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julho 2, 2010

INDISCIPLINA NO AMBIENTE ESCOLAR

Arquivado em: Uncategorized — abgailfreitas @ 6:56 pm
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INDISCIPLINA NO AMBIENTE ESCOLAR

Wislandey de Almeida Santos (2010)

INTRODUÇÃO

Infelizmente, este “fenômeno” faz parte da realidade cotidiana da maioria das nossas escolas. Na atualidade, parece ter aumentado as questões relacionadas à indisciplina: o mau comportamento, o desrespeito, a hiperatividade, a imoralidade, o bulling, o preconceito, os diversos tipos de agressões, a falta de interesse em relação ao conhecimento e etc. Criar um ambiente propício a aprendizagem tem sido tarefa árdua para o professor, já que a indisciplina entre os discentes é crescente e complexa. Existem casos dos mais variados entre alunos indisciplinados, cada sujeito possui a sua peculiaridade. Nada é ou existe por acaso… Em se tratando de indisciplina, são várias as causas geradoras, tais como: as influências socioculturais, a estrutura familiar (abandono, morte, maus tratos, agressões e etc.), ou até mesmo ausência da família. A escola é o “pára-choque” destes problemas, nela resvalam os reflexos de problemas de várias ordens. Como lidar com alunos indisciplinados, e como tratar esta “doença”? O que fazer para ter controle sobre a situação? Abordaremos a seguir, alguns indicadores e algumas ações que podem contribuir para amenizar os efeitos da indisciplina.

DISCIPLINA E APRENDIZAGEM

Afirmar que aprender bem requer indisciplina, pode gerar certa estranheza para muitos. Já que a visão de gente indisciplinada é, na maioria das vezes, pensamento equivocado de pessoas que acreditam que sujeito indisciplinado é apenas aquele indivíduo que fala palavrão, que agride o colega de sala, que xinga o (a) professor (a).
Por outro lado, vale à pena ressaltar que, pessoas indisciplinadas tendem a si dar melhor na vida. Geralmente aquele sujeito indisciplinado que não concorda com o modo de ser das coisas, que quer quebrar paradigmas, que gosta de novidade, que é rebelde no sentido de provocar situações criativas, que é curioso, desconstrói um objeto para depois reconstruí-lo tende a se tornar um grande ser humano, aprende mais.
Sobre este olhar, (Demo, 2010) filosofa:
Rebeldia pode significar apenas destruição e provocação. Rebeldia criativa não pode ser apenas indisciplinada, porque a criação exige dois passos pelo menos: desfazer e refazer. No desfazer a indisciplina cabe, mas no refazer a disciplina não cabe menos. [..] Referência interessante desta discussão é a noção de “conhecimento rebelde” (Bova, 1998) [2], usada como base importante para o saber pensar (Demo, 2010), alegando que saber pensar é questionar. O primeiro passo do conhecimento é desconstruir, ou seja, negativo. A reconstrução é o segundo passo, também porque será logo exposta à desconstrução. Conhecer não é apenas afirmar, confirmar, perceber, anotar, verificar. É, fundamentalmente, questionar, quer dizer, negar. Esta rebeldia lhe é intrínseca e fartamente exercitada na história humana através de pessoas e povos que a tudo questionaram.
Na escola, todo professor acha bom lidar com alunos que apenas concorda com tudo, que obedece fielmente as regras, que se comporta como um bom menino. No entanto, a história nos mostra que as pessoas que mais se destacaram em uma sociedade foram aqueles indivíduos considerados rebeldes, de personalidade forte. É bom saber que a rebeldia e indisciplina criativa, neste caso em particular, é pura disciplina, é um excelente capital humano.
Concordo com (Demo, 2010) quando diz que: “A sociedade se inova por conta de seus rebeldes”. Geralmente a grande idéia sai da cabeça de pessoas que não concordam com tudo, porque estas aprenderam a olhar as situações por vários ângulos, criticam porque querem que as coisas sejam mais bem feitas. Portanto, a escola deve ser capaz de compreender esse tipo de gente, e entender que a indisciplina não pode ser entendida apenas como mera bagunça, mas, sobretudo habilidade criativa.

CAUSAS E EFEITOS DA INDISCIPLINA

Ao analisarmos os fatores que contribuem para o alastramento da indisciplina, entendemos que os problemas são de várias ordens: social, econômica, familiar, cultural e etc. Compreendendo estes problemas, veremos que o aluno indisciplinado precisa com urgência de ajuda. A criança que é marginalizada pela sociedade, com a pele escura e baixa renda, sem condições de boa alimentação, mora na região periférica da cidade, em péssimas condições de moradia, sem oportunidade de estudar numa escola que lhe ofereça minimamente um “ensino” de qualidade, tende a ser quase sempre um indivíduo indisciplinado. A família também exerce papel fundamental na vida, na criação, nas atitudes da criança. Neste sentido, pode-se considerar que o comportamento da criança dentro da escola na maioria das vezes é reflexo do seu convívio familiar. Depende de como o menor é tratado em sua casa, como os pais reagem em determinadas situações, qual a cultura dos mesmos, que nível escolar estes possuem.
Para Rebelo (2002) a causa da indisciplina surge a partir de cinco pontos principais:
 O primeiro deles seria a resistência dos professores diante de propostas novas, pois, apesar de muito se discutir sobre a prática escolar, a maioria dos professores ainda continuam trabalhando com uma visão e um método tradicional de ensino, onde o aluno é tido como mero receptor do conhecimento e o professor como sendo aquele que detém conhecimento e poder. Neste caso, a indisciplina é entendida como sendo a desobediência do aluno ao poder exercido pelo professor.
 O segundo ponto seria a prática pedagógica domesticadora desenvolvida nas salas de aulas. Este tipo de prática pedagógica ocorre em função da organização, da separação e do distanciamento de alunos e professores na escola. Vivenciando uma relação de poder, o professor acompanha os movimentos corporais e a produtividade dos alunos. Os conteúdos são transmitidos pelo professor e devem ser memorizados pelo aluno, impedindo a criatividade e a participação ativa destes no processo educativo.

 O terceiro ponto apresentado seria a má formação docente inicial e contínua. A formação dos professores ainda mantém a ideologia de que é preciso garantir a obediência dos indivíduos, pois, desta forma economiza-se tempo e aumenta-se, conseqüentemente, a produção. Diante desta realidade e sem perspectiva de continuar sua formação após a obtenção do diploma acadêmico, o educador acaba por cair no comodismo, sem perspectiva de mudar sua prática no dia-a-dia.

 O quarto ponto seria a ausência dos pais na vida escolar dos filhos, em função da desestruturação familiar e da necessidade financeira, aliada a questão de que a mulher necessita conquistar espaço na sociedade. Estas vêm sendo uma das grandes causas para a questão da indisciplina, pois os filhos acabam ficando a mercê da televisão, do computador e até mesmo da rua. Sem regras e limites a serem cumpridos, acabam tornando-se crianças indisciplinadas.
 O quinto ponto apresentado por Rebelo seria o currículo escolar fechado, despreocupado com a realidade local e a falta de prioridade das políticas públicas educacionais aliadas à realidade das escolas. Todas estas situações acabam por restringir o ensino simplesmente ao livro didático, esquecendo de aproximar o aluno da sua realidade, facilitando assim o predomínio do método tradicional de ensino.

Os efeitos da indisciplina são dos mais variados e complexos. Independente do lugar ou meio em que o indivíduo indisciplinado esteja inserido, será sempre um “gerador” de problemas. Dentro do ambiente escolar não poderia ser diferente, os efeitos são visíveis a todo instante.
Na Escola Municipal de Tempo Integral “Paulo Freire”, podemos comprovar situações das mais variáveis possíveis relacionadas à indisciplina. É lógico que aos poucos estamos contornando cada situação. Mas tem sido um problema para a aprendizagem dos alunos, principalmente nos primeiros meses. Os alunos são indivíduos que moram em bairros pobres, que não possuem vínculo familiar, muitos são órfãos, criados pelos avós, tios ou primos. Ao chegarem na escola, reagem de acordo com sua realidade, com violência, falta de respeito com o colega e com o professor. Eu, particularmente, como professor de educação religiosa e filosofia, e os outros professores também eu acredito, temos lutado contra todo tipo de imoralidade, falta de ética, violência, agressões físicas e morais, contra o desrespeito, contra a inveja, contra a discórdia, contra os furtos, a desonestidade e contra o bulling. Temos trabalhado com afinco para que a paz interior, a união, a convivência sadia, o relacionamento interpessoal, o respeito mútuo prevaleça, não só na escola mas, sobretudo, onde cada aluno estiver.

Indisciplina: valores e conduta

De acordo com La Taille (1994, p.9) que argumenta muito bem sobre essas virtudes:

“Crianças precisam sim aderir a regras (que implicam valores e formas de conduta) e estas somente podem vir de seus educadores, pais ou professores. Os limites implicados por estas regras não devem ser apenas interpretados no seu sentido negativo: o que não pode ser feito ou ultrapassado. Devem também ser entendidos no seu sentido positivo: o limite situa, dá consciência de posição ocupada dentro de algum espaço social — a família, a escola, a sociedade como um todo.”
A boa conduta de um indivíduo e seus valores implica muitas vezes na forma de como este é criado, educado. Que tipo de regras a família, a escola lhe estabelece para que a criança compreenda o espaço que ocupa na sociedade, para que ela entenda que não se pode fazer o que nos vem à cabeça. É preciso pensar nas conseqüências e nos reflexos negativos que nossas ações podem causar.
Neste aspecto, a escola tem um papel fundamental para a transformação do ser humano dentro de uma concepção comportamental, no sentido de lhe oferecer opções de conduta baseada em valores, conscientização e prática do bem. O professor, sobretudo, é agente que detém grande parte do poder de transformação do caráter e da dignidade da criança. A família também é parte intrínseca no processo de educação da criança, responsável pela “moldura” de temperamentos, de hábitos e etc. Não dá pra culpar apenas o professor ou a escola ou a família. Penso que deve haver uma parceria mútua de ambas as partes, para dar conta do problema, a indisciplina.
Na escola municipal de Tempo Integral “Paulo Freire”, podemos observar que os casos em que a indisciplina é mais crítica, são de crianças cujas famílias não se preocupam com as atitudes negativas, com os maus hábitos, com as agressões causadas pelos filhos. Temos vários exemplos e relatos de crianças que nos contam que os próprios pais as incentivam à violência, tipo: “se alguém bater em você, não deixe de graça, parta pra cima deste alguém”. Ao invés de orientar o filho a falar pra o (a) professor (a) ou diretora quando houver algum caso de desrespeito, como nós professores orientamos nossos alunos. Agindo assim, seria mais viável, mas correto, e, com certeza iria ajudar a diminuir a onda de violência dentro do ambiente escolar.
Alguns casos de indisciplina na E.T.I. “Paulo Freire” me chamou atenção: Logo nas primeiras semanas, houve um caso em que um aluno de apenas seis anos de idade arremessou uma sandália no rosto de uma professora. Algumas semanas depois, este mesmo aluno chegou na escola com hematomas no rosto. Questionado pela diretora sobre quem teria praticado aquela ação, a criança com lágrimas nos olhos respondeu que teria sido seu pai. Outra dia, pude presenciar uma cena em que mãe de uma aluna ao saber que sua filha teria apanhado de uma colega de aula, resolveu ir até à escola para tirar satisfação com a professora e pra ameaçar a criança que teria agredido sua filha. Comportamento humano é fenômeno complexo. Neste sentido, não dá pra escola sozinha ou apenas o professor mudar, transformar, ajeitar um sujeito indisciplinado.

RELAÇÃO FAMILIA X ESCOLA

Quando se fala em relação família / escola, o debate a respeito dessa relação é acirrado. A escola “culpa a família, por não participar como deveria das reuniões promovidas pela instituição, por não acompanhar o filho de forma mais presente e etc. A família “culpa” a escola dizendo que muitas vezes, esta não aceita participação dos pais acerca dos projetos escolares desenvolvidos. Argumentam que a escola não oferecem condições de qualidade para o aprendizado dos alunos, e nesse embate as coisas vão sendo “empurradas”.
Nesta perspectiva, é bem verdade que o apoio da família pode ajudar bastante e os resultados podem ser muito mais positivos, caso contrário, as coisas não andam como deveriam. Sobre esta relação, (Tedesco, 2002) expressa:
Essa erosão do apoio familiar não se expressa só na falta de tempo para ajudar as crianças nos trabalhos escolares ou para acompanhar sua trajetória escolar. Num sentido mais geral e mais profundo, produziu-se uma nova dissolução entre família e escola, pela qual as crianças chegam à escola com um núcleo básico de desenvolvimento da personalidade caracterizado seja pela debilidade dos quadros de referência, seja por quadros de referência que diferem dos que a escola supõe e para os quais se preparou (TEDESCO, 2002, p.36).

Na escola municipal de Tempo Integral “Paulo Freire”, nós professores percebemos que, quanto mais o pai ou a mãe do filho se faz presente, se preocupa com o comportamento da criança, com as notas do boletim, com a sua conduta dentro do ambiente escola, mais disciplinado o aluno se torna. A escola faz a sua parte, que é cumprir com o seu papel de alfabetizar, de moldar o caráter, o comportamento, lapidar a conduta, “fixar” valores éticos e morais no sujeito, para que este se torne capaz de conviver harmonicamente em qualquer ambiente social.
É sobre este apoio que Bock (1999) reflete:
“O potencial desenvolvimento de um ambiente aumenta em função do número de vínculos apoiadores existentes entre aqueles ambientes e outros ambientes (tais como a casa e a família). Assim, a condição menos favorável para o desenvolvimento é aquela em que os vínculos suplementares ou não são apoiadores ou estão completamente ausentes – quando o mesossistema está fragilmente vinculado”.

A escola detém grande poder na formação moral e ética do aluno. Deve estar aberta a sugestões e a participação maciça dos pais. Além disso, é fundamental ter propostas pedagógicas que busquem consolidar o aprendizado de todo corpo discente. Atividades bem elaboradas, quando aplicadas corretamente costumam resolver grande parte dos problemas cotidianos relacionados às dificuldades específicas do aluno.
Pais indisciplinados
Existem vários fatores que dificultam a relação entre escola e família, uma delas são as especificidades culturais das famílias. Não obstante os desafios administrativos, a escola deve aprender a lidar com pessoas de diferentes níveis sociais e culturais. Tendo em vista que cada sujeito possui sua singularidade, existem casos que a cultura da família pode ser um fator agravante na relação com a escola. País indisciplinados, filhos indisciplinados. Neste caso, surge um questionamento pertinente: como lidar com alunos indisciplinados se seus pais não são exemplos nem de longe de pessoas disciplinadas?
A indisciplina dos pais só dificultam as ações do professor, da escola. A este respeito, (Sousa / Miranda, 2010) comenta
É comum encontrar pais de alunos que em situações de indisciplinas dos filhos se colocam no mesmo nível deste e vão até a escola tomarem satisfação com as crianças envolvidas em brigas com seus filhos, esses são exemplos ruins para a formação moral dos envolvidos que percebem de imediato a falta de limite na atitude dos pais e tendem a imitá-los. Essas situações contribuem para a indisciplina dos filhos, o que de forma alguma deveria acontecer. Para De La Taille (1995), “se desde cedo a criança aprende que há limites a serem respeitados, aos poucos ela própria vai compreendendo que as regras são como contratos estipulados para que todas as partes sejam beneficiadas”. (p.120). Pelo que se percebe, os pais tem dificuldades de impor limites aos seus filhos devidos eles também terem um comportamento indisciplinado resultante da sua formação e convivência social. Por outro lado, isso acontece porque os pais cansaram de esperar uma resposta da própria escola para resolver esses conflitos ou pelo menos essa é a explicação deles para a maioria dos casos.

Neste caso, a complexidade aumenta, todavia, não dá pra culpar somente os pais como responsáveis pelas “más” atitudes do filho na escola, até porque ninguém age errado porque quer. Se o pai não recebeu uma boa educação, ou não teve oportunidade para estudar, ou sempre conviveu em ambientes que não lhe proporcionou um aprendizado, um olhar diferente das coisas, do mundo, uma visão mais aguçada, este pai não tem tanta culpa assim.

CONCLUSÃO

O aprendizado dos alunos deve ser marca registrada da escola. Aprender é a razão de ser maior da instituição escolar e de todo corpo docente. Deve estar sempre na primeira página das ações de cada professor, nas suas atividades pedagógicas, lúdicas, recreativas, nas avaliações. Não se poder deixar que os problemas escolares atrapalhem de alguma forma o conhecimento do aluno, ao contrário disso, deve haver busca constante de solução.
É verdade que o fenômeno indisciplina tem sido causador de problemas de alta complexidade nas escolas, mas, o que deve ser feito é um envolvimento conjunto entre toda comunidade escolar, família e sociedade para não permitir que esta “doença” se espalhe e fuja do controle. Agindo assim, todos ganham, os alunos aprendem, a família fica satisfeita, a sociedade ganha novos profissionais competentes, o índice de violência, furtos, roubos diminuem. Por mais que os problemas se afloram, não se deve esquecer nunca de que a aprendizagem é o objetivo principal da escola, ela deve sempre acontecer, ao contrário, perde-se o foco, perdendo o foco, perde-se as razões, perdendo as razões perde-se os sentidos, sem sentido não há valor, e se não há valor, nada vale a pena.

BIBLIOGRAFIA

TAILLE, Yves de La. A indisciplina e o sentimento de vergonha. In: Indisciplina da escola: alternativas teóricas e práticas.
TEDESCO, J. C. O novo pacto educativo: Educação, competitividade e cidadania na sociedade moderna. São Paulo: Ática, 2002.
BOCK, Ana M. Bahia (org). Psicologias: uma introdução ao estudo de Psicologia. 13ª ed. São Paulo: Saraiva, 1999.
DEMO, Pedro. Grandes pensadores./ TAILLE, La Yves. A questão da indisciplina: ética, virtude e educação. Porto alegre: Mediação, 2001.
Marcilene Pereira de Sousa – Ruthel de Souza Miranda. Reflexos da Indisciplina na Aprendizagem dos Alunos da Escola de Tempo Integral Paulo Freire, 2010 – on line

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