais com jovens, adolescentes, crianças, somos nós educadores, e se lutarmos pela educação, caráter de nossas crianças, que irá lutar, se pararmos para analisarmos, boa parte da vida de nossos alunos são com os professores, por isso cabe ao professor ajudar em sua educação e caráter.

“Os professores não são valorizados socialmente como merecem, não estão nos noticiários da TV, vivem no anonimato da sala de aula, mas são os únicos que tem o poder de causar uma revolução social. Com uma das mãos eles escrevem na lousa, com a outra, movem o mundo, pois trabalham com a maior riqueza da sociedade: a juventude. Cada aluno é um diamante que, bem lapidado, brilhará para sempre.

Um professor nunca poderá fazer um trabalho mau feito, por mais que sociedade atrapalhe um pouco no comportamento de nossas crianças, nós devemos procurar meios para ajudá-los, pois nós e os pais somos as únicas pessoas podemos lidar com a juventude, mudar seus pensamentos, opiniões, mudar sua personalidade.
Como já foi falado no início os professores são quem mais sofre com a indisciplina, já falamos também sobre a autoridade que alguns tem e outros não tem, mais não é só autoridade que faz com que os alunos sejam indisciplinados, o trabalho que o professor realiza na sala também faz gera indisciplina, pois se o conteúdo que o professor leva para sala não prende sua atenção, alguns alunos irão começar a conversa e atrapalha o tempo de estudo.

“A autoridade do professor perante a classe só é conquistada quando ele domina o conteúdo e sabe lançar mão de estratégias eficientes para ensiná-los”.
(Revista escola 2005 página 63)

Se o professor sabe o que passa para seus alunos, ele tem toda uma sala em controle, se for criativo, tem pulso firme, e bem organizado, sabe ser mesmo um professor, ele mantem sua sala com disciplina, pois tem criatividade para deixar seus alunos ocupado fazendo algo, batendo a b=cabeça para resolver alguma, e aprendem com seus esforços.

“O que se espera da escola é conhecimento.
É isso que faz o aluno respeitar o ambiente à sua volta. Se a aula está um tédio, ele vão procurar algo mais interessante para fazer”.
(Revista escola 2005 pa´gina 63)

Concordo com citação na revista escola, pois a escola é um ambiente de educação, e o aluno tem que aprender algo, e deve saber que a escola não é qualquer lugar que você pode ir e fazer o que quer, trata as pessoas como quiser, ter o comportamento difícil de ser trabalhado.
O aluno só vai aprender ter um bom comportamento a partir do momento em que aprender a ter interesse pelo estudo. Ele só vai se interessar a partir do momento em que aquele estudo não for mais um tédio, e se interessante de participar e não cansativos chatas, que se torna, tando o estudo como o professor.
A atuação do professor inadequada em sala causa a indisciplina, quando o estudo se torna monótono, até os alunos que possui um bom comportamento, começa a olhar para o lado para outro, quando não resolve conversa, como os outros fazem, vão dormi na cadeira, pois estão cansado de ficarem ouvindo coisas e mais coisas.
O educador para entrar em uma sala, tem que saber trabalhar com seus alunos, às vezes colocam professores em sala que não tem nem uma formação, não gosta de ser professor estão lá só para não ficarem desempregados, quando vão administrar o tempo de estudos ficam perdidas, não tem seguro no que faz, e os alunos vem isso, e começa manda na sala e em seus colegas.

Tornando suas aulas monótonas e previsíveis, assim como cansativas e chatas, também, quem agüenta só aula expositiva?! O professor não está seguro do que ensina, tornando-se impaciente na hora de uma pergunta difícil. Logo, se o professor não domina a matéria, os alunos não lhe dão crédito, e a bagunça está instalada.
(Adolfo S. Suárez. Sou professor. E agora? Página149)

Por isso que muitas pessoas fala, vida de professor não é fácil, fácil não é mesmo não, e muito difícil para os que brincam com essa profissão de professor. O educador ele tem a obrigação de saber de todo, porque seus alunos estão o tempo nos testando, principalmente, os que tem um péssimo comportamento.
As vezes nos irritamos muito com nossos alunos, uma simples pergunta que nos fazem, quando estamos muitos estressados, ficamos muito irritados, isso nossas crianças percebem, e é mais um ponto que leva lá para o seu comportamento, pontos esses que ficam sendo acumulados por eles, até que um dia perdemos a autoridade que tínhamos com eles, por causa de nossas ações, exemplos.

“Ficar irritado, gritar e castigar os que não se comportam como você quer – atitudes autoridades e retrógradas – não adianta nada. Quando se tenta impor disciplina, a submissão e a revolta aparecem. Hoje, isso não se sustenta mais. O mundo é outro”, acredita Telma”.
(Revista escola outubro 2009 página67)

O que nos vemos em algumas escolas, são professores irritados, e acabam gritando com seus alunos, o papel do professor já não é fácil, porque temos várias coisas que fazemos, pesquisamos, tudo para nosso aluno, chega na sala, não consegue dar nem um conteúdo, por causa das ações de seus alunos, isso nos deixa irritados e acabamos gritando como nossos alunos.

Apenas alguns professores se esforçam para manter seus alunos com disciplina na escola. Apesar do esforço que todos fazem, poucos são os que conseguem, sabemos que a sociedade, escola, professores e pais, são o grandes responsáveis pelo comportamento de nossas crianças.

“Para mudar a perspectiva em relação à indisciplina, é imprescindível que a escola se responsabilize contidianamente por garantir um ambiente de cooperação, em que o valor humano,o respeito, a dignidade e a integridade marquem as relações”.
(Revista escola Outubro 2009 página 70)

Como já foi abordado a escola para ter disciplina nossas crianças precisam de um bom ambiente, em que se sintam, bem, que possam ter carinho e não brigas, que possam aprender a expor seus sentimentos, que também possam aprender a ter respeito, pelos outros colegas, professores e autoridades. A escola tem que trabalhar o aluno para que possa aprender:
1- A demonstrar que a honestidade será sempre considerada importante.
2- Manter se calmo e controlar suas reações.
3- Demonstrar sentimentos.
4- Ter um bom comportamento.
5- Tornar o educando responsável.
O que fazer para manter a disciplina em sal?
1- Planeje seu tempo de estudo. Não confie muito na improvisação.
2- Mantenha a classe ocupada, pois nada provoca tanta indisciplina como o não ter o que fazer.
3- Estabeleça claramente as regras da classe.
4- Antes de exigir educação, seja educado, fino simpático.
5- Evite ameaças que não poderá cumprir, pois isto desmoralizará você.
6- Veja seus alunos como criaturas humanas que precisam da ajuda e orientação do professor.
Podemos notar que tudo depende de um bom ambiente, para que tenham um bom comportamento e uma boa educação.

Sabemos que a indisciplina é um desafio que temos que enfrentar e que não devemos, como educadores fingir que estamos educando como merecem. Na maioria das vezes, a indisciplina dos alunos vem de casa, isso porque a maneira como são tratados os leva a serem indisciplinados.
Indisciplina envolve vários fatores que acarretam e ajudam uma criança a ser agressiva, mal comportada, mal educada e outros. Uma criança indisciplinada precisa ser trabalhada o que ela não tem, o que sua família não consegue transmitir, ou seja carinho, amor, respeito, atenção, entre outros.
Sabe-se que o ambiente tem que proporcionar um lugar agradável, onde os alunos possa transmitir valores, disciplina. Que a principal meta da educação é fazer dos alunos autores de sua própria aprendizagem. Tanto a família quanto a escola contribui para o melhoramento do comportamento do educando.
Para o educador conquistar a criança precisa ganhar a confiança do aluno, para só assim trabalhar a indisciplina. Contudo, a sociedade, a escola, a família e a comunidade trabalhando junto com o mesmo objetivo, podemos alcançar o que desejamos muito, alunos que tenham disciplina com valores étnicos, com futuros brilhantes.

BIBLIOGRAFIA

Semo Suárez, Adolfo. Sou professor. E agora? 2 ed. Engenheiro Coelho – SP: Paradigma, 2005.

Cury, Augusto – Filho brilhantes, alunos fascinantes/Augusto Cury – São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2007.

Cury, Augusto Jorge, 1958 – Pais brilhantes, professores fascinantes Augusto JOrges Cury: – Rio de Janeiro: Sextante, 2003.

Revista escola março 2005.

Revista escola outubro 2009.

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indisciplina escolar /SABINA

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indisciplina escolar

Por: Sabina carneiro Fernandes(2010)

Vamos refletir:
“A criança precisa
mais
de exemplos
do que de conselhos.”

O presente texto objetiva abordar a questão da indisciplina na escola, bem como apontar algumas sugestões para que possam ser se não resolvida, mais amenizadas, uma vez que a indisciplina no contexto escolar é um dos temas que movimenta gestores, professores, técnicos, pais e alunos, vivemos na atualidade, momentos de descontrole emocional, onde o tumulto desenfreado invade quase todas as áreas do comportamento humano e da convivência social, bem como as reações doentias nas mais diversas circunstancias, onde as crianças, jovens e adultos, mal suportam umas as outras, explodindo por motivos irrelevantes, sem significados, armando-se de mal humor. O que deixa transparecer é que trata-se de uma guerra não declarada, cujos efeitos perniciosos aterrorizam a comunidade escolar bem como a sociedade em geral.
Percebemos um aumento assustador de agressividade por parte dos educando, isso é percebível não só na ETI, mais em todas as escolas, ou ainda em nível nacional onde as dificuldades são tantas que professores e gestores até pensam em abandonar suas profissões devido às dificuldades enfrentadas dentro e fora do espaço escolar, fora porque ao saírem das dependências da escola muitas das vezes os alunos partem para resolver questões já iniciadas, mas como tem a supervisão atenta dos educadores eles deixam para concluírem ao sair da escola, isso nos faz perceber o quanto é grave a questão da violência em função da indisciplina.
Tais agravantes tornam ainda piores, ficando quase que insuportáveis quando observamos, por exemplo, os fatores que contribuem para essa temática, dentre os quais podemos citar: suborno do tráfico, as drogas, bebidas alcoólicas e principalmente a falta de compromisso por parte das famílias, o que implica mais o fato da indisciplina, sabendo que a criança tem e deve ser assistida desde a infância para que possa tornar-se um jovem/adulto com caráter, haja vista que a criança como nos remete o provérbio “A criança quando nasce é uma página em branco, desprovida de preconceitos, conceitos, maldades, etc. Com o passar dos anos o caráter da criança vai sendo formado com aquilo que ela recebe daqueles que estão ao seu lado e também pelo meio em que vive”
Com tudo o que percebemos e a falta dos diálogos domésticos saudáveis entre pais, filhos, cônjuges e parceiros, que se agridem mutuamente, sempre ressentidos, extrapolam do lar em direção a via pública, e os reflexos se firmam principalmente nas escolas, onde a maioria das crianças é vitimas dessas desavenças, não só presenciando-as, mais até mesmo sendo agredidas de várias formas pelos pais ou parentes, de forma que perdem a confiança e o respeito pelos demais. De maneira que quando chegam à escola transformam esta em um campo de batalha.
Como resultados desse desequilíbrio desde a infância podem observar os crimes hediondos, asselvajados, estarrecedores que aumentam o índice de maldade em razão da indisciplina arremessada por parte dos pais, a qual acarreta uma série de outros agravantes dentre os quais podemos citar: Crianças que utilizam meios de despistar a vigilância escolar para trazer para dentro das mesmas bebidas alcoólicas, drogas, alucinantes. De forma que deixa claro que a civilização contemporânea periclita nos seus alicerces, onde crescem as ameaças da agressividade e desrespeito a moral que assola desenfreada mente.
Sem dúvida estudiosos do comportamento, educadores, psicólogos, religiosos, pensadores e sociólogos vêm investindo seus melhores recursos na construção da nova mentalidade saudável em busca de vitórias para a reversão do quadro apavalhante, e nós educadores confiamos nos resultados futuras, em fase disso percebemos a preocupação de estarmos sempre procurando as famílias dos nossos educando para conversar, na tentativa de trabalhar a questão da indisciplina apartir dos pais.Sabemos no entanto que esse progresso é lento e exige sacrifício de todos os cidadãos que aspiram pela felicidade e harmonia não só nas escolas mais na comunidade como um todo.
Tais problemas se agravam mais talvez pelo fato de que as escolas públicas são hoje freqüentadas por populações escolares muito heterogêneas, contando no seu seio com um crescente número de alunos que provém de grupos sociais onde subsistem freqüentemente graves problemas de integração social, e a democraticidade do tratamento não elimina os problemas de socialização. Resultado: os problemas são transportados para dentro da sala de aula e até vistos como sinal dos tempos modernos. É comum também entenderem a indisciplina escolar como reflexo da pobreza e da violência presente na sociedade, de modo geral.
Outro fator que pode ser descrito como contribuinte e a ciência e a tecnologia, que respondem por muitas modificações das estruturas ultramontanas, suprindo a ignorância e o primitivismo, por serem usadas para o crime de várias denominações, especialmente dos veículos da mídia como: a internet, a televisão que penetra nas massas, usadas vergonhosamente e sem controle, oferecendo campo de vulgaridades e informações que preparam delinqüentes quentes e viçosos onde os jovens, crianças e até adultos tendem a copiar comportamentos vistos por ídolos.
Fatores que influenciam na indisciplina

Muitos atribuem a culpa pelo “comportamento indisciplinado” do aluno à educação recebida na família, assim como à dissolução do modelo nuclear familiar. Outros parecem compreender que a manifestação de maior ou menor indisciplina no cotidiano escolar está relacionada aos traços de personalidade de cada aluno, definidos desde o nascimento. Outra maneira de justificar a indisciplina na escola bastante presente no meio educacional é a tentativa de associar o comportamento indisciplinado a alguns “traços inerentes” à adolescência, como rebeldia, passividade, intransigência, incapacidade de cooperação, agressividade, entre outros.

Nesse sentido, o primeiro passo a ser traçado é a realização de uma análise no “embrião” do problema, ou seja, na origem da questão, é partir daí que se conhece os motivos que levam os indivíduos a comportar de forma indisciplinada.

Verificar os fatores que possam contribuir pra a indisciplina no espaço escolar.

No entanto devemos antes de julgar o comportamento de alguns, verificar a realidade da escola, da família, o psicológico, o social, além de muitos outros. Pois esses são alguns fatores que contribuem para a indisciplina, e que devemos também nos atentar para a estrutura familiar, nem todos os alunos pertencem a famílias, com recursos suficientes para uma vida digna. Normalmente, verificam-se situações diversas: os pais estão separados e o aluno vive com um deles; o aluno é órfão; o aluno vive num lar desunido; o aluno vive com algum parente; etc. Muitas vezes, essas situações fazem com que a criança tenha comportamento considerado inadequado, como nos remete Piletti (1984) considera, assim como diversos outros autores, que as primeiras experiências educacionais da criança, geralmente são proporcionadas pela família.

Nesse caso a família não oferece à criança um mínimo de recursos materiais, de carinho, compreensão, amor, o que pode acarretar as manifestações de indisciplina, e que até muitas vezes, podem ser expressas como uma forma de se mostrar para o mundo, mostrar sua existência, em muitos casos o indivíduo tem somente a intenção de ser ouvido por alguém, o que para muitos alunos indisciplinados a rebeldia é somente uma forma de expressão.

O que temos observado são alguns tipos de comportamento por parte dos integrantes das famílias dos educando da ETI, comportamentos inadequados mais que são considerados comuns na comunidade, o qual trazem conseqüências negativas para os educandos, por ter os pais o poder de influenciar na aprendizagem de seus filhos através de atitudes e valores que passam a eles, de forma que deixam o professor sem saber como lidar com tais situações de forma que percebo o quanto tem sido dificultado o trabalho do educador, não pelo despreparo do mesmo como cita alguns autores, mas também pela ausência da família no processo educacional das crianças e adolescentes hoje.
Diante desse fato posso aqui citar exemplos acontecidos na Escola de Tempo Integral, onde uma criança agride outra e essa que por sua vez já sabe que pode contar com a ajuda de um irmão mais velho, que com certeza já se interviu em outras situações semelhantes, a criança conta e este por sua vez vem esperar no outro dia a hora da saída dos educandos armando-se com objeto cortante, como forma de defender o irmão mais novo das agressões cofridas por uma outra criança, não sendo o bastante, as mães ficam sabendo do acontecido, mesmo por que a escola tem e deve informar o acontecido com o objetivo de juntos encontrarem soluções, no entanto somos surpreendidos quando estas se enfrentam de forma agressiva na frente das crianças.
Daí só nos resta à seguinte reflexão: o que podemos fazer enquanto educadores em fase de uma problemática desse nível? Sabendo que a criança é um reflexo do que vê? Daquilo que a família passa no longo dos anos, como nos remete o adágio supracitado com freqüência pelo Prof. Plinio Corrêa Oliveira, a fim de recordar a importância dos bons exemplos, os quais persuadem muito mais eficazmente do que as palavras, tal provérbio é de um valor capital, pois os filhos espelham-se nos pais; assim como forem os pais, normalmente serão os filhos.
“0 primeiro ambiente natural e necessário da educação é a família, precisamente a isto destinada pelo Criador. De modo que, em geral, a educação mais eficaz e duradoura é aquela que se recebe numa família bem ordenada e disciplinada, tanto mais eficaz quanto mais clara e constantemente aí brilhar sobretudo o bom exemplo dos pais e dos outros domésticos”. Trecho extraído da Encíclica Divini Illius Magistri,de Pio XI (31 de dezembro de 1929)

De forma que seja cômodo para alguns pensadores culpar o educador e falar de seu despreparo, enquanto que se tivéssemos famílias mais equilibradas, fazendo a sua parte em casa, dando exemplo de educação, no sentido amplo da palavra, não seria tão difícil para o educador, que hoje necessita ser psicólogo, terapeuta, pai, mãe, médico.

Dessa forma podemos salientar que a indisciplina na sala de aula tem muito com cultura de cada criança também, por exemplo, se os pais ensinam boas maneira a seus filhos evidentemente que ele agirá da forma com foi orientado em casa, agora se não há um acompanhamento sistemático da família fica ainda mais difícil resolver a questão pois a falta de educação das crianças na sala de aula nem sempre é culpa dos professores.O que vem de acordo com Tedesco quando diz que:
“A escola se constitui num pólo de referência e ampliação de uma identificação com a família para uma identificação mais geral com o grupo social externo, ou seja, na construção da identidade do ser social.” (Tedesco, 2002).
No que estou de acordo com Eliete online, no que parte da relação da escola com a família é fundamental nessa empreitada, quando diz que é papel da escola motivar a participação dos pais nas ações educativas da escola tendo em vista o desempenho da aprendizagem escolar e a superação de muitos problemas e dificuldades que são apresentados pelos alunos, considerando que esta estreita relação da família com a escola pode contribuir grandemente para o alcance dos objetivos propostos, e antes, por ser uma forma de valorizar e considerar a vivência dos educandos (ABROMAVAY, 2004).

Os professores juntamente com a coordenação e a gestão escolar, conhecendo os problemas de ordem familiar mais freqüente entre seus discentes como os desajustes em virtude de contextos sociais e econômicos conturbados, que agravam situações de ausência da família na vida das crianças e que, na maioria das vezes, podem estar relacionados com a indisciplina das crianças, devem debater reflexões e direcionamentos no sentido de romper o muro que separa a família da escola.

No entanto, o que se percebe por parte dos demais profissionais da educação (diretores, coordenadores, técnicos, etc.) muitos pais, quando provocados a analisar as possíveis causas da incidência desses comportamentos nas escolas, muitas vezes acabam por atribuir a responsabilidade somente ao professor. Nessa ótica, a origem da indisciplina está relacionada exclusivamente à falta de autoridade do professor, de seu poder de controle e aplicação de sanções. O problema parece reduzir-se à presença de maior ou menor “pulso” para administrar e controlar a turma de alunos, assim como aplicar medidas punitivas mais ou menos rigorosas. Nem é preciso ressaltar que, nesse caso, a idéia de autoridade confunde-se com autoritarismo.

Devemos parar para a analise de que a escola é um espaço, fora da família, onde se aprendem as regras da partilha, da cooperação, da solidariedade, da resolução de conflitos, é que deve ser um local sério, mas divertido, exigente, mas flexível e, sobretudo, um local de convívio onde fosse agradável estar, onde se pudesse aprender e crescer, pois é um espaço onde os alunos passam a maior parte do seu tempo, o que para muitos é considerada a sua segunda casa.

Por outra ótica percebemos que a escola não oferece espaços adequados para brincar ou correr nos intervalos. Diante disso, o espaço escolar fica limitado somente à sala de aula, como crianças e adolescentes detêm muita energia, a falta de locais para “gastar” essa energia conduz à indisciplina. O que vem de acordo com Sampaio 2000 quando nos diz que “a indisciplina parece aumentar, estendendo-se agora claramente, desde o primeiro ciclo até o secundário.

Espaço este que deve haver uma estrutura adequada para atender as necessidades dos educando de forma satisfatória espaço de descobertas e experiências, pois sabemos que quando este espaço e demasiadamente fechado, sem ventilação, onde não oferece para as crianças se socializarem com as demais são também fatores que contribuem muito para a questão em debate como nos remete Augusto Cury pag117. 2005.
“as crianças necessitam ter infância, precisam inventar, correr riscos, frustrar-se, divertir-se,se encantar com as pequenas coisas simples da vida.Não imaginam que as funções mais importantes dependem das aventuras de crianças”.

A indisciplina é culpa de quem?

Perante tais problemas é mais fácil para os pais e demais profissionais da educação culparem os professores enquanto os professores remetem a culpa para a família e para o sistema de ensino que os obriga a cumprir objetivos rígidos. No entanto em vez de procurar culpados importa perceber como o problema se iniciou e o que se pode fazer, atuando de uma forma remediativa, já que a prevenção ficou além do que seria desejado e resolvendo as dificuldades em conjunto com as partes interessadas como nos remete Daniel Sampaio (revista do jornal de notícias. 2000) quando vem escrito, critica incansavelmente aspectos como a rigidez da escola, a falta de articulação com outras estruturas entre muitos outros aspectos, salienta sempre que a escola não é apenas um local de instrução e referindo sugestões para possíveis, bem como necessárias intervenções (…).
Em consonância com este argumento, La Taille (1996, p.9) analisa que (…) crianças precisam sim aderir a regras e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os ‘limites’ implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo: o que não poderia ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência de posição ocupada dentro de algum espaço social – a família, a escola, e a sociedade como um todo.

De acordo com Cury, nos fala que “os professores educam a emoção e trabalham nos solos da inteligência para que os jovens não adoeçam em sua mente, os educadores são os profissionais que mais contribuem para a humanidade. Todavia, eles estão em um dos últimos lugares na escala profissional. Acrescenta ainda que qualquer policial é tratado com mais dignidade que eles e reflete que o ponto mais triste é saber que os professores cuidam dos filhos dos outros, mais muitas vezes não tem recursos para educar seus próprios filhos”.
Logo seria de grande valia se todos os profissionais que fazem educação parassem de procurar culpados e se unissem em prol da solução do problema, já que a falta de comportamento dos educandos afeta não só o professor mais todo o sistema educacional.Com tudo segue uma lista de ações cabíveis que o professor pode desenvolver para melhorar a indisciplina, lembrando que ações como esta é cabível a toda comunidade escolar.

O que cabe ao educador fazer para melhorar a indisciplina.

• Se os motivos da indisciplina for extrínsecos à aula , tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva protecção dos pais, carências sociais, forte influência de ídolos violentos, etc. Nestes casos o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam de disfunções entre os alunos e a escola.

* Primeiramente, o professor deve identificar os motivos da indisciplina. Observar os alunos e estabelecer um diálogo pode ajudar muito neste sentido.

* Como segunda opção, e verificando na prática o educador sempre que possível procurar se aproximar da família dos educandos, pois ma maioria dos casos é necessário trabalhar com a família da criança, como forma de reforçar o que foi passado durante o tempo em que ficou na escola.
* Caso acham os tempos de estudo cansativos, o professor pode modificar, adotando atividades estimulantes e interativas. Esta atitude costuma gerar bons resultados.
* Em outras situações, a indisciplina ocorre a partir de uma situação de conflito e enfrentamento entre alunos e professor, alunos e colegas. Alunos e família, alunos e . Neste caso, o professor deve buscar conversar e ouvir os alunos. Cabe ao professor desfazer o clima de conflito e solucionar a situação.
* Outra boa sugestão é criar algumas regras comuns para o funcionamento dos tempos de estudo. O professor pode fazer isso com a ajuda dos próprios alunos. Dentro destas regras podem constar: levantar a mão e aguardar a sua vez antes de perguntar ou falar, fazer silêncio em momentos de explicação, falar num tom de voz adequado, etc.
* Com estas e outras atitudes, o professor vai ganhar o respeito de seus alunos. Este respeito é uma porta aberta para, através do diálogo com os estudantes, buscar soluções adequadas para melhorar as condições dos tempos de estudo na escola.

alguns passos para ajudar a combater a indisciplina com alunos

1 – Estabeleça regras claras
2 – Faça com que seus alunos as compreendam
3 – Determine uma sanção para a quebra das mesmas
4 – Determine uma recompensa para seu cumprimento
5 – Peça apoio de seus colegas de equipe
6 – Estabeleça estratégias em conjunto com a equipe; os alunos precisam perceber a hegemonia das atitudes
7 – Respeite seus alunos
8 – Ouça-os
9 – Responda ao que lhe for perguntado com educação e paciência
10 – Elogie boas condutas
11 – Seja claro e objetivo em suas intervenções
12 – Deixe claro que o que é errado é o comportamento, não o aluno
13 – Seja coerente em suas expectativas
14 – Reconheça os sentimentos de seus alunos e respeite-os
15 – Não lhes diga o que fazer; permita que cheguem às suas próprias conclusões
16 – Não descarregue a sua metralhadora de mágoas em cima deles
17 – Encoraje sempre
18 – Acredite no potencial de cada um e no seu
19 – Trabalhe crenças negativas transformando-as em positivas
20 – Seja afetuoso(a)

Para concluir.

Apesar da intensidade com que os problemas de indisciplina têm sido vivenciados nas escolas , devemos procurar melhorar nossa maneira de olhar os nossos educandos, acredito que o primeiro passo é procurar contribuir de forma significativa através de muitas leituras de excelentes livros que abordem o tema, pois será de fundamental importância para realização da transformação que tanto necessitamos nos nossos educandos.
Lembrando que nós educadores devemos nos atentar para as tendências naturais que temos de estar sempre justificando nossos defeitos com racionalismo, mesmo por que são artimanhas inconscientes, mas se faz necessário que reconheçamos a fundo esses defeitos em todas as suas potencialidades, haja visto que somos aquilo que conseguimos realizar e não aquilo que pretendemos. E que é através dos nossos erros que com certeza podemos aperfeiçoar o modo de evitá-las, de forma que contribua grandemente na educação de nossas crianças, formando cidadãos comprometidos com a dignidade e a decência.

Referências Bibliográficas

Revista Aprendizagem (setembro, outubro. 2007 pag. 44, 45, 46.)
Revista Reformador (nº 2174. Maio de 2010)
Psicologia do desenvolvimento (UEMA 2010.)
Revista Nova Escola (pag. 78 nº 226, outubro de 2009)
Revista Pátio (maio, julho de 2007 pag. 22, 23, 24)
Google
Augusto Cury (Pais brilhantes, professores fascinantes)
Augusto Cury (Professores brilhantes, alunos fascinantes)
Piletti (1984)
Prof. Plinio Corrêa Oliveira
Encíclica Divini Illius Magistri,de Pio XI (31 de dezembro de 1929)
Tedesco, 2002
Eliete online
ABROMAVAY, 2004
Daniel Sampaio (revista do jornal de notícias. 2000)
La Taille (1996, p.9)

A Indisciplina Escolar/CARMEM

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A Indisciplina Escolar

Carmem Lúcia Marinho Parreão (2010)

Introdução

Procuro aqui levantar algumas questões que gira em torno da indisciplina escolar,propondo assim uma reflexão dos diversos fatores que contribuem para que o aluno seja indisciplinado, entre eles, falta de estruturação das escolas ou até mesmo problemas sociais e familiares. Sabendo que a indisciplina escolar está sendo um dos maiores desafios do educador do século XXI. Pretendo com esse texto trazer algumas contribuições para que o educador compreenda o que está gerando esta indisciplina, pois este é o responsável direto pelo aluno, não compreendendo a indisciplina, o educador acaba frustrando, repassando aos educandos suas frustrações e pessimismo. Levando assim o aluno a se sentir com baixa estima ou até mesmo rejeitado ou excluído. Às vezes o educador sente-se sozinho neste barco é onde surge a necessidade de apoio ao educador, para que ele possa cuidar bem da aprendizagem de seus alunos.

O Professor, e a Indisciplina Escolar

Muitos casos de indisciplina na escola as vezes são apontadas somente para o professor como nos diz Tereza C. Rego (2007, p. 22):

Os profissionais da educação (diretores, coordenadores, técnicos, e etc.) e muitos pais quando provocados a analisar as possíveis causas da incidência desse comportamento nas escolas, muitas vezes acabam por atribuir a responsabilidade ao professor. Nessa ótica, a origem da indisciplina está relacionada exclusivamente a falta de autoridade do professor, de seu poder de controle e aplicação de sanções. O problema parece reduzir-se a presença de maior ou menor “pulso” para administrar e controlar a turma de alunos assim como aplicar medidas punitivas mais ou menos rigorosas.

Sabemos que muitas vezes o professor é taxado como uma pessoa sem controle de sala, sem autoridade, mas essa autoridade não pode ser confundida com autoritarismo. A autoridade é gerada da confiança que ele adquire com seus alunos quando ele é taxado assim as outras partes responsáveis pela educação das crianças estão esquecendo do seu papel que também deve ser exercido dentro e fora da escola. Pois como define Torres (2003, p. 83)

Uma comunidade de aprendizagem é uma comunidade humana organizada que constrói um projeto educativo e cultural próprio para educar a si própria, suas crianças seus jovens e adultos, graças a um esforço endógeno, cooperativo e solidário, baseado em um diagnóstico não apenas de suas carências, mas, sobretudo, de suas forças para superar essas carências.

Torres apenas nos confirma que, para que tenhamos sucesso em nossos projetos é necessário que toda a comunidade se empenhe e sejamos todos parceiros cada um desempenhando seu papel.
Os professores em seu cotidiano se queixam dos problemas da indisciplina escolar que tanto os afligem. Hoje posso aqui relatar vários problemas que encontrei quando comecei a trabalhar na ETI “Paulo Freire” por se situar em um bairro onde encontramos graves problemas familiares e sociais, um dos mais graves problemas entre os alunos era a violência, essa reação nos mostrou que algo não estava acontecendo de forma dinâmica e atraente, levando-nos a uma reflexão e a várias mudanças.
Posso também aqui relatar que os meses foram se passando e os problemas diminuindo na minha sala de estudos a uns dois meses nenhum aluno se agrediu fisicamente. Percebo também que a maior parte da indisciplina que tinha em minha sala de estudos, era também uma reação, pois estes sentiam-se presos, pois estavam acostumados passar o tempo inteiro na rua, mas agora eles estão mais adaptados, gostando de ficar na escola, pois esta lhes oferece momento de aprendizagem e lazer.
Este problema de indisciplina escolar acontece em todas as escolas e em todas as salas de aulas, mas às vezes não são resolvidos, porque todos se perguntam: de quem é a culpa de tanta indisciplina? Sem se dar conta que a culpa é de tudo que gira em torno da criança, é da família, da escola é do professor ,por ser este o responsável direto para que o aluno aprenda bem, ou não, ou seja, ele deve buscar todos os artifícios para que o aluno encontre na sala de estudos estímulo e eficácia na aprendizagem.
Muitos professores apontam a questão da indisciplina somente para que haja mudança no aluno, no entanto se esquece de auto-avaliar-se, precisamos ter cuidado, pois a indisciplina também pode ser gerada de momentos de estudos maus elaborados e repetitivos, onde só o professor pode falar e o aluno é mero ouvinte. Esse professor precisa rever suas práticas para então almejar no futuro alunos disciplinados.
Segundo Celso Antunes ( 2002, p. 31) “Uma excelente maneira de habituar o aluno à disciplina que todos queremos é a segurança em perceber que no futebol, na casa, na rua, na vida e, é claro na escola existem regras e existem a serenidade de quem as relembra e cobra”. Isso nos mostra o valor de seguir regras e estabelecer limites, pois as regras devem ser seguidas não só por alunos, mas deve começar pelo professor, para que eles lhe vejam como exemplo a ser seguido.
O professor deve ser organizado, ter auto-estima, ser conselheiro e buscar ouvir, compreender cada aluno no seu individual, para então buscar solucionar com sabedoria suas angústias e aflições, construindo assim um elo entre professor e aluno, esse passo é muito importante para que a escola se torne um lugar onde a criança sinta-se acolhida e seja um ambiente prazeroso para ocorrer a aprendizagem.
Assim fala Mielnik (1982):
“Crianças excessivamente inquietas, agitadas, com tendências à agressividade, se destacam no grupo pela dificuldade de aceitar e cumprir as normas, às vezes, não conseguindo produzir o esperado para sua idade. Estas crianças representam um desafio para suas famílias e escola, cabendo a estes estabelecer os métodos de orientação mais condizentes a cada situação e estabelecer os níveis de regimes necessários para obtenção da disciplina.” (p. 60).

No cotidiano das escolas é comum presenciar todos os dias cenas de descumprimento a regras da escola. Em muitas escolas os educadores ficam de mãos atadas pois, os alunos sentem-se donos da razão praticando assim atos que não condizem com o perfil de sujeitos disciplinados.

Como sabemos para que ocorra a aprendizagem o aluno precisa senti-se motivado é através da motivação que o aluno sente-se útil, é fundamental que o professor conheça as qualidades de seus alunos, para elogiá-los e os motivar isto leva o aluno a crescer no seu individual e sentir a necessidade de mudança é a partir da motivação que iremos construir alunos mais disciplinados.
A motivação não leva ao total desaparecimento da indisciplina, pois há casos específicos que a indisciplina vai além dos esforços dos professores, posso aqui também relatar que na E.T.I. “Paulo Freire” podemos perceber que alguns alunos vem fazendo com que os educadores se redobrem, mas estes educadores vem conseguindo vitórias, pois o principal objetivo é levar o aluno em todos os momentos a “aprender bem” seja dentro ou fora das salas de estudo. Por esse motivo os educadores buscam apoio aos gestores e ao GB ( Grupo Base), para que ambos encontrem o caminho mais viável, para a resolução dos problemas encontrados. Uma das soluções que encontramos é levar o aluno a pensar e construir, ou seja, levá-lo a se sentir autor de seu próprio conhecimento.
Segundo Celso Antunes (2002, p. 17) “Jamais mate a curiosidade apresentando afoitadamente a resposta; faça-os buscar pelos caminhos da pesquisa, pela reflexão do debate. Você perceberá que a “aula voa”, a indisciplina se esconde, o interesse cresce”. Isso nos mostra o valor da pesquisa e do debate como ponto de partida que o aluno encontre respostas e torne-se sujeito crítico e autônomo. É através da pesquisa que ele irá usar as tecnologias disponíveis na escola, mas sabemos que estas pesquisas devem ser planejadas e organizadas pelo professor.
Quando falamos de pesquisa, devemos rever que objetivos os professores tem para está, pois sabemos que a pesquisa apenas para notas ou um simples passa tempo, não leva o aluno a se sentir motivado a pesquisar, pois esta necessita de orientação e acompanhamento do professor. Posso aqui relatar que com os alunos da E.T.I. “Paulo Freire”. A pesquisa na internet, também foi um passo positivo para os problemas de indisciplina dentro da escola, pois este ao começarem a usar a tecnologia sentirão o gosto de está em frente à tela de um computador fazendo assim a leitura de diversas curiosidades e assuntos que foram planejados e objetivados pelo professor, pois como nos afirma Poli (2006, 127) “A criança precisa receber regras claras e objetivas, que premiam a boa conduta e disciplinam a má sem grito nem agressões; apenas fazendo com que as regras existem em tudo que vamos fazer e que só conseguimos êxito se a respeitarmos.
A criança precisa sentir segurança e firmeza no professor para que o trabalho seja dinâmico e atraente para o aluno. Posso aqui dar algumas dicas que contribuiu para a melhoria da indisciplina E.T.I. “Paulo Freire”:

• Olhe sempre no olho do seu aluno ao falar com ele
• Seja sempre você o primeiro a cumprir as normas e regras da escola
• Seja pontual e organizado
• Converse sempre com seu aluno
• Procure sempre conhecer a individualidade do seu aluno
• Cumprir sempre o que falar para seus alunos.
• Nunca retirar a criança da sala de aula, procure mostrar que ela é importante na sala e na escola.
• Ter sempre o cuidado de mostrar o que os alunos irão fazer durante o dia, ou seja, eles devem ver a rotina de cada dia.
• Observar e acompanhar todas as atividades que solicitar ao seu aluno.
• Chamar sempre o aluno pelo seu nome.
• Dê sempre alguma responsabilidade à criança, assim ela irá sentir-se útil.
• Nunca faça para os alunos o que eles mesmos conseguem fazer sozinhos.
• Planeje seus momentos de estudo de forma que os alunos se envolvam.

O que o espaço escolar tem a ver com a indisciplina

A escola também é responsável pela educação das crianças, mas quando esta não está preparada fisicamente pode interferir no comportamento de algumas crianças. Quando falamos em estrutura física, logo pensamos o que isso tem a ver com a indisciplina escolar? Posso aqui relatar um pouco da minha experiência na E.T.I. “Paulo Freire”, a estrutura física da escola interfere bastante, pois a mesma é uma escola onde as crianças ficam o dia inteiro na escola, por se situar em um bairro onde costumamos ver as crianças o dia inteiro nas ruas, podemos falar que nos primeiros meses eles sentiram se em uma prisão e a única reação que eles tinham era a violência entre eles. Mas agora com a diversidade de atividades que eles encontram na E.T.I. “Paulo Freire”, a questão indisciplina, melhorou.

As escolas devem dispor de salas de aula amplas, e arejadas, de laboratório de informática, biblioteca e quadra de esportes, onde os alunos tenham acessos a atividades dirigidas para que em todos os espaços as crianças sejam levadas a aprendizagem. Como sabemos nem todas as escolas dispõem de uma estrutura física adequada, pois as salas são quentes, onde eles não dispõem de espaço para descanso e nem de parques, e a biblioteca não é adequada á sua idade, mas os professores e gestores têm procurado diversificar as atividades das crianças com o que a escola dispõe.
O espaço escolar deve ser acolhedor, calmo e organizado, onde todos possam participar com autonomia dos momentos de estudo. Como nos afirma Tiba (2006, p. 128) “Classes muito barulhentas, nas quais ninguém ouve ninguém; salas muito quentes, escuras, alagadas ou sem condições de acomodar todos os estudantes são locais pouco prováveis de se conseguir boa disciplina”. As palavras de Tiba apenas afirmam que as crianças devem ter um espaço escolar, bem organizado e com uma estrutura física adequada, só então poderemos ter menos indisciplina nas escolas.
A indisciplina na escola também pode vir da falta de cumprimentos das regras e normas estabelecidas pelo regimento interno da escola. Como nos diz Poli (2006, p.164) “O caminho precisa ser trilhado em conjunto. Quando você anda com a criança, o seu exemplo serve de referencial para ela”. A escola também tem esse papel de acompanhar em conjunto com todo o corpo docente o caminho que a criança está trilhando, sabendo que a escola e os educadores sempre serão referencial para os alunos, pois se os educadores são os primeiros a descumprir o regimento da escola, que referencial as crianças terão? É então que encontramos o papel crucial do educador que assim como a família deve servir de exemplo a ser seguido pelas crianças.

A família

A família é a primeira escola das crianças, pois como nos diz Poli (2006, p. 11) ”O processo de criar um filho, em muitos aspectos, é bastante semelhante ao de educar um aluno”. Como sabemos os educadores em sua maioria também são pais e sabem as dificuldades que as famílias hoje sentem em educar os seus filhos, pois estes não conseguem estabelecer regras e nem limites aos seus filhos, em sua maioria as crianças ficam o dia inteiro com babás e só vêem os pais a noite como estes se sentem ausentes, fazem tudo que as crianças desejam. Como nos diz Poli (2006, p. 29) “ A medida que a criança cresce, a dificuldade de impor as regras aumenta”. As regras devem ser estabelecidas desde cedo pelos pais, a criança deve ser ensinada, quantas vezes for necessário, pois só irá compreender através da repetição destas.
Outro fator que reflete na escola é as crianças que vem de famílias desestruturadas, onde estas não participam da vida escolar das crianças, sabemos que a escola necessita da família, pois ambas devem dá as mãos, ou seja, devem ser parceiras a fim do mesmo objetivo. A disciplina deve ser também papel da família, como diz Tiba (2006, p. 117)

Para atingirmos o objetivo maior da felicidade, precisamos da disciplina. É ela que nos ajuda a não sofrer quando algumas pequenas vontades, menos essenciais ao ser humano, não podem ser satisfeitas. A disciplina é um dos pilares do crescimento civilizado do homem e, consequentemente, um valor social importante.

Os pais e educadores são responsáveis pela formação social das crianças, para que estas tenham sucesso em sua vida é necessário que os pais e a escola, mostre a criança que nem tudo que queremos podemos ter na hora em que queremos, e que tudo é conquistado aos poucos, pois os pais hoje em sua maioria fazem todos os desejos dos filhos levando estes a não compreender que na vida às vezes necessitamos receber “não” até mesmo para o nosso crescimento. Para La Taille (1995, p.120) “ se desde cedo a criança aprende que há limites a serem respeitados, aos poucos ela própria vai compreendendo que as regras são como contratos estipulados para que todas as partes sejam beneficiadas”. O limite deve começar dentro da família, pois ao estabelecermos limites estamos contribuindo de forma significativa para que as crianças em sua maioria sejam disciplinadas.
A relação da criança com a escola é de alguma forma afetada pela significação que a família dar a ela e aos estudos e suas relações com as demais crianças.
Como afirma Outeiral (1994):

“saber e obter prazer pelo saber certamente está mediatizado em primeiro lugar pelos pais e, depois, mais tarde, pelos professores e pela escola. O desejo de um pode compensar o outro, ou até anular seus efeitos.”(p. 39)”.

A família também é um fator que ajuda as crianças, na questão da indisciplina, pois a família é a primeira escola das crianças. Cris Poli (2006) comenta em seu livro que “ouvi comentários e presencia cenas que chegam à beira da insanidade: famílias xingam-se constantemente, não há respeito, filhos gritam com a mãe e desmandam o pai”. Isso reflete na escola, pois as crianças estão acostumadas a não terem limites e não respeitar as pessoas, quando chegam à escola suas ações estão apenas refletindo a vivência em casa. Posso aqui relatar que na E.T.I. “Paulo Freire” já ouvimos relato de mãe que não sabe o que fazer com seu próprio filho, como o professor em um certo intervalo de tempo, irá resolver todo o problema da indisciplina. Como diz Abgail online (2010) “A família precisa ser parceira da escola na educação das crianças e a escola parceira da família”. Só então iremos construir junto uma educação de qualidade onde ambos cumpram seu papel na educação das crianças.

Para Concluir

A indisciplina está ligada diretamente ao espaço escolar, mas esta também reflete os problemas familiares, pois tudo isso interfere no comportamento das crianças. Compreendo todas as causas da indisciplina escolar, os problemas podem ser solucionados com apoio e intervenções onde cuidem do aluno no seu individual.
Aos educadores, precisa cada vez mais apoio, e de atenção para que suas dificuldades sejam orientadas para que este possa compreender ,conhecer e saber agir diante dos problemas da indisciplina.
A família deve sempre buscar estabelecer desde cedo limites e regras as crianças para estas compreendam o valor da disciplina na vida. A escola e o professor devem buscar compreender e exercer seu papel que é formar cidadãos autônomos críticos e capaz de exercer sua cidadania.
Portanto, é necessário que escola e família andem de mãos dadas rumo ao mesmo objetivo que é propiciar ao aluno uma aprendizagem significativa onde todos possam exercer o seu papel com amor e responsabilidade.

Referências Bibliográficas

De La Taille, Yves J.J. M. R. (1995) Prefácio à educação brasileira. In Jean Piaget. O Juizo Moral na Criança. São Paulo: Sum mus.

Tiba, Icami. Disciplina: Limite na medida certa. Novos Paradigmas/ Içami Tiba, – Ed. Ver. Atual. E ampl. – São Paulo: Integrare Editora 2006.

Poli, Cris. Filhos autônomos, filhos felizes. / Cris Poli – São Paulo: Editora gente, 2006.

MIELNIK, Isaac. O Comportamento Infantil: Técnicas e Métodos para entender Crianças. 2.ª edição, editora: Ibrasa, São Paulo – SP, 1982.

OUTEIRAL, José Ottoni. Adolescer: Estudos sobre Adolescência. Editora: Artes Médicas, Porto Alegre – RS, 1994

Antunes, Celso, 1937 – Professor bonzinho = aluno difícil: a questão da indisciplina em sala de aula/ Celso Antunes. Petrópolis, RJ: Vozes 2002.

INDISCIPLINA NA ESCOLA/ERISVAN

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INDISCIPLINA NA ESCOLA
Erisvan Rodrigues Milhomem

AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE VIVENCIAM

Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar.
Se convivem com a hostilidade, aprendem a brigar.
Se as crianças vivem com medo, aprendem a ser medrosas.
Se as crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas.
Se vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas.
Se convivem com a inveja, aprendem a invejar.
Se vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa.
Se vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.
Se as crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes.
Se vivenciam os elogios, aprendem a apreciar.
Se vivenciam a aceitação, aprendem a amar.
Se vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas.
Se vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo.
Se as crianças vivem partilhando, aprendem o que é generosidade.
Se convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade.
Se convivem com a equidade, aprendem o que é justiça.
Se convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é respeito.
Se as crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si mesmas e naqueles que as cercam.
Se as crianças convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que o mundo é um bom lugar para se viver.

– Dorothy Law Nolte

INTRODUÇÃO
Este texto traz uma reflexão sobre a indisciplina da escola atual, sendo esta considerada como importante empecilho para o processo de aprendizagem. O tema tem sido um grande desafio que os educadores têm encontrado em relação à indisciplina em sala de aula e na escola, tanto na pública quanto na particular. O referido tema será abordado através de estudos e conceitos apresentados por diversos autores que vem sendo debatido ao longo do tempo, para esclarecer melhor o porquê, e os fatores que contribuem para a indisciplina na escola, bem como possíveis soluções para banir a indisciplina especificamente na sala de aula. As preocupações de professores, pais e educadores em geral, relativos aos comportamentos escolares dos alunos, têm sido em questões associadas à desordem, ao desrespeito,a regras de conduta e à falta de limites. A origem dos comportamentos ditos indisciplinares podem estar em diversos fatores: uns ligados a questões relacionadas ao professor,principalmente na sala de aula; outros centrados nas famílias dos alunos; outros verificados nos alunos; outros gerados no processo pedagógico escolar; e outros alheios ao contexto escolar. Estas questões tem ocupado um espaço cada vez maior do cotidiano escolar.
A partir do exposto até aqui, fica claro que um dos maiores desafios é o resgate do professor como sujeito de transformação: acreditar que pode, que tem um papel a desempenhar muito importante, embora limitado. Acreditar na
possibilidade de mudança do outro, de si e da realidade.

INDISCIPLINA NO CONTEXTO ESCOLAR

A Indisciplina atualmente é vista como um dos principais entraves na educação, a escola enfrenta grandes dificuldades para estabelecer normas aos educandos, revelando-se uma instituição em crise gerada talvez pela falta de diálogo e a impossibilidade de alcançar uma integração entre alunos, escola e família, ou seja, tornou-se um obstáculo ao trabalho pedagógico e os professores ficam desgastados, tentam várias alternativas, e já não sabendo o que fazer, chegam mesmo em algumas oportunidades a pedir ao aluno indisciplinado que se retire da sala já que ele atrapalha o rendimento do restante do grupo. A indisciplina escolar não é um fenômeno estático, ao contrário, está evoluindo a cada dia nas escolas. Segundo (AQUINO, 1996b). A indisciplina escolar apresenta atualmente expressões mais complexas’’ criativa,’ tornando-se mais difícil de se compreender e resolver de modo efetivo, o problema que vem ocorrendo constantemente nas escolas.
Partindo desse pressuposto podemos observar que a indisciplina no contexto tem movimentado professores, gestores, pais e alunos. É preciso considerá-la como parte de um organismo que a sociedade, e a vida em sociedade pressupõem a criação e o comprimento de regras e preceitos capazes de nortear as relações, possibilitar o diálogo, a cooperação e a troca entre membros deste grupo social. Acredita-se também que a escola assim como a sociedade vem passando por mudanças significativas, mas precisam de regras, normas que orientem seu funcionamento de convivência entre os diferentes elementos que nela atuam. Nesse sentido,as normas deixam de assumir a característica de instrumentos de castração e, passam a ser compreendidas como condição necessária ao convívio social. Segundo (Rego, 1996). O disciplinador é aquele que educa, oferece parâmetros e estabelece limites.
Diante deste argumento, La Taille (1996, p.9) analisa que crianças precisam sim aderir a regras e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os limites implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo: o que não poderia ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, da consciência da posição ocupada dentro de algum espaço social – a família, a escola, e a sociedade como um todo.
Vale ressaltar o quanto dividir a responsabilidades em pequenas questões ajuda as crianças a se prepararem para tomar decisões importantes no futuro. Se nossos alunos percebem que os escutamos e consideramos suas ideias com respeito, vão se mostrar mais dispostos a falar conosco e a trabalhar em conjunto para resolver os problemas.
Sabemos que o relacionamento saudável entre educador e educando é construção coletiva, pois potencializa a interação e abre espaço para a aprendizagem. Haja visto que, implica em aprender a administrar uma sala de aula, estabelecer um bom diálogo; saber resolver situações mal entendidas. Vale ressaltar também que o professor precisa analisar profundamente sua própria postura,ou seja, refletir se de fato está sendo ou não conivente com os comportamentos que deseja modificar. Por exemplo: falar de normas e regras, e na prática ignorar atitudes incorretas contrariando o que fala. Outra situação é dar oportunidade para uns se manifestarem e outros não.
Para Cláudia França, 2010.
Muitas vezes, a indisciplina pode ser um indício de alguma carência do aluno como, por exemplo, a falta de compreensão do conteúdo, que ocasiona a falta de interesse para estudar e continuar prestando atenção nas aulas.

Ao analisarmos bem o que afirma o artigo, acima citado , podemos dizer ao longo dos últimos anos muitos professores foram destituídos de seu lugar, por estarem desqualificados, desatualizados,desmotivados.A grande maioria utilizam procedimentos metodológicos que pouco desafiam os alunos a pensar,sobretudo construir conhecimentos.As aulas pouco atrativas,não estimulam a participação dos alunos.É preciso repensar essas práticas de modo que o professor possa promover aprendizagens significativas, e que de fato o aluno seja estimulado a aprender.

No contexto escolar a indisciplina é fator preocupante, mas cabe ao professor procurar investigar porque este ou aquele aluno não consegue ter interesse em fazer as atividades propostas. Embora seja difícil e complexo lidar com esta falta de estímulo, o professor não pode desistir de nenhum aluno. Pedro Demo afirma que: “ser professor é cuidar que o aluno aprenda bem”. Pois o professor precisa está atento e disposto a cuidar do aluno, e assim a escola terá condições de proporcionar aos seus educando uma educação significativa que os valorize favorecendo seu desenvolvimento ativo e participativo em sala de aula que lhe sirva como meios para contribuir para construção da sua autonomia.
Para que de fato aconteça a construção dessa autonomia é fundamental que o professor cumpra seu papel, ou seja, precisa trabalhar com afetividade e a motivação, pois quando estas fazem parte do processo de aprendizagem podemos assim usar como fonte de energia que influencia na velocidade com que se constrói o conhecimento, pois, quando as pessoas se sentem seguras e motivadas , aprendem com mais facilidade.
Desse modo o professor passa a se preocupar com a motivação dos alunos, tendo maior compromisso com seus procedimentos metodológicos,bem como as questões afetivas,obtendo dessa forma uma relação verdadeira com todos. Sob uma visão Piagetiana, o professor que na sala de aula dialoga com seu aluno, busca decisões conjuntas por meio da cooperação, para que haja um aprendizado através de contratos, que honra com sua palavra e promove relações de reciprocidade, sendo respeitoso com seus alunos, obtendo dessa forma um melhor aproveitamento escolar.
Partindo desse pressuposto fica claro que é papel do professor criar, junto com seus alunos, um ambiente cooperativo e fazer com que ambos compreendam a sua importância recuperando-se assim a auto-estima nos alunos. Segundo (Antunes. 2002 p. 14). Faça-o descobrir que você quer ajuda-lo, sabendo o que o desagrada tanto, o que tantas vezes essa conversa gostosa, olho no olho, abre horizontes, cria cumplicidade e elimina um alvo em que antes, para seu
regozijo, você buscava sempre acertar (ANTUNES. 2002 p.14).

Vale ressaltar que a indisciplina no contexto escolar, muitas vezes esta ligada a falta de preparo do professor e que esta em sua maior expressão é um desafio a que o professor deve enfrenta a fim de superar este problema. Percebemos ainda que a falta de valorização do professor, contribui para agravar mais este quadro da disciplina, pois um profissional que não é valorizado, dificilmente poderá trabalhar dignamente. Para mudar essa triste realidade é fundamental que todos os profissionais de educação tome consciência de sua condição, sobretudo buscar sair dela para assim criar meios para mudanças significativas em toda a estrutura de ensino da qual faz parte.
“(…) Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda.
Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, não temos outros caminho, se não viver plenamente a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que dizemos e o que fazemos.”
Paulo Freire

POSSÍVEIS FATORES QUE CONTRIBUEM PARA A INDISCIPLINA ESCOLAR E POSSÍVEIS SOLUÇÕES:
A indisciplina permanece sendo, atualmente, um dos maiores problemas pedagógicos enfrentados pelos professores na escola. Como afirma Aquino (1996), “Há muito os distúrbios disciplinares deixaram de ser um evento esporádico e particular no cotidiano das escolas brasileiras, para se tornarem, talvez, um dos maiores obstáculos pedagógicos dos dias atuais” (p.09). Para Parrat-Dayan (2008), “os problemas de indisciplina manifestam-se com freqüência na escola, sendo um dos maiores obstáculos pedagógicos do nosso tempo.” (p.07).
• Fatores relacionados ao professor

O aluno contesta porque não está de acordo com as exigências do professor, com os valores que ele pretende impor, com os seus critérios de avaliação, a sua parcialidade. Existe entre o professor e o aluno uma relação desequilibrada. O aluno não aceita o professor ou a sua disciplina. O professor não consegue motivar o aluno ou despertá-lo ou cativá-lo.
Sabemos que o papel do professor é fundamental no processo de aprendizagem, não como figura central, mas sim como mediador do processo educativo que busca procedimentos estimulantes e desafiadores, para que neles ocorra a construção de conhecimentos significativos.

Vasconcellos (2003, p. 58) diz que:

O professor desempenha neste processo o papel de modelo, guia, referência (seja para ser seguido ou contestado); mas os alunos podem aprender a lidar com o conhecimento também com os colegas. Uma coisa é o conhecimento “pronto”, sistematizado, outro, bem diferente, é este conhecimento em movimento, tencionado pelas questões da existência, sendo montado e desmontado (engenharia conceitual). Aprende-se a pensar, ou, se quiserem, aprende-se a aprender.

• A indisciplina centrada no aluno

Os alunos têm assumido diversas formas de indisciplina. As formas mais freqüentes são comportamentos violentos verbais ou físicos: agride outro aluno; agride o professor; bate na mesa; sai pela janela, atira objetos, ofende verbalmente.
É necessário que o professor desenvolva e conquiste maior autonomia para lidar com a indisciplina na sala de aula. Mas isso não significa deixar o professor atuar sozinho com a indisciplina, é fundamental que na escola aconteça um trabalho em parceria, baseado em responsabilidades claramente definidas e no auxílio estratégico de toda equipe de apoio pedagógico em situações que requerem maior intervenção.
Para Gómez (2000, p. 81):
O ensino é uma atividade prática que se propõe dirigir as trocas educativas para orientar num sentido determinado as influências que se exercem sobre as novas gerações. Compreender a vida da sala de aula é um requisito necessário para evitar a arbitrariedade na intervenção. Mas nesta atividade, como noutras práticas sociais, como a medicina, a justiça, a política, a economia, etc., não se pode evitar o compromisso com a ação, a dimensão projetiva e normativa deste âmbito do conhecimento e atuação.

• A indisciplina centrada na família

As famílias não participam da vida escolar dos filhos e na sua grande maioria ainda culpam a escola pelo baixo rendimento dos filhos.
Sabemos da importância da colaboração da família, pois, quando estas participam da vida escolar dos filhos conseqüentemente torna-se mais fácil a integração dos alunos e automaticamente melhora a qualidade do processo de aprendizagem. O envolvimento da família melhora a imagem da escola e seu vínculo com a comunidade, pois não se aprende só na escola. Nesta aprende-se a aprender, mas para que isso aconteça de fato o aluno precisa ser estimulado por meio de um ambiente favorável, e é na família que os alunos adquirem os modelos de comportamentos que exteriorizam na sala de aula.
A família deve se esforçar em estar presente em todos os momentos da vida de seus filhos. Presença que implica envolvimento, comprometimento e colaboração. Deve estar atenta às dificuldades não só cognitivas, mas também comportamentais.
Na atualidade, as crianças chegam à escola e desenvolvem sua escolaridade sem o apoio familiar tradicional.
TEDESCO, 2002, P. 36. Afirma que:
Essa erosão do apoio familiar não se expressa só na falta de tempo para ajudar as crianças nos trabalhos escolares ou para acompanhar sua trajetória escolar. Num sentido mais geral e mais profundo, produziu-se uma nova dissolução entre família e escola, pela qual as crianças chegam à escola com um núcleo básico de desenvolvimento da personalidade caracterizado seja pela debilidade dos quadros de referência, seja por quadros de referência que diferem dos que a escola supõe e para os quais se preparou (TEDESCO, 2002, p.36).
Diante desta afirmação fica claro que tanto a família quanto a escola devem manter uma relação de proximidade e cooperação, porém, o que parece tão óbvio nem sempre ocorre de fato.Pode-se afirmar que a escola não pode viver sem a família e a família não pode viver sem a escola, pois, é através da interação desse trabalho em conjunto, que tem como objetivo o desenvolvimento do bem-estar e da aprendizagem do educando, os quais contribuirão na formação integral do mesmo.

Para concluir
A questão da disciplina escolar, é um problema que se reflete no interior das escolas, porém, é um problema que não está restrito somente a professores, alunos, sociedade e família, mas é um problema que está em toda a estrutura do país. A indisciplina escolar esta imposta autoritariamente, e o aluno jamais se sentirá obrigado a cumpri-la, e a indisciplina poderá ser um protesto em relação à autoridade e a conseqüência da falta de carinho, afetividade e compreensão.
Percebe-se que o papel da escola é relevante, não para compensar carências afetivas e disciplinares da família, mas sim de provocar transformações e desencadear novos processos de desenvolvimento e comportamento.
É papel do professor criar, junto com seus alunos, um ambiente cooperativo e fazer com que ambos compreendam a sua importância recuperando-se assim a auto-estima nos alunos.
Segundo Gotzens ( 2003, p. 22):

A disciplina escolar não consiste em um receituário de propostas para enfrentar os problemas de comportamentos dos alunos, mas em um enfoque global da organização e da dinâmica do comportamento na escola e na sala de aula, coerente com os propósitos de ensino. […] Para isso é preciso, sempre que possível, antecipar-se ao aparecimento de problemas e só em último caso reparar os que inevitavelmente tiverem surgidos, seja por causa da própria situação de ensino, seja por fatores alheios à dinâmica escolar.
Contudo, a escola é além da família um dos agentes responsáveis pela integração do sujeito na sociedade. Para tanto deve buscar meios para que as propostas de trabalho sejam interessantes para que os alunos possam sentir-se bem, e motivados para aprenderem. Precisa cuidar para que o ambiente escolar seja um espaço adequado à sistematização do conhecimento e o professor um articulador na construção do saber.

REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ANTUNES, C. Professor bonzinho= aluno difícil: a questão da indisciplina em em sala de aula. Petrópoles, RJ: Vozes, 2002a.

______. Novas maneiras de ensinar, novas maneiras de aprender. Porto Alegre:Artmed, 2002b.

AQUINO, J. G. (Org.) Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus,1996ª.

DEMO, Pedro. Avaliação cuidar para que o aluno aprenda bem. São Paulo. Editora Criarp. 2006.
GÓMEZ, A. I. Compreender e transformar o ensino. Porto Alegre: Artmed, 2000.
GOTIZENS, C. A disciplina escolar: prevenção e intervenções nos problemas de comportamento 2. ed.
MANTOAN, M. T. E. Inclusão escolar: o que é? por quê? como fazer? São Paulo: Moderna,
TEDESCO, J. C. O novo pacto educativo: Educação, competitividade e cidadania na sociedade moderna. São Paulo: Ática, 2002.
transformação. 10. ed. São Paulo: Libertad, 2003
VASCONCELLOS, C. dos S. Para onde vai o Professor? Resgate do professor como sujeito de
FREIRE, Paulo. Educação Mudança. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1985.p.19.

NOTAS:

Htt://WWW.webartigos.com/articles/15115/1/A-INDISCIPLINA-NA-ESCOLA/pagina1.html.
HOME>PEDAGOGIA>ARTIGOS>SALA DE AULA>A INDISCIPLINA NA SALA DE AULA.
2. Site: http://www.eaprender.com.br/indisciplina na sala de aula.
Indisciplina escolar: o “aluno insistente” via online.
Resgate do professor como sujeito de transformação: São Paulo: Libertad, 1998. (Coleção Subsídios Pedagógicos do Libertad: V.

INDISCIPLINA ESCOLAR/ALINE

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INDISCIPLINA ESCOLAR

É grande o desafio que os educadores têm encontrado em relação a indisciplina em sala de aula e na escola, tanto na pública como na particular. Sabemos também que não se trata de um problema apenas no Brasil, temos relatos, por exemplo, de gangues estudantes que tem batido nos professores, do alto numero de mortes nas escolas publicas americanas fruto da indisciplina.
Esta questão tem ocupado um espaço cada vez maior de cotidiano escolar no país. É o grande também a insatisfação da decorrente, chegando até a haver uma grande desistência de cursista do magistério.

INTRODUÇÃO

Um comportamento indisciplinado é qualquer ato ou omissão que contraria alguns princípios do regulamento interno ou regras básicas estabelecidas pela a escola ou pelo professor ou pela a comunidade. A indisciplina é uma resposta à autoridade do professor. O aluno contesta porque não esta de acordo com as exigências do professor, com os valores que ele pretende impor, com os seus critérios de avaliação, a sua parcialidade. Existe entre o professor e o aluno uma relação desequilibrada, o aluno não aceita o professor ou a disciplina. O professor não consegue motivar o aluno, ou despertá-lo ou cativá-lo.
Os motivos da indisciplina podem ser exteriores a aula ou escola, tais como problemas familiares, inserção social ou escolar, excessiva proteção dos pais, carência social, forte influencia de ídolos violentos, etc. Neste caso o professor pouco pode fazer. No entanto existem outras causas que resultam disfunções entre os alunos e a escola.
A desmotivação dos alunos e o desinteresse explicitam por aquilo que se pretende ensinar ou qualquer outro comportamento inadequado, por vezes não são mais do que chamadas de atenção ao professor sobre os seus métodos de ensino ou sobre as estratégias de relação na aula. O professor deve ser claro e justo na negociação do contrato que é feito com os alunos. A alteração das regras pode provocar a indisciplina.
Um aluno indisciplinado pode não ter insucesso. O aluno trás para a aula os valores e atitudes que foi aprendendo ate aquele momento. A indisciplina pode ser um reflexo da ausência de condições para uma aprendizagem adequada ou ate mesmo uma educação familiar.
A indisciplina pode surgir como a alternativa para o fracasso escolar, pois a culpa do fracasso escolar tem que estar em alguém. Este fracasso não se refere exclusivamente às classificações na disciplina, mais também certos valores, que eles pensam serem assumidos pela comunidade, e que o aluno não ver refletindo nele.
A própria constituição física ou intelectual do aluno, pode provocar comportamento indisciplinares. A imaturidade, a desatenção, a incapacidade de fixação, ou baixo rendimento escolar, a agressividade, com isso devem ser pesquisados como sintomas de distúrbios mais profundos, que é preciso tratar, sem o qual as repressões ou sanções serão totalmente ineficazes e ate contraproducentes.
Segundo Rebelo (2002) a causa da indisciplina surge a partir de cinco pontos principais:
• Primeiro deles seria a resistência dos professores diante de propostas novas, pois apesar de muito se discutir sobre a prática escolar, a maioria dos professores ainda continua trabalhando com uma visão e um método tradicional de ensino, onde o aluno é tido como mero receptor do conhecimento e o professor como sendo aquele detém conhecimento e poder. Neste caso, a indisciplina é entendida como sendo a desobediência do aluno ao poder exercido pelo professor.
• O segundo ponto seria a pratica pedagógica domesticada desenvolvida na sala de aula. Este tipo de pratica pedagógico ocorre em função da organização, da separação e do distanciamento de alunos e professores na escola. Vivenciando uma relação de poder, o professor acompanha os movimentos corporais e a produtividade dos alunos. Os conteúdos são transmitidos pelo professor e devem ser memorizados pelo o aluno, impedindo a criatividade e a participação ativa deste no processo educativo.
• O terceiro ponto apresentado seria a má formação docente inicial e continua. As formações dos professores ainda matem a ideologia de que é preciso garantir a obediência dos indivíduos, pois, desta forma economiza-se tempo e aumenta-se conseqüentemente a produção. Diante desta realidade e sem perspectiva de continuar sua formação após a obtenção do diploma acadêmico, o educador acaba por cair no comodismo sem perspectiva de mudar sua pratica no dia a dia.
• Quarto ponto seria a ausência dos pais na vida escolar dos filhos em função da desestruturação familiar e da necessidade financeira, aliada a questão de que a mulher necessita conquistar espaço na sociedade. Estas vêm sendo uma das grandes causas para a questão da indisciplina, pois os filhos acabam ficando a mercê da televisão, do computador, e até mesmo da rua. Sem regras e limites a serem cumpridos e acabam tornando-se crianças indisciplinadas.
• O quinto apresentado por Rabelo seria o currículo escolar fechado despreocupado com a realidade local e a falta de prioridade das políticas públicas educacionais aliadas à realidade das escolas. Todas estas situações acabam por restringir o ensino simplesmente ao livro didático, esquecendo de aproximar o aluno da sua realidade, facilitando assim o predomínio do método tradicional de ensino.
Além destas questões apresentadas pelo autor, observamos que a relação autoritária entre professores e alunos e a concepção de educação adotada pelo educador também se apresentam como possíveis causas da indisciplina na escola. Todas as questões podem favorecer ainda o surgimento da indisciplina, pois apesar de trabalharmos com uma proposta inovadora, reconstrutivista, temos a necessidade de mais clareza sobre este assunto, buscando a melhor maneira de trabalhar esta questão sem agravar ainda mais o problema indisciplinar já existente na escola.

O PROFESSOR E AS CAUSAS DA INDISCIPLINA

A reclamação dos professores em relação à indisciplina tem sido muito forte.
Muitos relatam que a falta de interesse está grande. Os alunos estão dispersos, não respeitam mais o professor, estão vivendo em outro mundo. A tecnologia avançou demais e o professor infelizmente não acompanhou ficou desinteressante para eles. Eles estão acostumados a apertar botão de videogame, de computador, a ver televisão e aí aparece o professor com apagador e giz… o professor não está conseguindo ter domínio, as aulas estão muito no passado, muito antigas. Os meios de comunicação ao invés de ajudar estão atrapalhando, programas muito violentos, não está existindo liberdade com responsabilidade.
As crianças de hoje são mais espertas, a família não tem colaboradores, os alunos vem sem limites de casa. Geralmente há até cumplicidade dos pais: o professor nunca tem razão. Há muitos problemas familiares, a própria família não sabe o que fazer.
Porque se dá tanta regalia para os alunos, e o professor é tão ignorado e sala de aula? Como manter um tempo de estudo decente se o professor não tem material pedagógico, não tem condições de trabalho, não tem nada? Vai o professor tentar corrigir o aluno pode porque a direção não deixa o Estado não permite os pais não aceitam. Há também a indisciplina social. Há muita impunidade na sociedade, as pessoas fazem coisas e não acontecem nada com elas.
Falta perspectiva ao jovem, não sabem para que estudar. Muitos alunos dizem “eu vou ser jogador de futebol, não precisa de estudo…”
Às vezes, muitos profissionais da educação ficam desanimados. O professor não ganha bem, o professor também desmotiva: Ah, para que eu vou mudar, fazer diferente? Para que fazer meu planejamento assim? Uso o do ano passado. Mais o professor deve levar em conta que toda a responsabilidade do fracasso escolar vai ser sempre do profissional da educação.
Mais como explicar que a turma é disciplinada com determinado professor e não é com outro? É preciso ver a postura do professor, o método que utiliza. Para muitos a disciplina é a pratica do silencio, são crianças sentadas sem questionar ou dar sua opinião. Mais sabemos que nem sempre crianças caladas em tempo de estudo significam uma boa aprendizagem.
O professor é um líder. Para os alunos, o professor é a imagem de um ideal positivo e negativo, queira ou não. Um dos objetivos do professor é favorecer um determinado modelo de conduta. Favorecer o desenvolvimento de comportamento é uma forma de estar na vida para o aluno.
O professor assume no inicio algumas atitudes, que no longo do ano se tornam mais ou menos flexíveis.
• Mostrar-se sério nas primeiras aulas, não tendo um sorriso fácil;
• Impedir ou limitar as saídas durantes a aula;
• Não permitir que se levantem do lugar sem que peça autorização;
• Não permitir que troquem materiais sem que peçam autorização;
• Dispor os alunos em lugares fixos de modo a favorecer a cooperação e a concentração;
• Quando um aluno ou um professor falar os outros só escutam;
• Não confundir a simpatia com liberdade;

Se o professor assumir uma atitude mais realistam dando confiança aos alunos sem perder a situação e sem se mostrar inutilmente permissivo, é possível que consiga evitar alguns conflitos.

O professor pode utilizar de algumas estratégias para prevenir comportamentos indisciplinados como:
• Refletir sobre as atitudes e funções do professor;
• Planejar cuidadosamente todos os momentos de estudos. Quanto mais eficaz e bem organizado o tempo de estudo melhor vai ser o comportamento do aluno;
• Cativar os alunos, para que seu momento de estudo se torne interessante e motivador;
• Observar cada aluno, procurar conhecer cada um deles;
• Favorecer o desenvolvimento da autonomia, da autoconfiança;
• Estimular o respeito mútuo entre os alunos e entre os alunos e professor;
• Discutir com os alunos o regulamento de uma turma, respeitando-o e fazendo-o respeitar;

Muitas são as responsabilidades do professor no processo de aprendizagem como:
• Motivar o aluno no momento de estudo através de questões dirigidas;
• Utilizar fichas de trabalho personalizadas e diversificadas;
• Realizar trabalho em grupo propondo trabalhar com projetos;
• Trabalhar com diversos materiais;
• Trabalhar de forma que o aluno sinta-se co-autor de sua aprendizagem;

O momento de estudo deve ser diversificados:
• Expositivo – introdução dos conteúdos;
• Interativa – questões, respostas, dúvidas;
• Reflexiva – exercícios realizados no lugar;
• Utilização adequada do quadro e de outros instrumentos.

Também existe algumas atitudes que o professor deve rever para que a indisciplina não se torne freqüente no seu momento de estudo:
• Identificando os alunos que perturbam;
• Dialogar fortalece a relação entre o professor e o aluno. O uso adequado da palavra reveste o professor de credibilidade e autoridade perante os alunos. O professor é o dinamizador do momento de estudos impulsionando a ação, promovendo a aquisição do conhecimento pelos alunos, assim atingindo os objetivos. Utilizando uma vez equilibrada, segura, confiante e emotiva.
• Conhecer o aluno, analisar o aluno física e emocionalmente, seu percurso escolar, seu meio familiar, a sua relação com as outras pessoas;
• Diferenciar o momento de estudo, indo ao encontro das necessidades dos alunos;
• Gratificar o aluno quando ele assumir boas atitudes;
• Responsabilizar o aluno em causa e toda a turma pela atitude do aluno. É fundamental tratar como pessoa, contribuindo, sempre que possível, para a formação de uma auto-estima;
• Repreender o aluno de forma verbal em particular ou perante a turma, responsabilizando-o pelas suas atitudes;
O professor deve ser consciente que não há estratégia padrão a aplicar perante uma atitude do aluno. Cada situação é única e irrepetível. O professor não deve ter comportamentos que induzam violência física ou moral para com os alunos. Compete ao professor conduzir o aluno de forma que ele se sinta responsável e cooperante.

O DESRESPEITO PARTIDO DO ALUNO

Muitos problemas de indisciplina têm origem na questão do desrespeito com freqüência, a indisciplina é uma manifestação de coeficientes de poder não adequadamente equacionados.
O professor não deve esperar que se aluno levante a Mao e argumentar ou por em questão a sua relação com a do professor. Eles não conseguem falar, expressar verbalmente de maneira clara, mas vão manifestar de alguma forma que as coisas não vão bem, como querer sair a todo momento da sala, ficar conversando fora do assunto, não fazer as atividades, agredir o colega ou o professor, etc.
Diante das muitas reclamações sobre a violência do aluno, precisamos refletir, querer violência maior do que a negação da esperança de um futuro melhor, a que o aluno da escola pública esta submetido. Se queremos enfrentar questão da violência do aluno, com certeza o

INDISCIPLINA NA ESCOLA /NÚBIA

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INDISCIPLINA NA ESCOLA

ELLEN NÚBIA FEITOSA COSTA DA SILVA

Eu sempre sonho que uma coisa gera, nunca está morto. O que parece vivo, aduba. O que parece estático, espera.
Adélia Prado

1. A INDISCIPLINA NA VISÃO DE ALGUMAS EDUCADORAS

A indisciplina é a ausência de disciplina, que via de regra, pode ser definida como uma forma de controle dos indivíduos, pois ao falarmos nela sob a ótica educacional, estamos sempre nos reportando à falta de domínio sobre as atitudes dos educandos, tidas como inadequadas ao processo educativo.
De acordo com o dicionário a palavra disciplina significa “regime de ordem imposta ou livremente consentida. Ordem que convém ao funcionamento regular de uma organização. Relações de subordinação do aluno ao mestre ou ao instrutor. Observância de preceitos e normas. Submissão a um regulamento”. E o termo indisciplina é definido como “procedimento , ato ou dito contrario a disciplina, desobediência; desordem; rebelião” (FERREIRA, 2001, P. 595)
Costumamos, então através dessas definições, compreender que a indisciplina prejudica o processo educacional, uma vez que traduz-se como a incapacidade do (s) aluno (s) em obedecer às normas de comportamento impostas pelo regime escolar tidos como adequados ao ambiente da sala . Segundo REGO (1996):

Costuma-se compreender a indisciplina , manifestada por um individuo ou um grupo, como um comportamento inadequado , um sinal de rebeldia, intransigência, desacato, traduzida na falta de educação ou de respeito pelas autoridades , na bagunça ou agitação motora.(…) A disciplina parece ser vista como obediência cega a um conjunto de prescrições e, principalmente, como um pré-requisito para o bom aproveitamento do que é oferecido na escola. Nessa visão, as normas são imprescindíveis ao desejado ordenamento, ajustamento, controle e coerção de cada aluno e da classe como um todo. É curioso observar que, nesta perspectiva, qualquer manifestação de inquietação, questionamento, discordância, conversa ou desatenção por parte dos alunos é entendida como indisciplina , já que se busca “obter a tranquilidade , o silencio a docilidade, a passividade das crianças de tal forma que não haja nada nelas que as possa distrair”. (p.85)

Pensando nisto resolve pesquisar1 com algumas profissionais da educação seus julgamentos a respeito do tema em questão. Entrevistei quatro professoras do primeiro circulo do Ensino Fundamental, fazendo a seguinte pergunta: O que você entende por indisciplina escolar e quais as suas causas?
A professora V.G. ( Pisicopedagoga) respondeu o seguinte:

Indisciplina é um mal que assola muito a educação de hoje em dia. Antigamente quando eu era aluna, a gente sabia respeitar os professores. Os alunos perderam esse respeito e chegam até a ofender a gente, tem aluno que falta é bater em professor…Pra mim, a principal causa da indisciplina é a falta de limite que as crianças de hoje não tem. Os pais não conseguem mais impor limites e então elas aprontam o que querem e nós professores é que pagamos o pato.

A professora E. A. (Pedagoga , especialidade em coordenação e supervisão escolar) disse:

_______________

A indisciplina costuma fazer parte do nosso cotidiano de trabalho como tantos outros empecilhos que temos que enfrentar para conseguir dar momentos de estudo. Entendo como um problema que prejudica demais a aprendizagem, porque basta um aluno indisciplinado para atrapalhar todo o processo. A meu ver ela tem muitos fatores, mas o que mais vejo é a questão da falta de interesse dos alunos, a falta de compromisso dos pais e professores com o processo educacional.

A professora )L.G. (Historiadora) respondeu:

Discutir este tema é bem difícil porque não se trata de uma questão simples. Tem haver com uma rede entrelaçada de fatores, mas vejo a indisciplina como uma coisa natural na educação atual que não tem mais a rigidez de antigamente quando os alunos só obedeciam por causa dos castigos que eram bem severos. Hoje não há mais tanta repressão então as crianças se rebelam mais, no sentido de se mostrarem como elas são. Existem alunos calmos, que conseguem se comportar e outros simplesmente ignoram as normas, por diversos motivos, depende da natureza mesmo do aluno.

Já a D.M .( Pedagoga) respondeu que:

Indisciplina é a incapacidade que muitos alunos têm de obedecer às normas e regras da escola, da sala de aula, prejudicando o processo de aprendizagem deles e muitas vezes da turma toda. É quase impossível encontrar uma sala sem esse problema. E as suas causas são variadas, mas vejo que na maioria das vezes é a falta de interesse pelo o que estar sendo estudado ou pela metodologia utilizada pelo educador.

Podemos concluir através da participação das professoras que a indisciplina, talvez seja, o inimigo número um do professor, cujo manejo, ainda é difícil, uma vez que se trata de um fator que ultrapassa o âmbito puramente didático-pedagógico, pois a indisciplina se configura enquanto um problema interdisciplinar, devendo ser estudada por todas as áreas que tratam do processo educativo.
Como pudemos notar as professoras entrevistadas apontam a indisciplina como um grande empecilho dentro da escola e uma questão de difícil solução, uma vez que é um problema multifatorial. As exposições das professoras testificam que a questão disciplinar é, atualmente, uma das dificuldades intrínsecas ao processo escolar. De acordo com as falas, podemos afirmar que para elas a educação tem como um de seus maiores obstáculos a conduta dos alunos, traduzida pelos termos citados: falta de respeito, ofensa, falta de limite, falta de interesse, etc., mas o detalhe que mais chamou a minha atenção:
Encontra-se nas falas das professoras E.A. e D.M. quando apontam que uma das causas da indisciplina está associada a falta de interesse dos alunos pelo o que está sendo estudado. Sobre isso, AQUINO (1996) questiona:

Quais significados, então, poderiam subtrair dos fenômenos que rondam esta nova escola, incluída ai a indisciplina? Ela pode estar indicando o impacto do ingresso de um novo sujeito histórico, com outras demandas e valores, numa ordem arcaica e despreparada para absorvê-lo plenamente. Nesse sentido, a gênese da indisciplina não residiria na figura do aluno, mas na rejeição operada por esta escola incapaz de administrar as novas formas de existência social concreta. (…) Equivaleria, pois, a um quadro difuso de instabilidade gerado pela confrontação deste novo sujeito histórico a velhas formas institucionais cristalizadas. Ou seja, denotaria a tentativa de rupturas, pequenas fendas em um difícil secular como é a escola, potencializando assim uma transição institucional, mais cedo ou mais tarde, de um modelo autoritário conceber e efetivar a tarefa educacional. p. 45)

Ainda, de acordo com ESTRELA (1992), os atos de indisciplina podem ser classificados em três tipos. O primeiro tipo de indisciplina é aquela que se caracteriza pela intenção de escapar do trabalho escolar, pois este é considerado tedioso, sem importância, desinteressante, então, evitar o trabalho escolar é a razão da indisciplina.
O segundo tipo de indisciplina objetiva a obstrução, ou seja, impedir parcial ou totalmente o desenvolvimento do curso das atividades planejadas pelo professor.
Já o terceiro tipo de indisciplina é aquela pautada no protesto contra as regras e as formas de trabalho. Quando as mesmas não são claras, ou são incoerentes, os alunos procuram elaborar estratégias para ignorá-las, o que se transforma em indisciplina, então, para prevenir esse comportamento recomenda-se a participação dos alunos na elaboração das atividades realizadas.
De forma generalizada, podemos dizer que a indisciplina é provocada por problemas de ordem familiar, psicológica, pela estrutura escolar, por motivos sócio-históricos e culturais, e ainda, pode estar relacionada ao trabalho do professor, seu método pedagógico. O que denota que a indisciplina, além de ter causas múltiplas, vai se transformando ao longo do tempo porque como todo processo humano, encontra-se atrelada, inserido a um contexto sócio- histórico e cultural, conforme nos revelou, anteriormente, AQUINO (1996).
Assim, podemos dizer que o conceito de indisciplina pode ser explicitado de várias maneiras, sendo objeto de múltiplas interpretações. Dependendo da faceta analisada, ou seja, do ponto de vista do qual partimos: da escola, do professor ou do aluno. O que torna a indisciplina um fenômeno em constante movimento, pois não se trata de um elemento imóvel, sempre com as mesmas características.
A forma como ela se expressa depende muito da época e do contexto. Por isso, é fundamental não assumir o posicionamento de culpabilizar sempre o aluno nos processos indisciplinares, uma vez que não é possível que a indisciplina seja sempre atribuída ao aluno, tratando-a como um problema de natureza exclusivamente psicológico e moral. Não é possível, também, atribuí-la totalmente à estruturação escolar, assim como atribuir toda a responsabilidade dela ao trabalho do professor, analisando-a apenas como um problema de caráter didático-pedagógico, porque ela se configura como um fenômeno transversal as unidades conceituais (professor/aluno/escola), ou melhor, indisciplina é mais um dos efeitos do entre pedagógico, mais uma das vicissitudes da relação professor-aluno, para onde fluem muitas desordens (AQUINO: 1996).

2.A INDISCIPLINA COMO FORÇA DE RESISTÊNCIA

O conceito de indisciplina já carrega consigo um sentido negativo de desordem, bagunça e falta de controle, entretanto, voltando nosso olhar para outro significado, podemos ressaltar que ela pode ser sinal de desordem com um sentido positivo.
Ao analisarmos o ato pedagógico sob o prisma da construção do conhecimento e da autonomia do aluno, consideramos que a indisciplina pode assumir um ar de inconformismo e resistência à imposição do educando enquanto mero receptor de conhecimentos desfragmentados de sua realidade.. De acordo com PASSOS (1996) a indisciplina pode adquirir um significado de ousadia e de criatividade.

Percebam que não estou negando a necessidade da disciplina, mas quero colocá-la num plano secundário, para fortalecer aquilo que se coloca num plano anterior a ela, que é a aprendizagem e a relação que ela pode gerar com o saber. Nesse sentido, entendo que o ato pedagógico, enquanto momento de construção de conhecimento, não precisa ser um ato silenciado, que reduz o professor à única condição “daquele que ensina” e faz o aluno não extrapolar sua condição de “sujeito que aprende”. Ao contrario, o ato pedagógico é o momento do emergir das falas, do movimento, da rebeldia. Da oposição, da ânsia de descobrir e construir juntos, professore e alunos. (p. 118)

Percebemos que grande parte das escolas preconiza sempre a manutenção da ordem, justificada pela necessidade da pedagogia bancaria (FREIRE, 1996) que vê a submissão dos alunos como condição essencial ao aprendizado. Segundo ENGUITA (1989):

Basta recordarmos nossa própria experiência como aluno ou professor, ou visitar uma sala de aula, para evocar ou presenciar um rosário de ordens individuais e coletivas para não fazer ruído, não falar, prestar atenção, não movimentar-se de um lugar ao outro. (p. 119)

Sendo assim, refletimos como ainda é presente na relação professor-aluno a questão da autoridade e da hierarquia, uma vez que o aluno submisso ao professor, faz-se dócil a um sistema atrelado aos velhos dogmas e paradigmas pedagógicos em que a autoridade inquestionável é o professor, cabendo ao aluno apenas a obediência às regras impostas, ao invés de estar propiciando momentos de construção de conhecimento por meio de um ambiente motivador do raciocínio e da autonomia. Podemos perceber como o sistema educacional atual é movido sempre pelas mesmas dicotomias. De acordo com PASSOS (1996):

Isto nos faz expressar uma inquietação em relação à dicotomização que se tem feito em relação aos processos pedagógicos ao classificá-los em tradicionais ou novos, ao priorizar conteúdos sobre métodos (ou vice-versa), ou a disciplina sobre a indisciplina, além de outras classificações que terminam por fragmentar em demasia o ato pedagógico . (…) Assim, considero necessário que o tratamento pedagógico da pratica em sala de aula (e mais especificamente, das questões disciplinares) seja pensado no âmbito de uma pedagogia critica.(p. 119)

Analisando a indisciplina sobre a ótica da pedagogia critica, podemos pensá-la como um meio de analisar nossa pratica cotidiana e a educação como um todo, pois a pedagogia que aí estar com seus métodos ultrapassados se encontra defasada e não surti mais efeito. Querer educar os alunos de hoje do mesmo modo de décadas atrás é preâmbulo de fracasso. Novos alunos pedem novas práticas e a indisciplina tão presente na escola atual, serve como sinal da urgência de mudanças profundas na educação, temos que reestrurar nossas ações frente à contemporaneidade. Como podemos oferecer uma educação de qualidade utilizando formulas antigas que não condizem mais com a realidade dos alunos?
As crianças não conseguem mais ficar horas a fio sentadas, assistindo a um monólogo sem fim do professor. Elas urgem por uma aula mais dinâmica, participativa, enfim mais antenada à rapidez do tempo em que vivemos. Daí, a nosso ver, uma das causas possíveis da indisciplina. Os alunos indisciplinados podem estar apenas se rebelando contra uma forma pedagógica que não tem nada a acrescentar a intensidade e velocidade da nossa vida cotidiana . Afinal, estamos na era da tecnologia da informática, entretanto a escola ainda não conseguiu acompanhar os novos tempos. Resumindo, temos uma escola velha para alunos novos, então a desconexão é inevitável . PASSOS (1996) coloca que o cotidiano, as vivências do aluno e as relações que ele estabelece com a família, com a sociedade e principalmente com a escola têm a ver com a indisciplina:

Não vejo a possibilidade de isolar a indisciplina do que parece ser um sintoma daquilo que a própria escola produziu, seja em termos do significado dos seus conteúdos, as estratégias de trabalho na sala de aula, ou, ainda, do modo de encarar os alunos e partilhar com eles os espaços, as vozes, o tempo. (p.121)

Desse modo, torna-se importante ressaltar nossa inegável dificuldade de mudança, apesar de termos a consciência de nossos erros. Sabemos que os alunos (crianças e jovens), estão sempre prontos e ansiosos por novos conhecimentos e descobertas, pela transposição do óbvio, desde que sejam instigados para tanto, o que com certeza depende da forma como os conhecimentos são apresentados no pequeno universo de cada sala de aula.
Dentro desta perspectiva, não necessitamos de imposições e abusos de autoridade, tampouco alunos estáticos e calados, ao contrário devemos evocar a inquietação e o desconcerto como sinônimos de um convite à descoberta, a uma desordem produtora de uma nova ordem, estruturada em uma educação e em uma escola que muito além de socializar seus alunos, consiga motivar a existência de crianças e jovens criadoras, inventoras e produtoras de conhecimento e não alunos apáticos e sem vontade de se entregar a disciplina da mesmice, do silêncio e do conformismo.

2. CONCLUINDO

Como pudemos perceber através da visão das professoras entrevistadas, a indisciplina é um mal que assola a educação e atrapalha o bom desenvolvimento dos momentos de estudo. É, segundo elas, um processo multifatorial. Entretanto, elas apontaram como um dos motivos para sua existência à falta de interesse dos alunos no andamento dos estudos. O que nos faz analisar a realidade ultrapassada de nossa educação que não consegue mais envolver os alunos, uma vez que sempre se utiliza das mesmas fórmulas, esquecendo que novos alunos pedem novas metodologias, condizentes com suas realidades sócio- históricas e culturais, gerando dessa forma, processos indisciplinares nos alunos que podem estar associados ao inconformismo com a realidade maçante da sala de aula que não estão contextualizada com esse aluno.
A indisciplina deve ser analisada por vários ângulos, pois suas dimensões são variadas, não podemos imputá-la somente a um ou outro ator do processo educativo, mas a nosso ver ela diz muito a respeito da má adaptação da escola aos tempos atuais, ou seja, às necessidades sócio- culturais dos alunos que ai estão. Dentro deste contexto, ela pode estar significando uma forma de rompimento contra a insuportável falta de consonância entre a escola e o aluno que não aguenta mais a sofrível tarefa de frequentar a escola com seu amontoado de conteúdos que devem ser deglutidos sem motivação e criatividade.
Portanto, é essencial pensar na indisciplina, não apenas como um problema de ordem estrutural, que atrapalha o processo educativo, mas também como um alerta a urgente necessidade de mudanças profundas na educação, na escola e na sala de momentos de estudo.

BIBLIOGRAFIA

AQUINO, R. Groppa. A desordem na relação professor-aluno : indisciplina , moralidade e conhecimento. IN: AQUINO, Julio Groppa (org.). Indisciplina na escola: alternativas teóricas e praticas. São Paulo: Summus, 1996.

PARRAT-DAYAN, Silvia. Como enfrentar a indisciplina na escola. São Paulo: Contexto, 2008.

DE LA TAILLE, Yves J. J. M. R. Prefácio à edição brasileira. IN: PIAGET, Jean. O juízo moral na criança. São Paulo: Summus, 1994.

_________________________. Limites: Três dimensões educacionais. São Paulo: Ática, 1998.

ENGUITA, M. F. A face oculta da escola. Porto Alegre: Artes Médicas,1989.

ESTRELA, M. T. Relação pedagógica, Disciplina e Indisciplina na aula. Porto: Porto Editora,1992.

FERREIRA, Aurélio B. H. Dicionário da língua portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2001.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1996.

INDISCIPLINA/RUTH

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INDISCIPLINA

RUTE DE MARIA MATOS

Quando falamos em indisciplina na escola, temos que ter todo o cuidado em relação a esses alunos que precisa ser trabalhado seu comportamento,tanto na escola, família e sociedade. Sabemos que a indisciplina atrapalha o aprendizado do aluno, e cabe ao educador fazer com que esse aluno descubra a importância que ele é em meio a sociedade. É um desafio que não é fácil mas o educador lida sim, com a esperança, até porque isto faz parte da essência do seu próprio trabalho.
Sabemos a importância da mudança que precisa ser feita em relação a esses alunos, ao invés de culparmos família ou sociedade, temos que procurar um meio que transforme seu comportamento, muitas das vezes estamos procurando ou sempre colocando a culpa no outro, e assim não se resolve o problema, então a responsabilidade e o compromisso é do educador, pois não é excluindo que teremos alunos disciplinados, pois ele já vive perante a sociedade excluído.
A indisciplina cresce constantemente, isso porque os valores negados existem, tais como: respeito, fraternidade, amor, valorização da família entre outros. Hoje percebe-se que para entendermos um aluno que precisa de disciplina precisamos ouvir, pode ser exatamente uma conversa que o mesmo necessite,então sua rebeldia é uma forma de se comunicar. Com estas e outras atitudes, o educador vai ganhando respeito dos alunos, onde o dialogo será uma porta aberta entre si, a partir daí as soluções adequadas aparecerão.
O professor precisa identificar os motivos da indisciplina, para só assim começar a trabalhar com esses alunos. Na maioria das vezes encontramos alunos com esses problemas pela situação em que eles enfrentam, é por isso que o professor tem que diagnosticar seu comportamento ou seja sua indisciplina. Em muitos casos os alunos são problemas, pelo fato de não está gostando do professor, de sua disciplina, e nada o chama sua atenção.
Então cabe ao educador saber trabalhar e ter todo o cuidado em relação a esses alunos. Indisciplina é um problema que afeta a maioria das famílias sem nenhuma estrutura, é por isso que como educadores temos que agir da melhor maneira possível, desfazendo o clima de conflito e solucionar a situação.
MOTIVOS QUE LEVAM O ALUNO À INDISCIPLINA

Na realidade existem escolas mal preparadas para trabalhar com esses alunos, existem escolas que não tem nenhum apoio psicológico,e nem estrutura para enfrentá-lo.Há muito tempo que a escola deixou de ser vista como um papel integrador dos alunos. Hoje percebe-se que o respeito pelo professor está cada dia acabando.
A motivação é um dos fatores principais na aprendizagem,e para que a mesma exista é necessário ser integrada com os alunos. Existe professores que não conseguem motivar o aluno ou despertá-lo ou cativá-lo, esse é um dos fatores que afeta a maioria dos educando. Isso acontece pela falta de planejamento do professor, aulas tradicionais, monótonas, a falta de recursos técnicos, entre outros fatores.
Cabe ao educador analisar criteriosamente seus planos onde os mesmos devem ser flexível e sempre abordando conteúdo de forma critica e criativa, que chame a atenção dos educando pois o que leva o aluno a ser indisciplinado é a forma que ele é trabalhado na sala de aula. Existem vários fatores que ajudam o aluno a ser o individuo problemático,mais não é impossível trabalhar com esses alunos. O objetivo é tornar o aluno sujeito criativo de sua própria aprendizagem.
Temos dois grandes desafios que é de descobrir o que necessariamente é a indisciplina, porque alguns educadores se perguntam se é falta de limite ou um pedido de atenção. Temos antes de tudo, que conquistar o coração dessa criança, é muito complicado falar de indisciplina e não falar de família. Baseado na escola o ensino-aprendizagem, tem que ter um papel fundamental de assumir suas responsabilidades, a partir da realidade, da necessidade e do desenvolvimento dos alunos.
Dessa forma a indisciplina requer um aprendizado significativo. Parafraseando Paulo Freire “Ninguém disciplina ninguém, mas por outro lado ninguém se disciplina sozinho.” Ou seja cada pessoa se disciplina em conjunto enfrentando a realidade do mundo. Para o professor trabalhar com alunos indisciplinados ele deve ter autoridade,onde ele possa usar sua autoridade para conduzir a turma de forma proveitosa no processo ensino aprendizagem,mas não podendo esquecer como pode exercer sua autoridade nos domínios.
Sabemos que para tratar alunos indisciplinados, o professor tem que ter, autonomia,autoridade, saber conversar, na expectativa de transformar esse aluno, o professor tem que ser exigente para alcançar uma meta. O que não pode acontecer é uma briga de empurra em empurra onde professores colocam a culpa na família, a família diz que os professores são incompetente,e a escola não tem pulso forte. Ou seja esquecem que o maior prejudicado é o aluno já que ele não consegue desenvolver uma aprendizagem significativa.
É importante conquistar a autoridade, só então conquista-se o respeito, muitas vezes ficar irritado com os alunos, gritar, e não conseguir com o que os alunos se comportem, atitudes autoritárias não adiantam nada, quando tentamos impor disciplina, a submissão e a revolta aparece. O papel do educador na construção é como se dá a aprendizagem, com base nessa compreensão, o planejamento do professor tem que ter algo que chame a atenção do aluno, dependendo do conteúdo a ser trabalhado ela vale para chegar a disciplina e ao objetivo principal, fazer com que todos aprendam.
O educador precisa resgatar em seu aluno o prazer de aprender, porque o mesmo tem que ser parceiro de seu aluno no processo ensino aprendizagem. É nesse espaço revelador de acertos ou de conflitos, que a construção de experiências educativas, relevantes para os alunos é uma das prioridades da educação. Compete a todos o objetivo de garantir a melhoria do processo educativo, propiciando assistência e apoio aos alunos, para que a escola desenvolva um ambiente educativo.
Neste contexto deve, ainda, oportunizar um intercambio entre os educadores, tornando a escola em um ambiente socializador do conhecimento, em que é possível a troca de experiências profissional e que a aprendizagem seja efetiva e significativa para o aluno.
Atualmente as crianças não obedecem os professores, hoje trabalhamos com alunos que não tem limites, podemos observar as reclamações dos professores e funcionários, percebemos o grande desafio que é conquistar a disciplina dos alunos.

COMO EVITAR A INDISCIPLINA

Existem algumas formas de evitar a indisciplina, que como educadores podemos está desenvolvendo em sala de aula. Os alunos precisam enxergar a importância que é um ambiente educador.
• O educador precisa está bem preparado para lhe dar com esse tipo de aluno,e seus planos precisam ser bem elaborados,para assim serem bem passados.
• O professor tem que ter voz firme,e olhar nos olhos do aluno.
• Ter cuidado ao falar com esse aluno.
• Não gritar,não querer medir força com esse aluno.
• O ambiente escolar tem que proporcionar o melhor para o mesmo.
• A escola precisa está bem preparada,para lhe dá com esse tipo de aluno indisciplinado.
• Além do que, o ambiente precisa ser agradável.
• A escola tem que ter ajuda psicológica para está trabalhando com esse aluno.Entre outros aspectos.

Sabemos que aqui na ETI convivemos com crianças que precisam desses aspectos para se tornarem crianças disciplinadas os mesmos já vem de uma família sem estrutura e são excluídas da sociedade por serem pobres, é lamentável mas é a realidade. É necessário fazer uma ressalva sobre a elaboração de normas na escola. É recente os educadores acreditarem que tudo deve ser combinado, discutido, negociável. Aquilo que o grupo de crianças decide deve ser aceito, porque “partiu da classe”.
Entretanto, é preciso esclarecer que nem tudo se discute. Há determinadas normas que não são negociáveis. Não se discute, por exemplo, se pode ou não bater nos outros. “Não se faz uma pergunta cuja resposta já está de antemão definida e inegociável”, conforme afirma De La Taille (1998, p.101). O professor pode afirmar claramente uma regra indiscutível (“não se bate nas pessoas”) e, por exercício de reflexão, solicitar às crianças que apresentem argumentos que sustentem esse imperativo, expressando ainda suas idéias sobre como gostariam de ser tratadas. Se qualquer coisa for passível de discussão ou de ponto de vista, cai-se no relativismo moral, no qual tudo é uma questão de opinião, tudo é válido, onde os adultos propõem discussões, mas não colocam claramente o que é certo ou errado. Considera-se que há princípios éticos que são universais, que em determinada época, quando foram formulados, foram exaustivamente debatidos.
Porém, atualmente, por serem universais, não são mais discutíveis. Esses princípios como a justiça, o respeito (a si mesmo, ao outro e ao patrimônio), a igualdade e a dignidade são explicados, mas sua validade ou pertinência não são passíveis de discussão. Não se debate se é bom ser justo, ou se deve-se ou não tratar o outro com respeito, como se esses princípios fossem uma simples questão de ponto de vista, de opinião pessoal. O que se discute é “como se faz justiça?”, “o que significa tratar o outro com respeito?”. A escola deve possuir princípios gerais (não negociáveis) que servirão de parâmetro para a elaboração das regras. Assim sendo, os princípios que são básicos e norteadores, não são debatidos, mas sim explicados, já as regras, que se fundamentam nos princípios, são discutidas (contrato). Infelizmente, a escola, em geral, ao invés de eleger os princípios que serviriam de diretrizes, estabelece uma extensa lista de normas no seu regimento (que poderiam ter sido elaboradas pelos seus integrantes em cima dos princípios, favorecendo a aprendizagem da democracia). Dessa forma, observa-se que a escola possui muitas normas e poucos princípios.
Levando sempre em conta os princípios norteadores supracitados, é necessário considerar ainda que na instituição escolar coexistem dois tipos de regras. Há regras que são negociadas, em que são realizados contratos (“combinados”) e outras que são necessárias, isto é, não são negociáveis. As regras não negociáveis são apenas refletidas e explicitadas quando for preciso, pois como são necessárias, não precisam ser discutidas ou elaboradas por todos. Alguns exemplos desse tipo de norma são: “Lavar as mãos antes da merenda”; “Escovar os dentes”; “Somente atravessar a rua quando estiver acompanhado”, “Não agredir”.
Macedo (1996) ressalta aos educadores a importância de haver regras que são obrigatórias para as crianças, ou leis como as classifica. Nem tudo pode ou deve ser combinado, como por exemplo, as regras de boa saúde: o escovar os dentes, não é nem pode ser, um “combinado”, pois é uma lei de boa saúde. O que pode ser feito ao colocar uma regra necessária, é dar uma certa margem de escolha dentro das limitações (“Crianças, vocês preferem passar o protetor e brincar no sol e na água ou preferem brincar na sombra?”), mesmo sabendo que ambas as opções desagradam a criança. Ao transformar uma limitação em uma escolha está sendo oferecido à criança pelo menos uma possibilidade de tomada de decisão (“Você gostaria de vestir o casaco branco ou o azul?”).
Para Macedo (op. cit.), “as regras de boa saúde, bom estudo, boa convivência social, são obrigatórias na medida em que valorizam o ideal de uma função. Mas, se a interpretarmos como simples e puros combinados encontramos um certo ‘democratismo’ que confunde tanto as crianças quanto os adultos”.(p. 192).
Essas leis não negociáveis existem em pequeno número na classe ou na escola, apenas quando realmente necessárias, e são reafirmadas de forma objetiva e firme quando surgem situações que as envolvam. Dizem respeito, principalmente, a não causar dano a si mesmo ou aos outros (incluindo o patrimônio). O adulto precisa questionar-se antes de colocar essa norma: Ela é indispensável? Vale a pena “brigar” por ela? Esses questionamentos são importantes pois, uma vez estabelecida, é preciso que ele demonstre claramente que está empenhado em sua validade, em seu cumprimento. É preciso sempre, pensar se as regras necessárias (ou as leis) são justas ou não.
As outras regras que visam organizar os trabalhos e asseverar a justiça têm origem nas necessidades do grupo, sendo construídas a partir de um consenso entre todos os elementos da classe. Em princípio, essas regras tem que garantir o bem estar de si próprio e dos outros. São contratos elaborados pelos integrantes da classe, sendo estabelecidas quando é preciso solucionar problemas particulares do grupo, como por exemplo, quando uma criança coloca que não considera justo que outras crianças não ajudem na limpeza da classe e na arrumação dos materiais. O professor novamente fará o papel de interlocutor, apresentando o problema, e intervindo com questões que levem as crianças à reflexão, até elaborarem a regra. Pois é muito comum após uma breve conversa com a classe, o professor colocar a regra sem ter discutido o problema com os alunos, oferecendo a regra pronta e acabada (“Vamos combinar isso?”). Procurar lembrar sempre que a maioria dos problemas de uma classe pertencem ao grupo e não somente ao professor, portanto não cabe apenas ao docente querer resolvê-lo.
Um outro aspecto importante diz respeito as sugestões que as crianças apresentam. É esperado que elas sejam rigorosas, que façam regras extremamente severas, que proponham coisas até absurdas, que aprovem e incentivem o uso pelo professor de procedimentos como recompensas e punições, que incitem o emprego de humilhações e censuras, entretanto, ressalta-se que o professor não deve aceitar tudo aquilo que “vem da criança”. Como interlocutor, irá colocar questionamentos e contra-argumentos, realizando uma reflexão sobre a regra proposta, se ela é razoável, se não haveria uma solução melhor. É importante que o professor coloque novas argumentações em cima das propostas apresentadas pelas crianças, não aceitando qualquer “solução” ou justificando arbitrariedades em nome do “querer dos alunos”.
Uma vez estabelecida, a regra deve ser cumprida por todos, sem exceção, inclusive pelo professor. O mesmo é válido para as regras não negociáveis; por exemplo, se todos devem escovar os dentes após as refeições, o educador precisa ser o primeiro a dar o exemplo, escovando-os após alimentar-se na escola.
É importante colocar que ao elaborar uma regra, não se pode estabelecer ao mesmo tempo a sanção que corresponderá ao desrespeito a essa norma. Isto porque, ao combinar-se uma sanção para determinada regra, está transmitindo-se a mensagem de que ela pode vir a ser desrespeitada, tanto assim que já está sendo previsto o que acontecerá com o infrator. E o outro motivo, é que, devido as características de seu desenvolvimento, as crianças pequenas ainda não possuem condições de decidirem qual sanção é mais adequada, sendo muitas vezes injustos ou excessivamente rigorosos. Ao estabelecer a regra e o “pagamento” no caso de infração, aprendem que a mesma pode ser desrespeitada (contanto que se pague o preço). Fica uma relação “custo-benefício”, pois a criança passa a calcular em termos do preço que vai pagar pelo não cumprimento da norma, quitando assim o “débito”
É preciso que o educador tenha o cuidado de não se antecipar construindo algumas regras antes que os problemas surjam, mas esperar que as situações apareçam espontaneamente para colocá-las aos alunos. A criança precisa, anteriormente à regra, perceber o efeito que o seu comportamento tem com relação ao outro. Os professores com certeza, já sabem a necessidade de elaborar inúmeras regras como: “andar devagar”, “falar baixo”, “falar um de cada vez”, etc. Mas as crianças não antecipam essa necessidade das regras de convivência do grupo. Por isso, se requer que os alunos quando possíveis sintam a necessidade daquela norma. Assim, não se combinam todas ou as principais regras apenas no começo do ano, mas somente após as crianças sentirem a necessidade delas existirem. E novas regras vão sendo acrescentadas, ou mesmo sendo mudadas, quando for preciso, ao longo do ano, num processo de negociação constante.
Ao rever e rediscutir as regras sempre que for preciso, ao modificá-las ou construir outras quando necessário, o professor está auxiliando a criança a compreender que uma norma não é boa ou ruim por si mesma, e que a validade dessa regra não depende da autoridade de quem a impõe, mas sim, da função que exerce para as pessoas que fazem uso dela, portanto, as pessoas podem mudar as regras. Atuando nessa direção, o ambiente educacional está favorecendo a compreensão pela criança de que as regras vão se construindo na medida da sua necessidade e são elaboradas por várias pessoas e não só a autoridade: pelo professor, pelos colegas, por ela mesma.
Consideramos necessário ressaltar que às vezes o professor ingenuamente acredita que, quando surge algum problema ou indisciplina, basta fazer regras. Entretanto, constata-se que, freqüentemente, essas regras não dão certo. O professor precisa sempre refletir se os indícios de indisciplina não são decorrentes de uma didática pobre e desinteressante, de uma postura autoritária ou permissiva ou ainda relacionados a ausência de uma boa dinâmica na classe crianças muito tempo sentadas, esperando, sem fazer nada.
Muitas vezes, a questão não deve ser resolvida com uma nova regra, mas sim com uma séria e imparcial revisão do problema, com tomada de consciência e com mudanças de postura, procedimentos ou estratégias pelo educador. É necessário que procure compreender os motivos, que seja feita uma revisão imparcial e profunda da questão, do contrário, está-se atuando apenas em cima das conseqüências e não na principal causa do mesmo.
As outras regras que visam organizar os trabalhos e asseverar a justiça têm origem nas necessidades do grupo, sendo construídas a partir de um consenso entre todos os elementos da classe. Em princípio, essas regras tem que garantir o bem estar de si próprio e dos outros. São contratos elaborados pelos integrantes da classe, sendo estabelecidas quando é preciso solucionar problemas particulares do grupo, como por exemplo, quando uma criança coloca que não considera justo que outras crianças não ajudem na limpeza da classe e na arrumação dos materiais. O professor novamente fará o papel de interlocutor, apresentando o problema, e intervindo com questões que levem as crianças à reflexão, elaborarem a regra. Pois é muito comum após uma breve conversa com a classe, o professor colocar a regra sem ter discutido o problema com os alunos, oferecendo a regra pronta e acabada (“Vamos combinar isso?”). Procurar lembrar sempre que a maioria dos problemas de uma classe pertencem ao grupo e não somente ao professor, portanto não cabe apenas ao docente querer resolvê-lo.
Um outro aspecto importante diz respeito as sugestões que as crianças apresentam. É esperado que elas sejam rigorosas, que façam regras extremamente severas, que proponham coisas até absurdas, que aprovem e incentivem o uso pelo professor de procedimentos como recompensas e punições, que incitem o emprego de humilhações e censuras, entretanto, ressalta-se que o professor não deve aceitar tudo aquilo que “vem da criança”. Como interlocutor, irá colocar questionamentos e contra-argumentos, realizando uma reflexão sobre a regra proposta, se ela é razoável, se não haveria uma solução melhor.
É importante que o professor coloque novas argumentações em cima das propostas apresentadas pelas crianças, não aceitando qualquer “solução” ou justificando arbitrariedades em nome do “querer dos alunos.Uma vez estabelecida, a regra deve ser cumprida por todos, sem exceção, inclusive pelo professor. O mesmo é válido para as regras não negociáveis; por exemplo, se todos devem escovar os dentes após as refeições, o educador precisa ser o primeiro a dar o exemplo, escovando-os após alimentar-se na escola.
É importante colocar que ao elaborar uma regra, não se pode estabelecer ao mesmo tempo a sanção que corresponderá ao desrespeito a essa norma. Isto porque, ao combinar-se uma sanção para determinada regra, está transmitindo-se a mensagem de que ela pode vir a ser desrespeitada, tanto assim que já está sendo previsto o que acontecerá com o infrator. E o outro motivo, é que, devido as características de seu desenvolvimento, as crianças pequenas ainda não possuem condições de decidirem qual sanção é mais adequada, sendo muitas vezes injustos ou excessivamente rigorosos. Ao estabelecer a regra e o “pagamento” no caso de infração, aprendem que a mesma pode ser desrespeitada contanto que se pague o preço. Fica uma relação “custo-benefício”, pois a criança passa a calcular em termos do preço que vai pagar pelo não cumprimento da norma, quitando assim o “débito”.
É preciso que o educador tenha o cuidado de não se antecipar construindo algumas regras antes que os problemas surjam, mas esperar que as situações apareçam espontaneamente para colocá-las aos alunos. A criança precisa, anteriormente à regra, perceber o efeito que o seu comportamento tem com relação ao outro. Os professores com certeza, já sabem a necessidade de elaborar inúmeras regras como: “andar devagar”, “falar baixo”, “falar um de cada vez”, etc. Mas as crianças não antecipam essa necessidade das regras de convivência do grupo. Por isso, se requer que os alunos quando possível sintam a necessidade daquela norma. Assim, não se combinam todas ou as principais regras apenas no começo do ano, mas somente após as crianças sentirem a necessidade delas existirem. E novas regras vão sendo acrescentadas, ou mesmo sendo mudadas, quando for preciso, ao longo do ano, num processo de negociação constante.
Ao rever e rediscutir as regras sempre que for preciso, ao modificá-las ou construir outras quando necessário, o professor está auxiliando a criança a compreender que uma norma não é boa ou ruim por si mesma, e que a validade dessa regra não depende da autoridade de quem a impõe, mas sim, da função que exerce para as pessoas que fazem uso dela; portanto, as pessoas podem mudar as regras. Atuando nessa direção, o ambiente educacional está favorecendo a compreensão pela criança de que as regras vão se construindo na medida da sua necessidade e são elaboradas por várias pessoas (e não só a autoridade): pelo professor, pelos colegas, por ela mesma, etc. Consideramos necessário ressaltar que às vezes o professor ingenuamente acredita que, quando surge algum problema ou indisciplina, basta fazer regras. Entretanto, constata-se que, freqüentemente, essas regras não dão certo. Isso ocorreu em uma classe do 3º ano do ensino fundamental. Nessa classe as crianças interrompiam a aula o tempo todo para pedirem autorização ao professor para irem ao banheiro. Combinou-se que só iriam um de cada vez e não poderiam sair durante alguma explicação importante. Mesmo assim, quando alguém chegava do banheiro, imediatamente outro levantava e saía, e depois mais outro, formando filas de crianças esperando sua vez para irem ao banheiro ou tomar água.
Portanto o professor precisa sempre refletir se os indícios de indisciplina não são decorrentes de uma didática pobre e desinteressante, de uma postura autoritária ou permissiva ou ainda relacionados a ausência de uma boa dinâmica na classe crianças muito tempo sentadas, esperando, sem fazer nada. Muitas vezes, a questão não deve ser resolvida com uma nova regra, mas sim com uma séria e imparcial revisão do problema, com tomada de consciência e com mudanças de postura, procedimentos ou estratégias pelo educador. É necessário que procure compreender os motivos, que seja feita uma revisão imparcial e profunda da questão, do contrário, está-se atuando apenas em cima das conseqüências e não na principal causa do mesmo.

BIBLIOGRAFIAS

REGO, Teresa Cristina: A indisciplina o processo educativo: uma análise na perspectiva vygotskiana. IN: AQUINO, Júlio Groppa. Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1996. p. 83 – 101

VASCONCELLOS, Celso dos Santos. (In)Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. São Paulo: Libertad Editora, 2004.

MIELNIK, Isaac. O Comportamento Infantil: Técnicas e Métodos para entender Crianças. 2.ª edição, editora: Ibrasa, São Paulo – SP, 1982.

INDISCIPLINA/ROSANA

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INDISCIPLINA

ROSANA CARVALHO MATOS (2010)

Introdução

Sabe-se que tudo o que vamos fazer deve haver limites, pois da maneira que as crianças agem ultimamente, elas irão crescer sem saber como e pra quê cuidar dos bens que os seus pais estarão lhes deixando. Muitos não obedecem a seus pais, agindo de forma estúpida e até mesmo desrespeitando-os, isso é um caso sério. Se pararmos para pensar, teremos a conclusão de que agindo dessa forma, crianças e adolescentes irão decair ao invés de crescer em meio à sociedade.
Mas, surge uma pergunta: “E se essa situação for revertida, há solução?” Devemos sim ser otimistas e não desistir nunca. Agir com sabedoria e leveza é um dos quesitos que farão de nossas crianças hoje, os melhores cidadãos do futuro.
Saber discipliná-los é uma tarefa que requer paciência, pois a criança saberá ouvir, se a mesma tiver espaço para falar. Também agirá com educação e alegria, se tiver momentos de conforto e carinho, pois o respeito é uma dádiva tanto dos filhos quanto dos pais, tanto do professor quanto dos alunos, enfim, tanto da criança quanto do adulto. Basta apenas que saibamos educá-los com amor.

INDISCIPLINA NO AMBIENTE ESCOLAR

A escola deveria ser um ambiente harmonioso, favorável ao desenvolvimento das atividades de aprendizagem, mas, infelizmente não é. Isso ocorre devido à chamada indisciplina escolar que desde tempos atrás tem interferido nessa harmonia. São vários os fatores que levam à ocorrência da mesma, dentre eles podemos destacar a falta de adequação do ambiente, seja estruturalmente ou psicologicamente.
Esse fator destacado acima tem agravado a intolerância na sala, pois uma escola que apresenta classes barulhentas, escuras, ou sem condições de acomodar todos os estudantes leva à ocorrência da indisciplina. Um ambiente desapropriado estruturalmente acaba desmotivando os alunos, levando-os assim a agirem de tal forma.
O espaço dentro da escola também influencia e muito. Algumas escolas não têm tempo de recreação, assim os alunos passam o tempo todo dentro da sala e não tem como gastarem suas energias. Isso também pode ser um dos quesitos que geram a indisciplina. Porém, esse não é o fator mais culminante para explicar atitudes antiéticas. Muitas vezes, a indisciplina é um instinto do ser humano, e a qualquer momento ela desperta devastamente a nossa forma de agir.
Porém, um ambiente no qual o psicológico do grupo se apresenta de forma desordenada também pode atrapalhar a harmonia do ambiente. Fatos como greves, desavenças entre professores e alunos também podem causar grandes transtornos, uma vez que dificultam o aprendizado fazendo com que os alunos se aproveitem da situação para transgredir as regras impostas pela instituição.
Sendo assim, a solução mais cabível seria a melhoria da condição da instituição, tanto em sua estrutura física quanto psicológica, procurando medidas que venham a combater este mal que vem ganhando espaço dentro das salas, nos tempos de estudos.
Como destaca Vasconcellos (2004): “a criança precisa ter espaço de expressão, para sentir que a escola também é sua, que é sujeito.” Ou seja, o professor deve ser um mediador que garanta segurança, confiança, respeito, encorajamento e que seja a favor da participação das crianças em sala.
As condições físicas da escola deve ser no mínimo o ambiente mais agradável, assim, a criança terá um melhor desempenho nas atividades que o professor propõe. Salas quentes, menos arejadas, pequenas e com maus cheiros irá incomodar a criança e com certeza ela irá preferir ficar fora da sala. É aí que o professor deve ter atenção e bolar estratégias que possam ajudar no aprendizado do aluno. Pois, fora da sala também há possibilidades de se aprender. Nós como professores, devemos sempre está buscando e nos inovando para não fazer da rotina diária algo repetitivo, pois tudo que se repete, um dia cansa e sabemos que crianças têm bastante energia, cabe a nós auxiliá-las para que a aproveitem de forma significativa e construtiva.
Destaca-se ainda outro fator que pode gerar a indisciplina. Crianças cheias de energia, hiperativas e agitadas precisam de atividades mais que especiais. Ana Beatriz B. Silva (2009) afirma que:
“A criança hiperativa em ambientes fechados, mexe em vários objetos ao mesmo tempo, derrubando grande parte deles no ímpeto de checá-los simultaneamente. São crianças que costumam receber designações pejorativas como: bicho-carpinteiro, elétricas, desengonçadas, pestinhas, diabinhos, desajeitadas.”

Eu considero que o professor como gestor responsável, deve procurar maneiras adequadas e diferenciadas para trabalhar com essas crianças e não excluí-las. A energia delas pode ser um incômodo para elas mesmas, pois elas poderão achar que devem agir como os demais alunos (quietinhos). Porém, sabemos que não é o aluno que tem que se adequar ao ritmo do professor e sim o professor que deve adequar-se ao ritmo do aluno, seja ele quieto ou não.
A motivação ajuda a superar a indisciplina, quanto mais os alunos são motivados, mais eles sentem necessidade de mudar o seu comportamento. Se o aluno é tratado bem, com respeito, elogios e bondade ele sente-se motivado e o seu progresso tende só a melhorar. DEMO (2007) salienta que:
“Uma parte da indisciplina provém do desinteresse que a escola motiva, em grande medida porque não sabe ler a realidade em mudança.”

INDISCIPLINA NA SALA

Hoje em dia, este assunto é de grande preocupação para o educador. É uma das ferramentas que afetam e muito a aprendizagem dos alunos. A indisciplina tem se tornado presente na prática constante dos tempos te estudos. Muitos professores fazem de tudo para transformar a sala em um ambiente favorável, para que dessa forma os alunos obtenham uma aprendizagem significativa. Mas, é necessário muito mais, não é só fazer do ambiente um lugar agradável e sim propiciar aos alunos um diálogo eficaz, usar sempre uma fala edificadora, observar a bagagem cultural que cada um transporta. A ausência e atenção da família e também se o professor tem as formações adequadas para trabalhar no ambiente escolar e souber transformar o aluno.
Em muitas escolas se ouvem de professores várias queixas relacionadas à indisciplina dos educandos, dentre elas: o desrespeito, a falta de atenção nos tempos de estudos, a frase mais frequente que os alunos costumam dizer “Eu não estou nem aí” para as atividades que muitas vezes são preparadas com muito carinho. Eu mesma me entristeci muito no início do ano, quando os alunos não queriam de jeito nenhum fazer as atividades propostas e só queriam correr à tarde inteira, hoje vejo minhas crianças como pessoas educadas e me sinto como uma vencedora de poder contribuir de alguma forma para a melhoria de vida destas crianças.
Como diz CLÁUDIA FRANÇA, (2010, on line):
Muitas vezes, a indisciplina pode ser um indício de alguma carência do aluno como, por exemplo, a falta de compreensão do conteúdo, que ocasiona a falta de interesse para estudar e continuar prestando atenção nas aulas.”

Muitas vezes os alunos não prestam atenção nos tempos de estudos, conversam o tempo todo enquanto a professora faz de tudo para chamar sua atenção. Será se isso acontece por que a professora não está sabendo conduzir bem a proposta de trabalho? Ou é o aluno que é mal comportado? Esse caso precisa ser bem estudado, se o professor faz seu planejamento e no dia que está colocando em prática suas ações, a maior parte da turma estão conversando, dispersos, não estão nem aí para o que o professor diz, dessa forma cabe ao educador se auto avaliar e rever novos métodos que possam prender os alunos na sala, “prender”, não no sentido de “prender animais” e sim propiciar a eles uma aprendizagem de qualidade. Porém, se um ou dois estão bagunçando, o professor deve saber trabalhar estes dois. Conversando, buscando saber a origem de onde veio e o que fazia no passado. Assim, estes alunos poderão confiar em seus professores, chegando a ter não medo e sim respeito para com os mesmos.
Segundo IÇAMI TIBA (2006):
“Como em qualquer relacionamento humano, na disciplina é preciso levar em consideração as características de cada um dos envolvidos -no caso, professor e aluno- além das características do ambiente”

Ou seja, não se deve jamais jogar a culpa no outro, pois muitas vezes o professor coloca culpa na família pela má educação do filho, outras vezes coloca a culpa no próprio aluno, chegando a dizer: “ Esse menino não quer nada da vida, não sei o que vem fazer na escola”, porém, não procura soluções que faça com que o aluno avance, pois sabemos que a indisciplina é um caso sério e não se resolve da noite pro dia, é um processo demorado que requer muita paciência.
Entretanto, o educador deve ir atrás para saber o problema, o porquê os alunos agem de forma descontrolada. O primeiro passo é identificar a causa da indisciplina. Verificar como os alunos agem. Procurar conhecer o passado do mesmo e a realidade em que vive. Pois, muitas vezes agem de forma rebelde e agressiva por estarem passando por problemas familiares, outras vezes só querem chamar atenção. É aí que o professor deve se conscientizar e saber como tratar este aluno, pois se ele já traz problemas de casa, o mínimo que ele vai querer quando chegar na escola é ser tratado com carinho e ter alguém que o acolha como se fosse um filho.
Pois, Vasconcellos (2004) afirma que:
“Os alunos que apresentam problemas de disciplina precisam de uma ação educativa apropriada: aproximação, diálogo, investigação das causas, estabelecimento das causas, estabelecimento de contratos, abertura de possibilidades de integração no grupo, etc. e no limite, se for preciso, a sanção por reciprocidade, qual seja uma sanção que tenha a ver com o comportamento que está tendo (p.116). “

A indisciplina é um dos problemas que não deixa os alunos aprenderem, é de suma preocupação do professor e da escola. São várias as causas que se pode chegar a um aluno indisciplinado e dificilmente se chega à conclusão deste problema.
Primeiramente, deve-se ver de onde é originada a questão da indisciplina, a partir daí se torna possível conhecer os motivos que levam os indivíduos a se comportarem de forma inadequada. Antes de julgar qualquer aluno, é necessário verificar a realidade da família, o social, o psicológico, a escola e muitos outros.
FANTE (2006), sugere que:
“alunos inseguros e carentes sentem necessidade de chamar atenção para si e pertencer a um grupo, utilizando como meio comportamentos considerados inadequados ou indisciplinados”.

A meu ver, os alunos indisciplinados muitas vezes agem dessa forma por que querem aparecer, mostrar que existem ou chamar atenção. Outras vezes, só querem ser ouvidos por alguém, agindo de maneira bruta e rebelde.

INDISCIPLINA: FAMÍLIA, ESCOLA E SOCIEDADE

É no ambiente familiar que a tolerância predomina. Nele o filho consegue absorver a indisciplina para que adiante possa conviver com harmonia na sociedade que o cerca. As regras impostas por pais e professores devem ser exigidas para que seus filhos e alunos as guardem dentro de si. A constituição conta com a educação recebida pelos familiares dos alunos para que eles possam se adequar no meio comunitário. No ambiente escolar o aluno vai ao encontro das novas regras assumindo assim maiores responsabilidades e o não cumprimento das mesmas pode gerar inúmeras conseqüências.
Já a sociedade não ensina, ela somente cobra as regras que devem ser obedecidas para que os cidadãos possam estar preparados suficientemente para se adequarem as mesmas. As leis da sociedade estão escritas e o não cumprimento delas leva às punições, as quais as regras conservadas da família e da escola já não possuem nenhum valor significativo perante a sociedade.
Como ficou nítido, a indisciplina está presente constantemente no nosso cotidiano. Nos mais variados lugares (família, escola, igreja, sociedade…) influenciando negativamente a qualidade de vida de todos. Acabar definitivamente com a mesma é uma tarefa bastante complicada, porém diminuí-la em proporções gigantescas está ao nosso alcance. Se cada um de nós fizer sua parte, o planeta ostentará propriedade eterna.
CRIS POLI (2006) comenta que:
“ouve comentários e presencia cenas que chegam à beira da insanidade: famílias xingam-se constantemente, não há respeito, filhos gritam com a mãe e desmandam o pai”
É isso que acontece com famílias que são destruturadas, pais não impõem limites aos filhos e quando se dão conta, os mesmos já estão mandando nos próprios pais, desrespeitando-os e agindo de forma que eles não conseguem mais controlar os próprios filhos.
Muitas vezes as crianças agem assim por verem a realidade dentro da própria casa, elas aprendem o que vivenciam, é como diz Dorothy Law Nolte (apud Drescher, 2000):
Se as crianças convivem com a hostilidade, aprendem a brigar. Se são tratadas com tolerância, aprendem a ser pacientes. Se as crianças convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é respeito. Se as crianças vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas. Se as crianças vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas.”

É isso mesmo que acontece com crianças que presenciam estes fatos, existem muitas que são tímidas e acham que é um defeito de si mesma, mas elas se tornam tímidas pelo fato das pessoas agirem de tal forma: agindo com estupidez e ridicularizando-as quando as mesmas fazem algo de errado, sendo que, agindo de maneira contrária, ou seja, incentivando-as a fazerem melhor, elas irão sim crescer com outra visão.
A família e a escola devem unir-se e manter uma relação mais afetiva uma com a outra. Pois a escola não vive sem a família e a família não consegue viver sem a escola, ambas devem estar se interagindo uma com a outra para o melhor desempenho dos filhos/alunos, tanto em casa quanto na escola. Nesse sentido IÇAMI TIBA (1996) afirma que:
“O ambiente escolar deve ser de uma instituição que complemente o ambiente familiar do educando, os quais devem ser agradáveis e geradores de afetos. Os pais e a escola devem ter princípios muito próximos para o benefício do filho/aluno”
A família tem se mostrado presente nas reuniões feitas pela direção da escola. Antes a família culpava muito a escola pelo mau andamento dos filhos. Com o decorrer dos anos, a escola, a família e a sociedade estão se conscientizando de que a educação para ser nítida, deve haver sim essa interação. A escola deve ser mais participativa para despertar nos educandos a vontade de aprender a aprender. O que mais se vê, é a escola reclamando da ausência dos pais no acompanhamento dos filhos, pois assim ficará difícil que a aprendizagem seja significativa. O aluno deve sim ser acompanhado pelos pais em qualquer atividade escolar. É dever dos pais estarem presentes em todos os momentos da vida dos filhos.
Existem alunos cujo suas atitudes de indisciplina vão muito além das forças do professor. Porém, este professor tem que averiguar e tentar encontrar soluções para estes problemas. O professor sozinho talvez não consiga desvendar tais mistérios, é preciso que toda a coordenação da escola e a família se tornem aliadas para conseguir solucioná-los. A escola deve ter um psicólogo para está conversando e orientando tanto o aluno quanto o professor, sabemos que o professor é um pouco de tudo, mas nesse caso um psicólogo escolar é de suma importância. Quando a escola não tem estes recursos é importante lembrar que tem outras instituições na comunidade que podem ajudar tais como: conselho tutelar, assistência social, isso se for realmente necessário, pois sabemos que a educação é interesse de todos. Tal como define TORRES (2003, p. 83):

“Uma comunidade de aprendizagem é uma comunidade humana organizada que constrói um projeto educativo e cultural próprio para educar a si própria, suas crianças, seus jovens e adultos, graças a um esforço endógeno, cooperativo e solidário, baseado em um diagnóstico não apenas de suas carências, mas, sobretudo, de suas forças para superar essas carências.”

Cito aqui algumas dicas que são imprescindíveis para ajudar a questão da indisciplina:
 Tudo que se combinar com os alunos, é necessário cumprir.
 Sempre falar com a criança olhando diretamente nos olhos.
 Ser translúcido, ou transparente ao falar. A criança entende melhor quando se fala na mesma língua dela.
 O professor nunca deve ficar sentado na mesa, o mesmo deve andar pela sala mostrando proximidade com os alunos.
 Não permitir que os alunos mais inquietos sentem no fundo da sala, é melhor que eles sentem na frente, para se ter um melhor controle de suas ações.
 O professor deve planejar-se sempre. Seus planejamentos devem ser bem elaborados para assim serem bem passados e chamar a atenção dos alunos nas atividades propostas.
 Nunca gritar com a criança, assim mostrará que você perdeu o controle e está agindo como ela.
 O professor deve ter autonomia e ter autoridade com assertividade.
 Nós somos espelhos para os alunos, sendo assim, devemos manter a clama e ser serenos com os mesmos.
 Não excluir os alunos indisciplinados.
 Sempre está inovando, e motivando os alunos nas atividades propostas.
 Não elaborar tempos de estudos muito longos, pois assim deixará o aluno cansado. Mas sim fazer com que ele se envolva e aprenda de modo divertido.
 Envolver o aluno hiperativo em todas as atividades propostas.
 Não reclamar com a criança a público, assim ela irá ficar constrangida e envergonhada.
 Sempre está participando aos pais o comportamento destes alunos.
 Dê responsabilidade para a criança, assim ela irá se sentir importante, e claro que é.
 Sempre ouvir o que a criança tem a dizer, pois a mesma pode se sentir sozinha quando não é ouvida por alguém.
 Dialogar com a criança, para saber o que se passa na família.
 Agir sempre com alegria, pois a seriedade pode passar que o professor não sente nenhum afeto pelo aluno.

PARA CONCLUIR:

Podemos dizer que, em todos os tempos o professor teve problemas com a indisciplina. Este caso não é de hoje e sim de muitos tempos atrás. É preciso que saibamos solucionar este problema para melhorar a educação de nossas crianças.
Após discorrer sobre a indisciplina, chega-se a conclusão que professores e a coordenação da escola devem se unir para combater as causas da indisciplina. Digo isso, por que quando cheguei à E.T.I., alguns alunos eram bastante hiperativos e quase não ficavam na sala, hoje eles são mais amáveis e adoram a escola e participar dos tempos de estudos. Apenas um aluno ainda não acostumou com a ideia de ficar o dia todo na escola, mas a coordenação sempre nos ajuda a trabalhar com ele. E sei que assim como os outros, ele também irá melhorar cada vez mais. Bastam apenas termos paciência e força de vontade.
Podemos ver também, que os pais têm se motivado e estão dispostos a ajudar os filhos na caminhada escolar. Os mesmos participam das reuniões e sempre estão fazendo perguntas sobre como andam seus filhos na escola. Eu me sinto como uma vencedora por estar ajudando essas crianças. Vejo a satisfação no olhar dos pais dos meus alunos e sempre comentam que “A Escola de Tempo Integral foi um dos melhores benefícios que o prefeito fez, pois as crianças estão realmente aprendendo e adoram a escola”.
Enfim, se as crianças e os pais estão satisfeitos com a proposta da escola, eu também fico mais satisfeita ainda em poder colaborar com a aprendizagem dessas crianças.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

SILVA, Ana Beatriz B. Mentes inquietas: TDAH: desatenção, hiperatividade e impulsividade. Rio de janeiro: Editora Objetiva, 2009.
POLI, CRIS – Filhos autônomos, filhos felizes. São Paulo: Editora Gente, 2006.
DOROTY, Law Nolte – As crianças aprendem o que vivenciam- Editora Sextante.
TIBA, Içami – Disciplina, limite na medida certa – São Paulo: Editora Integrare, 2006.
SZYMANZKI, Heloisa – A relação família/escola – desafios e perspectivas. Brasília: Editora Líber Livro, 2010.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. (In)Disciplina: construção da disciplina consciente e interativa em sala de aula e na escola. São Paulo: Libertad Editora, 2004.
TORRES, R. M. A educação em função do desenvolvimento local e da aprendizagem. In: Muitos Lugares para aprender. Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – CENPEC. São Paulo: CENPEC/Fundação Itaú Social/UNICEF, 2003.
FANTE, C. Bullying escolar: prevenção do problema começa pelo conhecimento. Jornal Unesp, Rio Claro, jul 2006. Fórum, p.3.
Site: http://www.eaprender.com.br/indisciplina na sala de aula.
DEMO, Pedro: Porvir-Desafio das linguagens do século XXI: Curitiba: Obfex, 20093

INDISCIPLINA NA ESCOLA/SOLANGE

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INDISCIPLINA NA ESCOLA
Solange Araújo dos Santos

INTRODUÇÃO

“Escola é… o lugar onde se faz amigos. Não se trata só de prédios, salas, quadros, programas, horários, conceitos… Escola é, sobretudo, gente, gente que trabalha gente que estuda gente que se alegra, se conhece, se estima. O diretor é gente, o professor é gente, o aluno é gente, cada funcionário é gente. E a escola será cada vez melhor, na medida em que cada ser se comporta como colega, como amigo. Nada de ilha cercada de gente por todos os lados. Nada de ser como tijolo que forma parede indiferente, frio, só. Importante na escola não é só estudar, é também criar laços de amizade, é criar ambiente de camaradagem, é conviver, é se amarrar nela. Ora, é lógico… em uma assim vai ser fácil estudar, fazer amigos, educar e ser feliz”.
(Paulo Freire, 1999)

É muito bom quando podemos trabalhar em um ambiente sadio onde não existem conflitos entre alunos, entre professor e alunos e demais pessoas que convivem na comunidade escolar. Todavia, a realidade é outra, as escolas estão passando por dificuldades em relação ao comportamento indisciplinar em relação ao meio em que está inserida. A questão disciplinar é um fator que repercute dos conflitos da família e do meio que a envolve.
A indisciplina é certamente o maior problema enfrentado nas escolas de hoje. Todos nós sabemos diagnosticar sua presença, mas não sabemos quais as suas razões exatas do porque de tanta agressividade e isso tem sido um dos grandes males da escola contemporânea como gerador do fracasso escolar, a indisciplina tem sido um dos principais obstáculos para o trabalho docente.
O presente trabalho traz aspectos sobre a indisciplina escolar. Tem como objetivo fazer uma reflexão sobre essa questão que tem se agravado de forma significativa nos últimos anos. Tem como base, refletir sobre a indisciplina escolar, apontando suas causas, algumas formas de intervenção do professor frente a esse problema. Busca ainda mostrar a necessidade da construção de uma escola democrática, onde possa transformar as atitudes agressivas deste local, que deveria ser um ambiente cheio de harmonia e de aprendizagens e não de indisciplina.
Para melhor compreender o tema, faz-se necessário um estudo mais aprofundado sobre o tema. A partir daí surge à questão: O que é indisciplina, como detectá-la, quais as causas, o que fazer para acabar ou amenizar esse problema.
No sentido de esclarecer essas questões o trabalho está organizado nos seguintes tópicos: Indisciplina, Principais causas da indisciplina na escola, A indisciplina como aliada, Soluções para acabar e/ou diminuir a indisciplina na escola.

CONCEITUANDO INDISCIPLINA
A indisciplina vem sendo vista como uma atitude de desrespeito, de intolerância ao acordo firmado do não cumprimento de regras capazes de pautar a conduta de um indivíduo ou de um grupo, é considerada também um reflexo da indisciplina generalizada em que se encontra a humanidade atualmente. Essa por sua vez vem crescendo constantemente, é o resultado de uma sociedade onde não existe mais respeito, amor, a compreensão e o valor à família.
Cada vez é mais difícil estabelecer a disciplina e fazê – la respeitar. Com as evoluções da vida em todos os sentidos, as crianças se tornaram mais independentes e passaram a obedecer menos a autoridades dos adultos.
Segundo LA TAILLE (1994 p.q):
“Crianças precisam sim aderir a regras (que implicam valores e formas de conduta) e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os limites implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo: o que não pode ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência de posição ocupada dentro de algum espaço social – a família, a escola, a sociedade como um todo”.
Nesse sentido, o estudante precisa aprender a noção de limites e isso só acontece quando ele percebe que há direito e deveres para todos, sem exceção. A escola também precisa estabelecer regras e normas orientadoras do seu funcionamento e da convivência entre todos os componentes que nela atuam regras que devem ser compreendidas como condição necessária ao convívio social. E dentro dessa idéia, o professor deve ser o disciplinador que educa e estabelece limites.
A indisciplina tem se tornado um dos obstáculos para o bom desenvolvimento do trabalho escolar e conquistar a disciplina na sala de aula e na escola tem sido um verdadeiro desafio para o ensino atual. O professor deve manter uma relação de afetividade para que o aluno se sinta seguro e capaz de conversar e compartilhar seus problemas. No entanto, o professor precisa desempenhar o seu papel, o que inclui disposição para dialogar sobre objetivos e limitações e mostrar ao aluno o que a escola espera dele.
A indisciplina pode ser vista de forma diferente pelos professores, uma atitude que o aluno pratica pode ser considerada como uma disciplina para um professor e pode não ser para outro.
A indisciplina escolar não envolve somente problemas sociais, como conflitos familiares, mas também aspectos envolvidos e desenvolvidos na escola como a relação professor – aluno, sua prática pedagógica e até mesmo práticas da própria escola que podem ser excludentes.
O meio social, as pessoas que convivem com a criança, influenciam muito no comportamento, pois os pais são os primeiros educadores e tudo que a criança recebe na sua vida reflete no seu comportamento.
A criança já vem sendo educada pela família muito antes de ser integrada no ambiente escolar, sua participação é considerada um fator de fundamental importância na tarefa educativa do aluno, o que deveria significar uma ajuda mútua na construção do ideal educativo, o que muitas vezes não é, pois hoje vivemos numa sociedade onde a família se encontra desgastada, sem estrutura, sem união, sem que possa oferecer aconchego, apoio nos momentos mais difíceis na vida da criança. Se a criança vem de um ambiente desestruturado, é normal que ela pratique atitudes indisciplinares, portanto é necessário que o professor construa um ambiente acolhedor capaz de fazer com que a criança se sinta mais segura.
É primordial que a relação entre profissionais que atuam na escola seja resultado de um clima de compromisso e confiança que favoreçam as decisões coletivas, é necessário enganjar-se na busca de soluções conjuntas para melhorar o ambiente escolar.
Segundo AQUINO (1996. P. 98), a tarefa de educar, não é responsabilidade da escola, é tarefa da família, que ao docente cabe repassar seus conhecimentos acumulados, ele ainda aponta que a solução pode estar na forma da relação entre professor e aluno, ou seja, a forma que suas relações e vínculos se estabelecem, aponta também que a solução pode estar no desenvolvimento do resgate da moralidade discente através da relação com o conhecimento deve ser construído socialmente, sem rigidez e autoridade.
O professor e a escola devem ter por objetivo central a transmissão e recriação do conhecimento construído socialmente. A escola tem que ter significado para eles, pois o não envolvimento dos alunos com a escola pode se transformar em apatia e explodir em indisciplina.
A escola é um ambiente socializado, daí a importância de contribuir na formação moral de seus alunos. O professor tem a função de construir um ambiente com regras coerentes e justas. Também, deve se questionar sobre a coerência das regras da própria escola, não esquecendo que o aluno é um ser humano inacabado, e precisa se desenvolver num ambiente de liberdade.

PRINCIPAIS CAUSAS DA INDISCIPLINA NA ESCOLA
Não é fácil citar as causas da indisciplina na escola. As causas da indisciplina são inúmeras e dificilmente se chega a uma conclusão. Nesse caso, faz-se necessário uma investigação na raiz do problema, pois a partir daí que se conhecem os motivos que levam as crianças a praticarem tal comportamento. O fenômeno indisciplina muitas vezes pode levar o aluno a ser eleito como aluno – problema, fato que muitas vezes leva a alguns preconceitos, a falsos conceitos, ao fracasso escolar e até mesmo à exclusão escolar. Portanto, o professor deve conhecer o aluno, a sua família, só assim poderá fazer um diagnóstico que fará com que ele perceba se a atitude do aluno é o reflexo de problema psicológico, social, além de muitos outros.
Antes de julgar ou fazer insinuações a respeito do comportamento da criança é preciso investigar a realidade do ambiente familiar, escolar, o aspecto emocional, o social e outros. Muitas vezes, a manifestação indisciplinar é vista como uma forma de chamar a atenção ou até mesmo uma forma de expressão do aluno, que usa esse comportamento com a intenção de ser notado e ouvido.
O espaço escolar é muito importante, no entanto, muitas escolas não oferecem esse espaço onde as crianças possam brincar e correr nos intervalos para gastar suas energias. Quando a criança fica limitada somente à sala de aula e não gasta suas energias, ela tende a desenvolver comportamentos indisciplinados.
Existe também a questão dos maus tratos. Muitas crianças estão acostumadas a serem surradas e recebem severos castigos o que os levam a terem uma atitude totalmente autoritária e por isso não conseguem viver em um ambiente democrático, assim reproduzem o que presencia em casa na escola.
A família é outro fator de grande relevância, problemas familiares também podem acarretar na indisciplina escolar. Não há dúvidas, que quando a família não impõe limites, e não dão a atenção necessária aos filhos é a televisão ou as más companhias que educam as crianças. Os pais alegam que a criança não tem mais jeito, que não querem mais nada e largam de mão, deixam as crianças soltas a mercê das más companhias soltas no mundo aprendendo o que não presta e até mesmo a mercê do próprio jovem que ainda está em formação.
Esta situação é a mais comum, muitas crianças vêm de uma família desestruturada, vivendo em um ambiente onde não tem carinho, muitas vezes não tem com quem conversar e considera que a sua existência é apenas mais um problema no meio familiar.
Outro fator preocupante também acrescentado na questão da indisciplina é que ela está associada à falta de participação dos pais nas atividades escolares, dificilmente os pais aparecem na escola, não participam das reuniões e muito menos tomam conhecimento do comportamento dos filhos.
A liberdade excessiva dos pais aos seus filhos também é um fator que causa indisciplina, são cheios de mimos e dengos e não conseguem cumprir obrigações e quando não conseguem ser o centro das atenções se tornam frustrados.
IÇAMI TIBA (1996: 169), afirma que:
“Há pais que, por manter seus filhos na escola, acham que esta é responsável pela educação dos mesmos. Quando a escola reclama de maus comportamentos ou das indisciplinas dos alunos, os pais jogam a responsabilidade sobre a escola”.
Na verdade, a escola e a família devem caminhar juntas, pois uma depende da outra, e não jogar a culpa no outro, o que termina prejudicando o aluno, trabalhando juntas será mais fácil estabelecer soluções que possam ajudar a resolver ou amenizar o problema, não esquecendo que o aluno deve ser prioridade de todos.
Há também professores que provocam indisciplina nos alunos, quando as razões são as seguintes:
• Falta de preparação para lidar com certos conflitos;
• Rotulagem dos alunos;
• A forma agressiva como tratam os alunos;
• Falta de capacidade de motivar os alunos;
• Insegurança sobre o conteúdo a ser trabalhado;
• O desrespeito do professor em relação aos alunos;
• Expulsar o aluno da sala;
• Corrigir o aluno publicamente gera traumas;
• A metodologia aplicada que não chama a atenção do aluno;
• Atividades muito longas e cansativas.
Muitas vezes a indisciplina ocorre porque os alunos não entendem o conteúdo ou acham suas aulas cansativas. Neste caso o professor pode modificar suas aulas, adotando atividades estimulantes e interativas, isso fará com que a indisciplina acabe ou diminua, objetivando melhorar as condições de aprendizado dos alunos. Enfim, a questão da indisciplina não pode ser concentrada somente na família, como foi citado, existem outros fatores que causam indisciplina.
A indisciplina também pode estar ligada ao fraco rendimento escolar dos alunos. O seu insucesso pode levá – los a não fazer as tarefas escolares e a ficarem desinteressados pela escola, desencadeando emoções negativas, consideradas comportamentos inadequados.
Na escola, por exemplo, a indisciplina nunca acaba, pois cada ano chega novos alunos e novos professores, que não estão enquadrados com as regras da escola, portanto é necessário que se trabalhe constantemente com essa questão, pois sempre aparecem casos diferentes.
VASCONCELLOS (2004, p. 169), afirma que;
“[…] o problema da (in) disciplina, com certeza, diz respeito ao professor, mas também ao aluno. E mais que isto, dada sua complexidade, envolve também outras frentes: instituição, comunidade, sistema de ensino e sistema social”.
Nesse sentido, as inúmeras causas da indisciplina escolar podem ser tanto externas como internas a escola. Tendo em vista o entendimento da natureza da indisciplina, cabe às escolas construir uma política, que possa favorecer o desenvolvimento de uma nova disciplina na escola e na sala de aula.

A INDISCIPLINA COMO ALIADA
Por trás de atitudes indisciplinares podem estar problemas psíquicos ou familiares. A indisciplina é um meio que a criança tem de informar que algo não está bem, por isso, o professor deve está atento a essas atitudes. Ela é uma das causas que mais influência para o fracasso do planejamento inicial, por isso deve ser encarada como um fator importante, pois através dela é que o professor poderá fazer um diagnóstico e buscar soluções para distúrbio de comportamento.
A indisciplina pode atrapalhar e incomodar, mas se o professor trabalhá – la de forma adequada, poderá ajudá – lo a conquistar o aluno.O professor deve ser capaz de reduzir a agressividade dos estudantes e ajudá – los a se tornarem mais participativos e menos indisciplinados. O professor não pode deixar que os alunos percam a vontade de querer aprender e fazer com que a aprendizagem seja visto como um sacrifício.
O comportamento é fundamental para o bom desenvolvimento das atividades, portanto o professor deve criar momentos de estudo mais dinâmicos e atraentes que chamem a atenção dos alunos. É necessário que o professor procure utilizar diferentes formas de transmitir os conteúdos, utilizando recursos atuais e possibilitando ao aluno interagir nas aulas. Se o modo de trabalho não obtiver resultado, procurar alternativas. Segundo FERNÁNDEZ (2005, p.41), “o professor atua segundo as exigências de cada particular circunstância”.
Avaliando seu trabalho procurando ver onde falhou, o professor conseguirá eliminar parte dos problemas e até mesmo evitar que surjam outros. Para isso, é preciso que o professor reinvente métodos diferenciados e criativos para encontrar alternativas, tornando a sala de aula um laboratório de experiências coletivas.
O professor deve trabalhar com o aluno real e entender que os problemas de indisciplina interferem diretamente no seu trabalho. Deve fazer também com que o aluno compreenda que a escola é um local onde existem normas e pessoas a serem respeitadas.
É fundamental não desistir e estar preparado para os problemas que irão surgir e procurar soluções conjuntas com os alunos, com os pais, com os colegas de trabalho, já que os problemas interferem no cotidiano de todos.
“Quando há relacionamento afetuoso, qualquer caso pode ser revertido em pouco tempo”, afirma Tânia Zagury. (revista nova escola, janeiro de 2002 pág. 18).
Nesse sentido, o professor deve abrir um espaço para o diálogo onde deixa seus alunos expressarem seus sentimentos, isso contribuirá para que se estabeleça um clima de confiança entre ele e o grupo, pois quando os alunos sabem que podem conversar com o professor não deixam de respeitá-lo.
O desafio maior é provavelmente conquistar a turma, fazê – la produzir, criar condições para que todos aprendam, torná – los mais participativos e menos indisciplinados.
O fato de querer usar o comportamento indisciplinado a favor da indisciplina muitas vezes leva o professor a encarar a indisciplina como uma agressão colocando-se na mesma posição do aluno. Na verdade, isso só piora a situação e gera mais revolta. Na verdade, o professor precisa desempenhar seu papel, promover o diálogo para saber o que incomoda os alunos e tentar buscar soluções juntamente com eles, assim eles se sentirão mais importantes e capazes de expor suas próprias conclusões.
Nada se consegue de mão beijada, principalmente quando se refere à questão da disciplina. Como já foi mencionado, é um desafio, a disciplina é algo que se constrói, ser autoritário, ameaçar ou castigar são atitudes inúteis. O professor deve fazer com que os alunos percebam que a noção de limites só vai ajudá – los.
Não há formulas prontas para acabar com a indisciplina, mas discutir sobre o problema já é um bom começo. Só quem tem certeza da importância do que está ensinando sabe que a indisciplina requer muito diálogo, limitações e muitas aulas expositivas que chamam a atenção dos alunos.
O truque para transformar a indisciplina como aliada é dar atenção aos alunos e ajudá-los a entender o que o incomoda e fazê – lo sentir a necessidade de querer aprender. Colocar os alunos para ajudar o professor na realização das atividades torna a aula uma experiência de vida e não só uma mera transmissão de conteúdo, pode ser a saída.

SOLUÇÕES PARA A INDISCIPLINA NA ESCOLA
O primeiro passo a ser traçado é a realização de uma análise na origem do problema, a partir daí que se conhece os motivos que levam os indivíduos a se comportarem de forma indisciplinada. Observar os alunos e estabelecer um diálogo também pode ajudar muito.
Outra boa sugestão é o professor criar algumas regras para o bom funcionamento dos momentos de estudo como:
• Fazer silêncio em quanto o outro colega fala ou enquanto o professor explica;
• Falar num tom de voz adequado;
• Respeitar a opinião do colega;
• Levantar a mão e aguardar a sua vez de falar, entre outros. Com estas atitudes, o professor ganhará o respeito de seus alunos.
O professor também deve impor respeito para ser respeitado, quando a criança convive em um ambiente onde existe respeito ela também respeitará. Dorothy Law Nolte (apud DRESCHER,2000) afirma que as crianças aprendem o que convivem.

Outros fatores que podem ajudar:
• Esqueça a imagem do aluno ideal;
• Não corrija o aluno publicamente, pois essa exposição pública produz humilhação e até traumas;
• Converse com os que atrapalham a aula, ouvindo suas razões;
• Não expressar autoridade com agressividade;
• Não rotule o aluno;
• Não coloque limites sem dar explicações;
• Criar situações com histórias, que levem a turma a refletir sobre o comportamento deles e de outros colegas, sem expô- los;
• Elogie a criança antes de corrigi-lo ou criticá-lo;
• Diferencie as aulas, evitando rotinas;
• Se prometer algo para as crianças, cumpra-os;
• Sempre que for conversar com algum aluno, olhe nos olhos dele;
• Dê responsabilidades para os alunos, eles irão se sentir responsáveis;
• Não expulsar o aluno da escola, ele já está acostumado com a rejeição isso só irá criar mais revolta;
• Criar um ambiente de cooperação e acolhedor onde a criança se sinta querida;
• Evite ficar irritado, gritar e castigar, certas atitudes autoritárias só prejudica;
• Trabalhar como conteúdos de ensino questões relacionados ao convívio social;
• Criar um ambiente cooperativo, no qual as crianças possam se expressar;
• Impor respeito, para que sejam respeitados e aprendam a respeitar;
• Disponibilizar à criança uma série de materiais que ofereçam a ela uma funcionalidade com a atividade que irá realizar;
• Disponibilizar de espaços onde as crianças possam gastar suas energias;

Os pais e os estudantes devem se conscientizar que a escola é lugar de estudo e não de bagunça. É importante que eles participem mais da vida escolar de seus filhos, mas para isso é preciso que essa iniciativa parta de cada um.
A escola precisa alertar os pais sobre a importância de sua participação no acompanhamento dos estudos de seus filhos e dos estímulos que eles devem dar para que estudem.
TIBA (1998), afirma que:
“É imprescindível que seja gerado uma união envolvendo alunos, pais, professores, inspetores, serventes e direção da unidade escolar, pessoas comprometidas a construir valores”.
Nesse sentido, o trabalho com a família é imprescindível, pois muitas vezes não sabem que ações devem ser tomadas com o filho, sentindo a necessidade do acompanhamento de um orientador educacional, onde pode está detectando no aluno suas necessidades, suas frustrações, inseguranças, excessos de cuidado e carinho ou se é simplesmente a dificuldade em obedecer certas normas e regras. Então, ouvir o aluno, trabalhar dentro de todos os seus aspectos, é o principal meio para o orientador agir junto à família para combaterem a indisciplina.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Infelizmente a indisciplina tem se tornado um ato comum nas escolas, parece mais uma matéria que faz parte do cotidiano da escola. São muitas as reclamações de professores, que muitas vezes não conseguem sequer dar o seu momento de estudo, pois são interrompidos e quase sempre desrespeitados no exercício da sua função, o que torna um desafio para os professores.
Diante da questão da indisciplina escolar, conclui – se que as escolas necessitam construir políticas internas para trabalhar de maneira preventiva com a indisciplina, havendo também a necessidade de formação continuada dos professores direcionada para a reflexão do professor sobre a sua prática e para a discussão de problemas vivenciados no dia-a-dia das escolas, buscando coletivamente as ações que viabilizem as soluções e implementações das mesmas.
A escola deve ser um ambiente democrático onde não só o professor expresse suas idéias, mas também os alunos, para isso deve ser dada a oportunidade para que se expressem.

REFRÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
AQUINO, Júlio Groppa (organizador). Indisciplina na escola – Alternativas teóricas e práticas. 4ª edição. São Paulo: Summus Editorial, 1996.
FERNÁNDEZ, I. Prevenção da violência e solução de conflitos: o clima escolar como fator de qualidade. Trad. De Fulvio Lubisco. S. Paulo: Madras, 2005.
GARCIA, J. A construção social da indisciplina na escola. In: SEMINÁRIO DE INDISCIPLINA NA EDUCAÇÃO CONTEMPORÂNEA, 1., Curitiba. Atas. Curitiba: UTP, 2005, p. 87 – 93.
PIAGET, Jean. Para onde vai a educação. Rio de Janeiro. Livraria José Olimpio. (Ed. Orig. 1948), 1973.
_____________Jean. O julgamento moral da criança. São Paulo: Mestre Jou. (Ed. Orig. 1932), 1977.
PASSOS, Laurizete Ferragut. A Indisciplina e o cotidiano escolar: novas abordagens, novos significados. In: Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas.
REVISTA ESCOLA, ANO XVII, Nº 149 – Janeiro/Fevereiro de 2002.
VASCONCELLOS, Celso dos Santos. Coordenação do trabalho pedagógico: do projeto político – pedagógico ao cotidiano da sala de aula. S. Paulo: Libertad Editora, 2004.
TIBA, Içami. Disciplina – Limite na medida certa. São Paulo: Editora Gente, 1996. 8ª edição. P. 117 e 145.
_________Içami. Quem ama educa! _ S. Paulo: Editora Gente, 2002.

Indisciplina /ESTHER

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Indisciplina
Esther Gomes Dos Santos

Introdução

Um dos maiores problemas enfrentados hoje em nossas escolas intitula-se como: Indisciplina. Conferencias escolar são promovidas para debater o assunto opiniões são dadas e nada. A cada dia a situação agrava-se consideravelmente.
Os alunos não têm comprometimento com os estudos, o professor não e respeitado e com isso não e autoridade. Por este motivo o foco mudou de direção, ao invés do professor sonhar com uma turma que avance em sabedoria e autonomia sonha com alunos disciplinados dotados também de tais habilidades mais como peso maior a disciplina.
Diante da indisciplina o que pode ser feito para evitar possíveis desconfortos?Quem e o responsável por isso?Apontaremos aqui algumas dicas e também situações que precisam ser repensadas.
A escola e o professor contra a indisciplina
A indisciplina não e nada mais que o comportamento de uma pessoa que não tem controle sobre si mesmo. Ela não desenvolve auto-estima e nem confiança.
Desde pequena a criança precisa de limites que por natureza e imposta em casa por parte dos pais, e quando chega o período da escola estes valores são moldados pelo professor. Mas quando estes princípios educativos não foram apresentados as crianças nos primeiros anos de sua vida ainda no lar o professor reveste-se de responsabilidade sobre esta criança sendo o mediador de conhecimentos e educação.
No primeiro momento em que o aluno entra na escola a mesma assume total responsabilidade sobre ele, sendo o professor o mais comprometido com este aluno. Cabe a ele detectar que deficiências aquela criança apresenta por conta de um lar desestruturado e em parceria com a escola, solucionar todo e qualquer problema envolvem do o mesmo.
O primeiro passo a ser dado contra a indisciplina e introduzir na criança o domínio próprio por meio de diálogos e limites .E interessante que estes limites possam ser acompanhado de tratos que mostram ser justa e precisa a obediência .A criança precisa ser provocada a ver que em tudo se deve obediência e que as leis foram criadas afim de organizar e não como forma de bloqueios de suas vontades.
Os educadores tem o importante papel de guiar as crianças no caminho em que se deve andar com o cuidado para não se tornar um mão de ferro e com isso provocar ira em seus alunos.Segundo Ellen G.White(2008)Dirigir o desenvolvimento da criança sem atrapalhar por meio de um autoritarismo indevido deve ser um objeto de estudo tanto por parte da escola como por parte do professor.Regras de mais e tão ruim quanto a deficiência delas .
E papel do educador e da escola banir qualquer ato de indisciplina. Ao ouvir esta afirmação no primeiro momento entendemos que e preciso punir a criança com severidade, pensamento este totalmente contrario, quando falamos em banir a indisciplina estamos nos referindo a um trabalho com dedicação e sabedoria por parte da escola e do professor.
Tirando os alunos que por algum trauma ou revolta imposta pelo meio em que vive , infelizmente a indisciplina na escola e ocasionada por estresse acessivo por parte do educando como conseqüência de um trabalho mal planejado e mal feito.
A ociosidade e falta de envolvimento são também causadores de indisciplina escolar. E normal que quando não se tem o que fazer procure-se o que fazer, e ai que entra a falta de diligencia por parte dos educadores que por sua vez desejam que os alunos recebam um momento de estudo mal planejado com atividades nada empolgantes e tenham um comportamento como se estivessem bem envolvidos sendo que o que esta acontecendo aqui não e nada envolvente.
E fácil falar da indisciplina quando não esta sendo feito um bom trabalho, por que temos consciência que um trabalho relaxado trás consigo frutos negativos.
Mas e quando tudo esta sendo feito corretamente, os momentos de estudos são prazerosos o professor o professor planeja e executa bem suas tarefas e mesmo assim aquele aluno insiste em se comportar contraria as normas estabelecidas pela escola?
A reposta para tais questões e obvia e clara. Cada criança e diferenciada uma da outra, cada ser humano e um universo e no caso da criança e um mundo novo a ser explorado. E mais que aceitável que o trabalho desenvolvido em sala pode agradar a toda a turma e não funcionar com este aluno. O educador precisa ser sensível a estas questões e imediatamente achar o caminho ate aquela criança trabalhando com o mesmo e com todos em conjunto, mas com a consciência de que são diferentes.
A indisciplina vivenciada em nossas escolas se deve ao fato que a maioria das crianças convive em um ambiente familiar mal estruturado.
Para banir esta triste realidade sabemos que e imprescindível que a escola se responsabilize diariamente a fim de garantir que o respeito mutuo seja fator predominante.
Convivendo em um ambiente em que atitudes como esta sejam o foco principal a criança vai aos poucos se sentindo motivada e apta ao convívio social percebendo a importância de uma boa conduta sem que haja necessária haver repressões, sobretudo ameaças.
Na escola precisamos lidar com a indisciplina como uma causa que precisamos resolver sem atribuir culpas e necessário cada profissional da educação pensar em propostas interessantes, chamativas que despertem o interesse e o prazer das crianças em desenvolvê-las.
Alem das propostas e interessante também saber ouvir as crianças conhecer as especificidades de cada uma para que posam lidar e procurar soluções cabíveis para as questões de indisciplina e que de fato contribuam para o avanço de todos.

Utilizando o senso de honra contra a indisciplina
O bom educador e aquele que empenhado com o seu trabalho passa horas pensando em soluções que melhorem a sua sala e as coloca em pratica. Para enfrentar a indisciplina no momento em que estamos vivendo, momento este que impera a violência, e preciso por parte dos educadores jogo de cintura.
Como forma de banir a indisciplina em sala o sábio professor trabalha com o senso de honra de cada criança, como primeiro passo procura promover a confiança.
E de grande beneficio fazer com que o jovem ou a criança se sinta confiável. Deve-se ter o cuidado de que eles não pressintam que a todo o momento estão sendo vigiados e que nele não esta sendo depositado tal confiança.
Quando este tipo de coisa acontece a criança não procura mostrar que e digno, pois pensa que tudo que ele for fazer vai ser motivos para broncas e que sempre vai ter ali alguém vigiando.
Como segmento deste mesmo principio e preciso mudar toda forma de pensar.As crianças assim como os adultos são dotados de sentimento ,merecem ser respeitados.
E melhor pedir que ordenar, todo e qualquer ser humano tanto faz ser criança, jovem ou adulto, faz melhor o que lhe empolga. Se ele e coagido a obedecer, sua obediência e superficial e corre o risco de mais tarde transformar-se em revolta por que obedecer não e resultado de sua escolha.
Uma criança que e freqüentemente bloqueada em suas ações, considera que aquela falta e uma característica sua e que não adianta esforçar-se para mudar. É assim que surge a baixo-auto-estima que e oculta pela arrogância e a indisciplina.
As crianças pequenas e mesmo alguns jovens ,mostram e ate pedem ajuda na sua forma de se comportar e precisam apenas de alguém que os entendam e de uma sabia disciplina. Ellen G.White comenta em seu livro “Que muitos jovens que são considerados incorrigíveis não são ruins como parecem. Muitos que são julgados como não oferecendo esperança podem ser recuperado através de uma disciplina prudente.
Esta disciplina e aquela que soma e faz crescer e que prepara o educando para a vida. A escola não e um lugar onde aprendemos apenas a ler e escrever ela é o molde do caráter humano e precisa ser o lugar em que somos preparados e disciplinados. A disciplina deve ser o primeiro ensino das crianças e a negligencia da mesma é o crescente motivo das más tendências, tornando a disciplina cada vês mais contrarias aos desejos e inclinações naturais.
Orientemos as nossas crianças a vencer tais comportamentos, e que cada erro vencido é uma vitoria a mais que adiante servira de suporte para a vida.
Trabalhando contra a indisciplina desde cedo, evitamos problemas no futuro.
Vivenciar a indisciplina e assustador por este motivo as estratégias usadas por alguns professores chegam a ser desastrosas, é em vês de melhorar a indisciplina só tende a piorar. Erros como estes de maneira nenhuma poderiam acontecer, unicamente pelas suas conseqüências.
Lidar com a mente humana e uma das maiores tarefas confiadas aos professores, e o mesmo necessita constantemente de uma boa saúde física e mental.
Para lidar com os jovens e crianças devem-se usar as melhores estratégias, é necessária compreensão e amor pela juventude com cuidado para não tornar frouxa a conduta dos que freqüentam a escola. E necessário haver uma harmonia entre regras e liberdade sabendo que um completa o outro.
“Os professores devem prender os alunos ao próprio coração por laços de amor, bondade e estrita disciplina. O amor e a bondade nada valem a menos que estejam ligados com a disciplina”.
Conselho aos pais, professores e estudantes (White G.Ellen p: 154)
A indisciplina trás vitorias em curto prazo. O aluno disciplinado e revestido de benefícios que perduram para a vida inteira.
Os alunos vão para a escola para estudar com o intuito maior de serem disciplinados e aptos a ter um ótimo convívio em sociedade, preparados para empregar da melhor maneira as suas faculdades. Se ao chegarem decidem cooperar com a escola, aos professores devem-se as honras e a responsabilidade de dedicar aos estudantes sua simpatia e cooperação.
As medidas diante da indisciplina dos alunos e sim indispensável, mas há uma serie de cuidados a ser tomados. Não trás nenhuma influencia benéfica, tornar publico os erros dos alunos. Nunca e proveitoso a ele ser humilhado perante seus colegas.
Há professores que usam esta ação como arma contra à indisciplina.Este ato pode inibir o comportamento do aluno, mas de forma nenhuma remedeia,pelo contrario trás consigo mortificação e más influencias para à vida futura,que podem resultar em algo ainda mais grave que a indisciplina escolar.
Em meio a tantas discussões percebemos que as posições precisam ser tomadas bem antes. Se trabalhássemos o comportamento nos primeiros anos escolares da criança, ainda no maternal reduziríamos significativamente esta situação.
O primeiro passo a ser tomado ainda no inicio esta ligada as boas maneiras, ações simples que ate parecem bobas ,mas que e de grande valor.Devem a todo instante ser observado o comportamento das crianças pequenas.As boas maneiras desconhecem as classes sociais, ensina o respeito a si mesmo e cuida da dignidade do futuro homem que esta nas mãos de cada educador.
Precisa ser introduzido o respeito pelos outros, pois esta é a essência da verdadeira disciplina. A criança que desde cedo é orientada a respeitar os limites dos seus colegas a respeitar os mais velhos quando for adulto de forma nenhuma será uma pessoa indisciplinada.
Como professores precisamos fazer a diferença no meio em que estamos, pois sabemos que as crianças que apresentam comportamento indisciplinados não nasceram desta maneira tornam-se assim por influencias das pessoas que as cercam.
A escola e um segmento importante na vida do ser humano é ela que da suporte e alem de preocupa-se com a formação do individuo preocupa-se com o seu presente e o seu futuro.Temos consciência que a mesma vem sendo bombardeada por fatores indesejáveis e destruidores,começando pela falta de preparo profissional e com isso o trabalho relaxado.Infelizmente isto atinge também o aluno e em conseqüência a sociedade.
A escola e principalmente os professores precisam estar cientes de sua função, que só para lembrar e a mais importante,a profissão de professor esta acima de todas as outras pois trata diretamente com a vida. Os estudantes em especial as crianças são disciplinadas na escola com o intuito maior de serem bons cidadãos fora dela.
Maior que a disciplina imposta pela escola é a da vida enfrentá-la sabiamente e a lição oferecida a toda criança.

Referencias bibliográficas

White Ellen G. Conselhos aos pais professores e estudantes: princípios e métodos da pratica educacional; trad. Isolina A. Tatuí, SP: casa publicadora Brasileira, 2008.

White Ellen G.Educação: um modelo de ensino integral; trad. Flavio L. M. Tatuí, SP: CPB, 2008.

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